Friday, February 29, 2008

Mais de 500 peticionários acantonados em Díli

Díli, 27 Fev (Lusa) - Mais de 500 peticionários, antigos elementos das Forças Armadas timorenses, estão acantonados em Díli, segundo a contagem feita hoje na formatura.

O processo de acantonamento dos chamados peticionários iniciou-se a 07 de Fevereiro de 2007, a convite do Governo timorense, após quase dois anos de impasse na situação destes ex-militares.

O Governo preparou um local de acantonamento em Aitarak Laran, no centro da cidade, para receber as centenas de ex-militares que, em 2006, estiveram na origem da crise política e militar que atingiu Timor-Leste.

De 71, no primeiro dia de acantonamento, o número de peticionários que respondeu à chamada do Governo para resolver a sua situação subiu hoje para 557, número da contagem matinal.

A parte mais substancial deste grupo chegou de vários distritos nos últimos três dias, transportados ou acolhidos pelas Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), Polícia das Nações Unidas (UNPol) e Forças de Estabilização Internacionais (ISF).

Helicópteros da Austrália e da Nova Zelândia participaram do transporte de peticionários de zonas mais distantes como o distrito de Oécussi, um enclave na parte ocidental da ilha de Timor.

Uma petição inicial com 159 signatários surgiu em Janeiro de 2006, referindo alegadas discriminações de base regional no seio das F-FDTL, de que seriam alvo os militares originários dos distritos ocidentais, ou "loromonu".

Na primeira manifestação dos peticionários, como ficou conhecido o grupo de signatários, havia 418 elementos e semanas depois, quando a petição foi levada ao Presidente da República, na altura Xanana Gusmão, havia 592 assinaturas.

Os peticionários abandonaram os quartéis e o Estado-Maior das F-FDTL decidiu pela sua expulsão, com efeitos a partir de Março de 2006.

No mês seguinte, uma manifestação de peticionários em Díli, em frente ao Palácio do Governo, terminou em violência e desencadeou a grande crise política e militar.

Alguns oficiais juntaram--se mais tarde a título individual ao grupo dos peticionários, como os majores Tilman e Tara.

No entanto, o grupo foi alegadamente dirigido pelo ex-tenente Gastão Salsinha, o oficial mais graduado dos peticionários.

Gastão Salsinha lidera agora o grupo de homens armados, em número incerto, que, desde a crise de 2006, era chefiado pelo major fugitivo Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar.

Reinado foi morto durante o ataque que o seu grupo fez a 11 de Fevereiro passado contra a residência do Presidente da República, José Ramos-Horta, pouco antes de um segundo ataque contra o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, liderado por Gastão Salsinha.

A aproximação de Alfredo Reinado aos peticionários de Gastão Salsinha ficou demonstrada numa parada militar organizada em Gleno, a sudoeste de Díli, em Novembro de 2007.

A parada surgiu como uma demonstração de força de Alfredo Reinado e Gastão Salsinha, dias depois de uma primeira tentativa, falhada, de Xanana Gusmão juntar os peticionários em Aileu, a sul da capital.

Desta vez, o acantonamento proposto pelo Governo está a ter um sucesso súbito e os números dos peticionários em Aitarak Laran estão em actualização constante.

O tenente-coronel Filomeno Paixão, das F-FDTL, 1º comandante do Comando Conjunto da operação de captura de Gastão Salsinha, referiu hoje em conferência de imprensa que a última contagem oficial era de 460 peticionários, "entre 756".

O oficial superior das F-FDTL admitiu que este número total não inclui apenas os peticionários em sentido estrito.

"Não podemos metê-los a todos num 'saco'", explicou o tenente-coronel, resumindo o grupo heterogéneo que está a acantonar nos antigos armazéns de Aitarak Laran.



PRM

Lusa/Fim

Espanha "com vontade política" de estar em Díi

Díli, 28 Fev (Lusa) - A Espanha "tem vontade política de estar em Timor-Leste" como parte da sua estratégia no Sudeste Asiático, afirmou hoje à agência Lusa o director-geral para a Ásia e Pacífico do Ministério dos Assuntos Exteriores espanhol.

"Não é que a Espanha queira alguma coisa de Timor-Leste. O que se passa é que a Espanha está a aumentar a sua presença na Ásia em geral e no Sudeste Asiático, de há quatro anos para cá", explicou José Eugenio Salarich.

O responsável pela política espanhola na Ásia está em Díli acompanhando a embaixadora de Espanha em Jacarta, Aurora Bernáldez Dicenta, que quarta-feira apresentou as credenciais ao Presidente interino de Timor-Leste, Fernando "La Sama" de Araújo.

José Eugenio Salarich salientou que a abertura de um gabinete de cooperação em Díli, em 2007, e o estudo de diferentes projectos de desenvolvimento no país acompanham a estratégia de implantação de Espanha na região.

Como resultado da "campanha política, económica, social e cultural" dos últimos quatro anos, a Espanha passou a ter 17 embaixadas onde tinha 12, oito centros do Instituto Cervantes onde apenas havia um e cinco gabinetes de cooperação, dos dois que existiam antes.

"Aumentámos entre 40 e 50 por cento a presença física de Espanha na Ásia", sublinhou José Eugenio Salarich.

A abertura de uma embaixada em Timor-Leste faz parte desta estratégia "mas não será realizável a curto prazo, não antes de dois ou três anos".

Apesar disso, salientou, "Timor-Leste é um país próximo de Espanha por ser um dos dois países latinos da Ásia, além das Filipinas".

"Além disso, a Espanha sempre apoiou o projecto de independência e, agora que foi alcançado, estamos em condições de contribuir para a consolidação do país", disse José Eugenio Salarich.

Timor-Leste é, aliás, um dos novos países que Espanha decidiu incluir no seu universo de interesses na região, além do Bangladesh e do Cambodja, por insistência da direcção-geral para Ásia e Pacífico.

Os dois Estados com que a Espanha iniciou relações privilegiadas no Sudeste Asiático são as Filipinas, que foram uma colónia espanhola entre os séculos XVI e XIX, e o Vietname.

"O Sudeste Asiático não está tão na moda como a China, o Japão, o Paquistão ou o Afeganistão", afirmou.

"Mas a Espanha tem interesses históricos na região, como é claro com as Filipinas, e há temas que consideramos mais ou menos de agenda global, não bilateral: a reforma da ONU, a aliança de civilizações, a mesma visão de luta contra o terrorismo e as oportunidades comerciais", explicou José Eugenio Salarich.

Salientando que Timor-Leste "é um país muito frágil", José Eugenio Salarich referiu que "a Espanha pode trazer um valor acrescentado, sem entrar em disfuncionalidades nem utilizações duplas dos recursos".

Salarich indicou três sectores da cooperação com Timor-Leste: a reforma rural e o apoio à agricultura; a governabilidade, o apoio ao Parlamento e à Polícia e outras instituições; e o apoio ao sector da justiça.

A reforma da Polícia Nacional timorense está na agenda da cooperação espanhola, aplicando em Timor-Leste os conhecimentos da Guarda Civil, "uma polícia muito versátil como a GNR", e a experiência na formação de polícias em Moçambique e em Angola.

José Eugenio Salarich recordou, aliás, que a cooperação na área da segurança entre Espanha e Moçambique aconteceu quando ele era o embaixador espanhol em Maputo, no final dos anos 1990.

Sobre o duplo ataque de 11 de Fevereiro contra o presidente e o primeiro-ministro timorenses, José Eugenio Salarich declarou que Espanha seguiu a situação e considera que o Governo timorense "reagiu bem, com maturidade e rapidez" aos acontecimentos.



PRM

Lusa/Fim

Wednesday, February 27, 2008

UN Condemns Attacks on E. Timor Leaders

By EDITH M. LEDERER

Associated Press Writer

10:18 PM CST, February 25, 2008

UNITED NATIONS

The U.N. Security Council on Monday condemned the recent attacks on East Timor's leaders and urged all parties in the troubled nation to consolidate peace, democracy and the rule of law.

In a resolution extending the mandate of the U.N. mission in East Timor for a year, the council said "the political, security, social and humanitarian situation in East Timor remains fragile."

It called for national reconciliation following rebel attacks earlier this month on President Jose Ramos-Horta, who was critically injured, and Prime Minister Xanana Gusmao, who escaped unhurt.

The attacks were apparently a sudden escalation in a bitter dispute between the government and several hundred ex-soldiers who were fired in 2006 after going on strike to protest alleged discrimination.

The former Portuguese colony broke from 24 years of Indonesian occupation in 1999, when 1,500 people were killed by militias and departing Indonesian troops. After three years of U.N. governance, East Timor declared independence in 2002.

The U.N. scaled back its presence but still has 33 military observers and about 1,500 international police and 1,200 civilians in the country.

The resolution adopted unanimously on Monday extends the U.N. mission until Feb. 26, 2009 and calls on its members to help enhance the effectiveness of the judiciary, build up the security sector and further train East Timor's police force.

It "condemns in the strongest possible terms the attacks on the president and prime minister of East Timor on Feb. 11, 2008 and all attempts to destabilize the country."

Australia reinforced its presence in East Timor to more than 1,000 army and military personnel and sent a warship to waters off the coast after the attacks. It also sent a medical evacuation plane to fly Ramos Horta to Darwin, where he is recuperating from gunshot wounds.



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Indonesia calls for Suu Kyi participation

Jakarta - Indonesia wants to see democracy icon Aung San Suu Kyi included in the political process in military-ruled Myanmar, Foreign Minister Hassan Wirayuda said on Wednesday.

Myanmar's Foreign Minister Nyan Win last week confirmed to his south east Asian counterparts that the military's new constitution would bar widow Aung San Suu Kyi from running in elections that have been slated for 2010 as she had been married to a foreigner.

Wirayuda said that Indonesia, the largest member of the Association of south east Asian Nations - to which Myanmar also belongs - should along with ASEAN still engage with the regime to push for an inclusive political process.

Indonesia welcomed the announcement of the May constitutional referendum and 2010 elections, "but Indonesia is still advocating an engagement by ASEAN with Myanmar," Wirayuda told a press briefing.

He said Indonesia supported the mission of UN envoy to Myanmar Ibrahim Gambari, who is UN chief Ban Ki-moon's pointman on promoting national reconciliation in Myanmar.

"But Myanmar, being a member of the ASEAN family, we see the importance of ASEAN or Indonesia, at least, to engage Myanmar so we can ensure that the process that they are now undertaking...could result in the solution that is also acceptable to the international community," Wirayuda said.

"That's why our concern is how to make the process in Myanmar more credible, meaning to make the process more inclusive by allowing the participation of groups including Madam Aung San Suu Kyi and NLD (her National League for Democracy party), as well as minority groups...in the coming process," he added.

Wirayuda was speaking after meeting with his German counterpart, Frank-Walter Steinmeier, who was on a one-day visit to Indonesia.

Gambari visited Indonesia earlier this week and said he would raise the banning of Aung San Suu Kyi with the junta when he next returns in early March. The visit will be Gambari's third since September, when the military junta violently crushed the biggest pro-democracy protests in nearly 20 years.

Wirayuda has said in the past that Jakarta could play a significant role in Myanmar's democratic process by sharing its experience of transition from a military government to full democracy.

ASEAN groups Brunei, Cambodia, Indonesia, Laos, Malaysia, Myanmar, the Philippines, Singapore, Thailand and Vietnam.

Criminal syndicate in Timor

February 28, 2008

AN INVESTIGATION ordered by East Timor's President, Jose Ramos-Horta, has identified a crime syndicate with links to former pro-Indonesian militiamen, which supplied drugs to youth gang members involved in violent attacks in Dili.

The investigation also found that girls as young as 12 were being trafficked into East Timor for prostitution, some of them at a brothel frequented by UN staff.

A report on the investigation criticises the Australian-led International Stabilisation Force and United Nations police in East Timor for failing to "recognise the importance and gravity of this new phenomenon" in the troubled country of 1 million people.

"The swiftness in which international drug syndicates mobilised into Timor Leste [East Timor] was underestimated by the international security forces," the report says.

But last month, within days of Mr Ramos-Horta receiving the report, Timorese and United Nations police began a series of raids on a number of premises in Dili and arrested almost 100 Timorese and foreign nationals on drugs and prostitution charges.

Mr Ramos-Horta is recovering in Royal Darwin Hospital from the serious gunshot wounds he suffered during attacks in Dili on February 11. One of his confidants headed the investigation, which was independent of both the stabilisation force and UN police.

The confidential report says Timorese and Indonesian girls aged between 12 and 15 were being brought from Indonesian West Timor and held in a number of safe houses in Dili and "only brought out on request" to a brothel operated by a drugs and human-trafficking syndicate.

The head of syndicate, an Indonesian, had established "strong and lucrative" links to martial arts gangs, the report says. The gangs have been blamed for widespread violence in Dili since April 2006.

The report identifies two shipments of methamphetamine, known as sabu sabu or ice, into Dili in December by a syndicate "controlled by Timorese-Indonesian nationals with clear ties to, and possibly funded, by ex-militia elements in West Timor".

There is no suggestion Indonesian authorities are behind any illegal activities in East Timor.

The report names a brothel in Dili that "caters to Asian commercial elites as well as NGO and UNMIT [United Nations] staff".

The UN mission in East Timor, which employs 3253 foreign and Timorese staff, enforces a strict "zero tolerance" towards sexual exploitation and abuse after outrageous behaviour by a small number of UN personnel in the past. The UN mission has a list of premises in Dili from which UN personnel are banned.

The UN Security Council this week extended the UN mission's mandate in East Timor for 12 months at a cost of $US153 million ($163 million).

E Timor seizes weapons in rebel hunt

East Timor security forces have seized a cache of homemade weapons and detained a foreign citizen suspected of helping rebel soldiers involved in this month's attacks on the country's leaders, an official said.

Rebel soldiers attacked the home of President Jose Ramos-Horta on February 11, seriously wounding him during a gunfight.

Prime Minister Xanana Gusmao, who escaped unhurt in a separate attack the same morning, ordered the country's military and police forces to form a joint command to arrest followers of rebel leader Alfredo Reinado, who was killed in the attacks.

Filomeno Paixao, head of the Joint Command, said homemade weapons including a grenade, knives and arrows, as well as 500 military uniforms had been found in the house of a foreign citizen near Dili.

"We have brought the man to the investigation unit because he is believed to be helping rebels," Mr Paixao said, without elaborating.

The official said an increasing number of rebel soldiers who had previously supported Reinado had given themselves up in order to have peace talks with authorities.

"The operation is going on in the whole of the territory but you see the sacked group, or petitioners, are coming down to Dili for talks," he said, adding that about 450 sacked soldiers had gathered in a camp in Dili.

Arrest warrants have been issued against 17 people suspected of involvement in the attack, including Gastao Salsinha who took command of rebel soldiers after Reinado was killed during the attack on Ramos-Horta.

Slain rebel leader Reinado's lawyer, a 40-year-old woman with dual East Timorese and Australian citizenship, was also arrested in Dili last week in connection with the investigation.

Asia's youngest nation, under a state of emergency since the attacks, has been unable to achieve stability since hard-won independence in 2002.

The army tore apart along regional lines in 2006, when about 600 soldiers were sacked, triggering factional violence that killed 37 people and drove 150,000 from their homes.

Foreign troops were sent to restore order in the former Portuguese colony of about one million people, which gained full independence from Indonesia after a UN-sponsored vote in 1999 that was marred by violence.

The UN Security Council on Monday extended for another year the mandate for the UN peacekeeping mission in East Timor, saying the security and humanitarian situation in the country remained fragile.

- Reuters

Tuesday, February 26, 2008

Ramos-Horta "talvez mais uma semana" no hospital - irmã

Díli, 26 Fev (Lusa) - O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, estará "talvez mais uma semana no hospital" em Darwin, Austrália, afirmou hoje à agência Lusa a sua irmã Romana Horta.

O chefe de Estado timorense continua na unidade de cuidados intensivos do Hospital Real de Darwin, "mas já fora de perigo", explicou Romana Horta.

"Por enquanto, recebe apenas visitas dos familiares", afirmou a irmã do Presidente, contactada por telefone a partir de Díli.

José Ramos-Horta comeu "alimentos sólidos" pelo segundo dia e já consegue estar sentado.

A direcção do Hospital Real de Darwin instalou um gabinete para pessoal da Presidência timorense trabalhar, mas José Ramos-Horta deverá mudar para uma casa em Darwin quando tiver alta médica, afirmou à Lusa um assessor da Presidência.

O chefe de Estado timorense não vai poder voar durante mais um mês, pelo que a sua recuperação do ataque de 11 de Fevereiro vai decorrer na cidade do norte australiano.

José Ramos-Horta foi atingido a tiro num ataque à sua residência em Díli liderado pelo major fugitivo Alfredo Reinado.

Reinado morreu no ataque mas, pouco depois, um outro grupo liderado pelo ex-tenente Gastão Salsinha atacou a coluna em que seguia o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, que escapou ileso.



PRM

Lusa/Fim

Mandato da missão da ONU prorrogado por mais um ano

Nações Unidas, Nova Iorque, 25 Fev (Lusa) - O Conselho de Segurança das Nações Unidas prorrogou hoje o mandato da Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT) por mais um ano, ao aprovar por unanimidade a resolução 1802.

O mandato, que terminava na terça-feira, foi assim prorrogado até 26 de Fevereiro de 2009.

A UNMIT, actualmente com 2.700 pessoas, foi criada em Agosto de 2006 e conta com uma componente policial de 1.480 efectivos, mais de uma centena dos quais pertencem à Guarda Nacional Republicana (GNR, força portuguesa).

O mandato da UNMIT é ajudar o governo timorense a "consolidar a estabilidade, promover uma cultura de governação democrática e a facilitar o diálogo político".

Além dos efectivos ao serviço das Nações Unidas, a Austrália e a Nova Zelândia mantêm em Timor-Leste mais de um milhar de militares, no âmbito das Forças Internacionais de Estabilização (ISF, no acrónimo em inglês), enviadas na sequência da grave crise político-militar desencadeada em Abril de 2006.

No passado dia 11, os chefes de Estado e de governo de Timor-Leste, José Ramos-Horta e Xanana Gusmão, respectivamente, foram alvo de atentados separados.

Ramos-Horta, gravemente ferido, encontra-se ainda em Darwin, norte da Austrália, em tratamento médico, enquanto Xanana Gusmão saiu ileso.

Na resolução hoje aprovada por unanimidade, o Conselho de Segurança da ONU "apela ao povo de Timor-Leste para que permaneça calmo, faça prova de contenção e a mantenha a estabilidade no país"



EL.

Lusa/Fim

Elemento do antigo grupo de Reinado rendeu-se à polícia da ONU

Díli, 25 Fev (Lusa) - Um elemento do antigo grupo do major Alfredo Reinado rendeu-se hoje à Polícia das Nações Unidas (UNPol), anunciou em Díli o chefe da Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT).

"Um dos co-arguidos do processo (contra Alfredo Reinado) contactou-nos hoje de manhã dizendo que estava pronto para se entregar", anunciou o representante especial do secretário-geral da ONU, Atul Khare.

O subcomissário e comandante operacional da UNPol, Hermanprit Singh, deslocou-se pessoalmente a Maubisse (oeste) para transferir o elemento que se rendeu para Díli.

"Não foi preciso usar algemas nem nenhuma coacção", explicou Atul Khare, que chefia a UNMIT.

Atul Khare não identificou o nome do elemento que se rendeu à UNPol, "por razões de segurança, porque isso não compete à UNMIT mas às entidades judiciais, e para evitar possíveis represálias sobre a família do acusado".

O elemento que hoje se rendeu é um dos 13 co-arguidos, de um grupo inicial de 17, no processo em que o major Alfredo Reinado era acusado de homicídio, rebelião e posse ilegal de material de guerra.

Esses co-arguidos faziam parte do grupo que se evadiu do Estabelecimento Prisional de Becora, em Díli, a 30 de Agosto de 2006, e que, mais tarde, estiveram com o major Alfredo Reinado após o assalto a três esquadras de Polícia de Fronteira, em Fevereiro de 2007.

Todos, excepto um, dos 17 co-arguidos eram antigos militares das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e quase todos pertenciam à Polícia Militar, a unidade que, na altura da crise de 2006, era comandada por Alfredo Reinado.

O elemento que se rendeu hoje em Maubisse "não trazia arma", segundo Atul Khare, que afirmou também desconhecer os motivos da rendição deste elemento.

A rendição do co-arguido aconteceu no terceiro dia da operação "Halibur", lançada em conjunto pelas F-FDTL e pela Polícia Nacional (PNTL) para capturar os elementos que atacaram o Presidente da República e o primeiro-ministro, a 11 de Fevereiro.

No primeiro desses dois ataques, em que o Presidente José Ramos-Horta ficou gravemente ferido, morreu o major Alfredo Reinado.

O grupo de atacantes passou a ser liderado pelo ex-tenente Gastão Salsinha, líder dos chamados peticionários, a quem é atribuído o ataque ao primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e que continua fugido.

O processo de acantonamento dos peticionários das F-FDTL, que estiveram no centro da crise de 2006, foi iniciado há duas semanas, em Aitarak Laran, Díli, e até hoje concentrou 324 elementos, segundo Atul Khare.

"Sei o número exacto porque 295 estavam no acantonamento de Aitarak Laran, mais 20 vieram escoltados pela UNPol de Same e outros nove de Ainaro", afirmou o chefe da UNMIT na conferência de imprensa.

Questionado, de novo, sobre a responsabilidade da UNPol ou das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) nos ataques de 11 de Fevereiro, Atul Khare recordou hoje que "Timor-Leste é um país soberano e as autoridades nacionais têm que actuar, quer a comunidade internacional seja ou não capaz" de actuar.

"Penso também que é bom lembrar Maio de 2006, e todos sabem o que aconteceu em Maio de 2006, e eu congratulo-me por ver pela primeira vez as F-FDTL e a PNTL numa operação conjunta. Isso dá-me esperança para o futuro", sublinhou o chefe da UNMIT.

Elementos das F-FDTL e da PNTL protagonizaram combates e incidentes violentos durante a crise política e militar de 2006.

O 1º comandante do Comando Conjunto da operação "Halibur", o tenente-coronel das F-FDTL Filomeno Paixão, anunciou hoje em conferência de imprensa que as forças conjuntas ainda não tiveram "nenhum encontro" com o grupo de Gastão Salsinha.

Filomeno Paixão informou que as forças conjuntas da F-FDTL e PNTL encontram cinco peticionários "que tinham o intuito de se apresentar em Aitarak Laran, mas tinham receio de entrar na cidade por causa dos controlos de estrada".

"Foram trazidos de boa maneira pelas nossas forças para o local de acantonamento" em Díli, acrescentou o tenente-coronel das F-FDTL.

Segundo Filomeno Paixão, "as operações foram feitas nos primeiros três dias nos arredores de Díli", desde Hera, a leste, passando por Fatuhai, a sul, até Tíbar, a oeste, no limite com Liquiçá.

"As forças não tiveram nenhum embate com o grupo GS (Gastão Salsinha)", afirmou Filomeno Paixão.

"Aproveitámos também para informar a população que não é preciso fugir porque não andamos a fazer prisões indiscriminadas", adiantou o oficial das F-FDTL, que apelou para a colaboração de todos com as autoridades.



PRM

Lusa/Fim

Saturday, February 23, 2008

Singapore to Host First Youth Olympics

GRAHAM DUNBAR
The Associated Press

LAUSANNE, Switzerland - Singapore will host the first Youth Olympic Games in 2010.

The Southeast Asian city-state of 4.5 million people beat out Moscow in a vote of the International Olympic Committee. The result was announced Thursday by IOC president Jacques Rogge during a ceremony at the Olympic Museum in Lausanne.

In a postal ballot of IOC members, Singapore defeated the Russian capital 53-44.

Singapore has never hosted a major international multisports event but held a sentimental edge over Moscow. The IOC was eager to reward a city which might never be able to stage the full Olympics.

"We dared to dream, we worked hard to pursue our dream despite the odds, and now the dream will become a reality," Singapore Prime Minister Lee Hsien Loong said.

The Youth Games will feature about 3,200 athletes aged 14-18 competing in 26 sports. The event, to be held every four years, is designed to encourage youngsters to get involved in sports and spend less time in front of computer and television screens. The first Winter Youth Olympics will be in 2012.

"It's a great honor and privilege for all of us, for Singapore and every Singaporean," Lee said. "For the first time, the 'Olympics' name will be in Southeast Asia, and in Singapore. We will be the focus of a new era of sports development for Singapore, for Southeast Asia and for the Olympic movement."

Lee spoke at a public gathering in Singapore that included about 5,000 students from 90 schools, most of whom were decked out in red and were assembled at a large field in front of the downtown City Hall to listen to the result from Lausanne.

"We worked very hard for seven months," Lee said. "It was a national effort, but more than that, it was a people's effort. ... Now, the countdown to 2010 begins. We have 2 1/2 years to prepare for the Youth Olympic Games. It's going to be challenging, but it's going to be full of excitement and achievements."

Moscow hosted the 1980 Olympics, and Russia's Black Sea resort of Sochi was picked last year to stage the 2014 Winter Games.

"Moscow was a little bit penalized by the fact that Sochi was awarded the Winter Games," Rogge told The Associated Press. "I think the prevailing sentiment among the IOC members is also that they prefer to give it to a new city that has not organized a Games."

The Russian Olympic Committee was gracious in defeat.

"No doubt, the games will be held at a good level because Singapore has the necessary resources and potential," Russian committee spokesman Gennady Shvets said. "The Olympics is our common cause. There can be no losers. ... There is some degree of frustration, but it was a good contest and there is a worthy winner."

IOC members are well acquainted with Singapore, which hosted the IOC general assembly in 2005 where London was picked as host of the 2012 Olympics.

"This is a key moment for the Olympic movement," Rogge said. "Singapore has put together a very exciting project. Hosting the Youth Olympic Games for the first time is a great responsibility, and I have every confidence in the team in Singapore."

Rogge will visit Singapore next week with Sergei Bubka, the pole vault world record holder and IOC member from Ukraine who will lead a panel monitoring preparations in the host city.

Rogge said broadcasters will be offered free daily television highlights from the Singapore Games.

"We know that youth sport is a difficult issue for broadcasters who are not showing much of it and I regret that," he said. "However, this exposure will be much bigger than for any other junior world championships."

Singapore, with a games budget of $75 million, will use 24 venues, including one large cluster for 13 sports. Nineteen of the venues already exist, four would be built as temporary facilities and one is under construction for equestrian.

Singapore was asked by the IOC to provide contingency plans for a second athletes' village to allay concerns its first choice might not be ready.

Construction work began last month for a 5,000-bed residence at the National University of Singapore. The facility, costing $423 million, is due to be completed six months before the Aug. 14, 2010, opening ceremony at the Marina Bay Floating Stadium.

"I think there will be no problem with the athletes' village," Bubka said. "We have had guarantees explaining how the building will be done but we need to be very careful. They have good venues and we know from visiting Singapore in 2005 how they are hosting people from around the world."

Singapore and Moscow made the final list after the elimination of Athens, Greece; Bangkok, Thailand; Turin, Italy; Debrecen, Hungary; Guatemala City; Kuala Lumpur, Malaysia; and Poznan, Poland.

"The Youth Olympic Games are the flagship of the IOC's determination to reach out to young people," Rogge said. "These games will not only be about competition. They will also be the platform through which youngsters will learn about the Olympic values and the benefits of sport."

Cavaco satisfeito com recuperação de Ramos-Horta, quer responsáveis por atentados julgados

Boticas, Vila Real, 23 Fev (Lusa) - O Presidente da República congratulou-se hoje com a recuperação de Ramos-Horta e disse esperar que Timor-Leste consiga julgar, “no respeito pela lei”, os responsáveis pela tentativa de “decapitação das instituições democráticas” do país.

Aníbal Cavaco Silva, que falava durante a visita que hoje está a fazer aos concelhos de Ribeira de Pena e Boticas, no distrito de Vila Real, respondia às declarações do Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, que se encontra internado em Darwin, na Austrália, depois de ter sido baleado num atentado a 11 de Fevereiro.

Nas declarações que fez para a agência Lusa, através de um familiar, Ramos-Horta afirmou-se "sensibilizado com o povo português" e "preocupado com o povo timorense" e disse querer "saber tudo" sobre o atentado de que foi vítima.

Na sua primeira declaração à imprensa após o ataque de 11 de Fevereiro, em que foi atingido a tiro, José Ramos-Horta comunicou a intenção de "saber tudo a fundo sobre o que se passou, levando a investigação até ao fim".

José Ramos-Horta declarou à Lusa, através do seu cunhado João Carrascalão, a partir do Hospital Real de Darwin, Austrália, que está "muito sensibilizado e agradecido com o povo português e muito preocupado com o povo timorense".

O chefe de Estado timorense agradece, em especial, ao Presidente Cavaco Silva, "pela condenação enérgica e imediata dos ataques e pelo apoio manifestado".

Em Boticas, Cavaco Silva manifestou-se contente com as palavras de Ramos-Horta: “Estou muito satisfeito por ele estar a recuperar e estar a recuperar bem. Isso é o mais importante”, afirmou.

“O que eu mais desejo é que o presidente Ramos Horta regresse rapidamente para junto do seu povo”, acrescentou.

Nas declarações que fez, Cavaco Silva considerou que a política de diálogo de Ramos-Horta não resultou e disse esperar que os responsáveis pelos atentados sejam julgados.

“Tivemos ali um ataque sério às instituições democráticas de Timor. Espero bem que as autoridades timorenses consigam agora julgar, como deve ser e no respeito pela lei, aqueles que tentaram assassinar, segundo a informação disponível, quer o Presidente, quer o primeiro-ministro”, afirmou, apontando que os atentados foram perpetrados “numa altura que o presidente da assembleia nacional de Timor estava ausente em Lisboa”.

“Como que parecia uma certa decapitação das instituições democráticas”, disse.

Cavaco Silva disse, também, que Ramos-Horta é um homem que acreditou no diálogo, mas constata-se que este não resultou.

“[Ramos-Horta] foi um homem que sempre acreditou no diálogo”, disse Cavaco Silva, lembrando uma “longa conversa” que tiveram em Lisboa, em que o agora Presidente timorense mostrou convicção de que os problemas fossem resolvidos pelo diálogo

“Ele apostava, acima de tudo, no diálogo na persuasão, mas afinal não resultou”, constatou Cavaco Silva.

Nas declarações que enviou através do seu cunhado, Ramos-Horta afirma-se de “muito bom humor” e manda informar o seu homólogo português que receberia com agrado em Darwin "alguns pastéis de Belém e um bom vinho do Porto".

Em Boticas, Cavaco Silva registou o pedido e prometeu rapidez.

“Gostaria de lhe fazer chegar rapidamente [pastéis de Belém e vinho do Porto]”, disse o chefe de Estado português.

“Talvez quando for uma próxima missão da GNR se possam enviar”, acrescentou, notando, porém, com humor, que dado a viagem ser longa, os pastéis de nata deverão chegar já frios.



PRM/PLI/RSF.

Lusa/Fim

Ramos-Horta agradece a Portugal e quer "saber tudo" sobre atentados

Díli, 23 Fev (Lusa) - O Presidente da República de Timor-Leste está "sensibilizado com o povo português" e "preocupado com o povo timorense" e quer "saber tudo" sobre o atentado de que foi vítima, segundo uma declaração enviada à Agência Lusa através de um familiar.

Na sua primeira declaração à imprensa após o ataque de 11 de Fevereiro, em que foi atingido a tiro, José Ramos-Horta comunicou a intenção de "saber tudo a fundo sobre o que se passou, levando a investigação até ao fim".

José Ramos-Horta declarou à Lusa, através do seu cunhado João Carrascalão, a partir do Hospital Real de Darwin, Austrália, que está "muito sensibilizado e agradecido com o povo português e muito preocupado com o povo timorense".

O chefe de Estado timorense agradece em especial ao Presidente Cavaco Silva, "pela condenação enérgica e imediata dos ataques e pelo apoio manifestado".

José Ramos-Horta disse também estar "de muito bom humor" e ao seu homólogo português manda informar que receberia com agrado em Darwin "alguns pastéis de Belém e um bom vinho do Porto".

O Presidente timorense, gravemente ferido no ataque à sua residência em Díli pelo grupo do major Alfredo Reinado, foi submetido a várias intervenções cirúrgicas e esteve mais de uma semana em coma induzido no Hospital Real de Darwin, para onde foi evacuado poucas horas após ter sido atingido.

Hoje, segundo João Carrascalão, José Ramos-Horta "já comeu alimentos sólidos, comida normal, pela sua própria mão e está a recuperar muito depressa".

A investigação aos ataques contra José Ramos-Horta e Xanana Gusmão está em curso através da Procuradoria-geral da República, do Departamento de Investigações Nacionais da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste e de uma comissão de inquérito interna com elementos das Forças Armadas e da secretaria de Estado da Defesa.



Lusa/fim

Governo aceita estrutura e regras da operação "Halibur" para captura de grupo rebelde

Díli, 23 Fev (Lusa) - O Governo de Timor-Leste expressou hoje o seu acordo com a estrutura e as regras de empenhamento da operação de captura ao grupo do ex-tenente Gastão Salsinha.

O Conselho de Ministros, reunido pela quarta vez no espaço de uma semana, "decidiu aprovar uma Resolução do Governo expressando o seu acordo com a estrutura operacional do comando conjunto e as regras de empenhamento para as forças operacionais", segundo um comunicado oficial.

O Governo timorense deu, desse modo, a sua concordância com as decisões do comando conjunto da operação "Halibur" ("reunir" ou "juntar" em tétum), que reúne as Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e da Polícia Nacional (PNTL).

A decisão surge um dia depois de ter sido aprovado e proclamado o regime de estado de sítio por mais 30 dias, a partir de hoje, com recolher obrigatório entre as 22:00 e as 06:00.

Na mesma resolução, o Conselho de Ministros "enaltece o Comando Conjunto (CC) pela forma célere e equilibrada" com que decidiu os detalhes operacionais e manifesta "inteira confiança" no CC e nas Forças de Defesa e Segurança.

O CC foi constituído pelo chefe-do-Estado-Maior-general das Forças Armadas, no seguimento do Conselho de Ministros extraordinário de 17 de Fevereiro.

O Governo analisou os documentos remetidos pelo CC e considera que "espelham uma estrutura equilibrada entre as duas instituições, no âmbito de uma intervenção integrada para fazer face a uma situação muito delicada e grave para o Estado, os órgãos de soberania e a paz social da população", refere o comunicado hoje divulgado.

No Conselho de Ministros de hoje, o Governo decidiu também rever o decreto aprovado na reunião de 20 de Fevereiro, que cria o Estabelecimento Prisional Militar, "destinado à reclusão dos militares de qualquer das componentes das forças armadas ao momento da prática dos factos", diz o comunicado oficial.



PRM

Lusa/fim

Leste: Irlanda nega disponibilidade para acolher "peticionários"

Dili, 23 Fev (Lusa) - A Irlanda desmentiu ter-se oferecido para acolher soldados rebeldes timorenses para ajudar a resolver a crise em Timor-Leste, indicou hoje um porta-voz da embaixada da Irlanda em Singapura.

Fernando "La Sama" de Araújo, que substitui temporariamente o presidente José Ramos-Horta, ferido a tiro com gravidade e internado num hospital da Austrália, informara quinta-feira que esta oferta lhe fora feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros irlandês, Dermot Ahern, em visita a Díli.

Segundo "La Sama", a Irlanda estaria disponível para acolher os soldados amotinados que "quisessem começar uma vida nova, por exemplo no sector privado".

De acordo com o porta-voz da embaixada da Irlanda, Dermot Ahern deixou claro em Dili que isso não seria boa opção, porque provocaria um 'um êxodo de cérebros' de Timor Leste".

O exército foi abalado por uma cisão em 2006, quando parte dos seus efectivos (os "peticionários", em número de cerca de 600 homens), se consideraram vítimas de discriminações e desertou.

A reintegração na sociedade destes militares amotinados constitui hoje um problema, enquanto que um "núcleo duro" destes soldados continua a monte e é acusado de desestabilizar a jovem nação.

Timor-Leste faz parte de um grupo de nove países prioritários aos quais Dublin presta assistência.

Desde a vaga de violência de Junho de 2006, polícias e soldados estrangeiros (principalmente australianos e portugueses), sob mandato das Nações Unidas, asseguram a segurança em Timor-Leste.

Isso não impediu o duplo ataque do passado dia 11 visando o primeiro-ministro, Xanana Gusmão (que escapou aos tiros) e o presidente José Ramos-Horta, seriamente ferido e transferido para um hospital australiano.



JMS.

Lusa/Fim

E. Timor extends emergency rule by one month

DILI, East Timor (AP) — East Timor's Parliament on Friday extended by 30 days a state of emergency imposed after attacks by suspected rebels on the country's two top leaders.
The state of emergency, which bans rallies and imposes a nighttime curfew, was due to end Saturday.

After a request by the acting president, lawmakers voted 34-12 to extend it by 30 days.

"Criminal groups still walk free and are a serious threat to the organs of the state and to the people as a whole," the government said in statement after requesting the extension.

Also Friday, more than 1,000 police and soldiers paraded in the capital, Dili, in an apparent show of force following the Feb. 11 attacks that critically wounded President Jose Ramos-Horta, a Nobel Peace Prize laureate.

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A group of dismissed soldiers is suspected in the strikes.

"Wherever they are hiding, in rat holes or under stones, we will chase them," East Timor army commander Brig. Gen. Matan Ruak said. "Our operations will also be against their supporters."

Assailants shot at Ramos-Horta close to his home. His guards opened fire, fatally shooting a wanted rebel leader. An hour later, attackers fired on a motorcade carrying Prime Minister Xanana Gusmao. He escaped unhurt.

Ramos-Horta is recovering from bullet wounds to his upper body at a hospital in nearby Australia.

A day after the attack, the country declared a state of emergency.

The attacks were apparently a sudden escalation in a bitter dispute between the government and several hundred ex-soldiers who were fired in 2006 after going on strike to protest alleged discrimination.

The country has been calm since the attacks on the leaders, despite fears of more unrest.

East Timor, formerly occupied by Indonesia, has struggled with political turmoil and violence since it gained independence in 2002. Most of its 1 million people live in poverty.

About 1,000 Australian police and soldiers and a separate U.N. police force are stationed in the country.

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Thursday, February 21, 2008

Timor-Leste: Governo vai pedir prolongamento do estado de sítio por mais 30 dias

Lisboa, 21 Fev (Lusa) - O governo timorense vai pedir ao Parlamento Nacional o prolongamento do estado de sítio por mais 30 dias, de acordo com um segundo comunicado divulgado hoje em Díli, na sequência do da reunião extraordinária do Conselho de Ministros.

Horas antes, num primeiro comunicado, o governo timorense tinha salientado que "a situação de acalmia que o país tem vivido nos últimos dias não pode fazer esquecer que os elementos do grupo que atentou gravemente contra a ordem constitucional democrática de Timor-Leste continuam à solta e impunes".

"A continuação da liberdade deste grupo criminoso prolonga uma situação de ameaça muito séria aos órgãos de soberania e à população em geral que não pode nem deve continuar", acrescenta-se nesse primeiro comunicado sobre os motivos do pedido do Governo liderado por Xanana Gusmão ao Presidente da República interino, Fernando "La Sama" de Araújo.

O estado de sítio foi instaurado na sequência dos atentados do passado dia 11, em que o Presidente da República, José Ramos-Horta, foi gravemente ferido a tiro, e o primeiro-ministro, alvo do segundo ataque, saiu ileso.

O estado de sítio foi decretado inicialmente por 48 horas, mas depois foi prolongado por mais dez dias, até 23 de Fevereiro.

Actualmente, o estado de sítio prevê o recolher obrigatório entre as 20:00 horas e as 06:00 horas.

O Conselho de Estado e o Conselho Superior de Defesa e Segurança, órgãos que constitucionalmente têm obrigatoriamente que se pronunciar sobre a instauração e prorrogação do estado de sítio, reúnem-se na sexta-feira para se pronunciarem sobre este pedido e o Parlamento deverá reunir-se em seguida, embora não tenha ainda sessão marcada.

O pedido de extensão do estado de sítio, se for aprovado no Parlamento, deverá modificar as horas de recolher obrigatório para o período entre as 22:00 e as 06:00, segundo fonte oficial do Governo.



EL/PRM.

Lusa/Fim

Timor-Leste: Irlanda disposta a acolher rebeldes timorenses - "La Sama" de Araújo

Díli, 21 Fev (Lusa) - A Irlanda manifestou-se pronta para acolher os soldados rebeldes timorenses com o objectivo de resolver a crise em Timor-Leste, assegurou hoje o presidente interino Fernando "La Sama" de Araújo.

Esta oferta foi feira pelo ministro irlandês dos Negócios Estrangeiros, Dermot Ahern, de visita a Díli, indicou Fernando "La Sama" de Araújo, que substitui temporariamente na liderança de Timor-Leste o presidente, José Ramos Horta, gravemente ferido a tiro.

“Ele (Ahern) disse que estavam prontos para receber os peticionários”, afirmou aos jornalistas "La Sama" de Araújo.

A Irlanda vai acolher os soldados amotinados que “desejem iniciar uma nova vida, como por exemplo no sector privado”, acrescentou o presidente interino timorense.

Um terço dos efectivos (peticionários) do exército timorense, cerca de 600 pessoas, desertou em 2006 dizendo-se vítima de discriminação.

A reintegração na sociedade dos militares amotinados tem constituído um problema desde então e um núcleo duro desses soldados é acusado de destabilizar o país.

A República da Irlanda pensa poder inspirar-se na sua experiência de resolução de conflitos na Irlanda do Norte para ajudar Timor-Leste.

Timor-Leste faz parte de um grupo de nove países prioritários aos quais Dublin garante a sua assistência.

Depois de uma vaga de confrontos entre Abril e Junho de 2006, polícias e soldados estrangeiros (entre os quais a GNR), em parte sob mandato da ONU, garantem a segurança em Timor-Leste, independente desde 2002.

A presença das forças de segurança estrangeiras não impediu o duplo atentado que a 11 de Fevereiro visou o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, que escapou ileso, e o presidente José Ramos Horta, que ficou gravemente ferido e teve de ser evacuado para um hospital australiano.



LMP

Lusa/fim

Timor-Leste: Parlamento aprovou projecto de lei sobre regime de estado de sítio e de emergência

Díli, 20 Fev (Lusa) - O parlamento de Timor-Leste aprovou hoje, na generalidade, o regime do estado de sítio e de emergência, em que se atribui aos Tribunais Militares a "instrução e julgamento" das infracções às disposições que forem determinadas.

O novo regime, um projecto de lei cujo texto final ainda não está concluído, já que prosseque na quinta-feira a discussão na especialidade, entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação e prevê que a declaração do estado de sítio seja feita pelo Presidente da República mediante proposta do Governo e ouvidos os Conselhos de Estado, o Governo e o Conselho Superior de Defesa e Segurança.

A declaração do estado de sítio tem ainda de obter a autorização prévia do Parlamento Nacional ou da sua comissão permanente nos casos de impossibilidade de reunir o plenário.

Com o novo regime do estado de sítio e de emergência terá de ficar explicíto a "caraterização e fundamentação do estado declarado", o seu "âmbito territorial", a sua "duração" e "especificação dos direitos, liberdades e garantias cujo exercício fica suspenso ou restringido".

No caso de ser declarado o estado de sítio, o chefe de Estado terá também de definir os poderes conferidos às autoridades militares de acordo com o artigo nono, que prevê que as autoridades civis fiquem subordinadas às autoridades militares ou a sua substituição por estas.

A declaração terá ainda de definir os crimes que ficam sujeitos à jurisdição dos tribunais militares e a justificação das medidas de excepção.

Enquanto os Tribunais Militares não são criados, refere o artigo 31 relativo às disposições transitórias, os poderes atribuídos na lei são exercídos pela instância judicial máxima da organização judiciária existente em Timor-Leste, ou o Tribunal de Recurso local.

O estado de sítio está em vigor em Timor-Leste desde os ataques do passado dia 11 contra o Presidente da República, José Ramos-Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.

Inicialmente, o estado de sítio foi declarado por 48 horas, mas foi entretanto prorrogado por mais 10 dias, até 23 de Fevereiro.

Xanana Gusmão disse hoje que o Governo vai propor um novo prolongamento do estado de sítio.



JCS/PRM.

Lusa/fim

E Timor govt asks for emergency extension

East Timor's Government has asked the acting president to extend by 30 days a state of emergency triggered by attacks on the nation's top two leaders.

"The Council of Ministers ... decided to request that the acting president of the republic extend the state of emergency by an additional 30 days," said a statement released by the Government, without citing any reason.

The emergency was initially put in place in the aftermath of apparent attempts to kill President Jose Ramos-Horta and Prime Minister Xanana Gusmao on February 11.

It was extended two days later for 10 days and the current state of emergency is due to expire on February 23.

Under the state of emergency, a nighttime curfew is in place and gatherings and rallies are banned.

Mr Ramos-Horta, a Nobel peace laureate, sustained multiple gunshot wounds in the assault on his residence that saw rebel boss Alfredo Reinado killed, while Dr Gusmao escaped a separate ambush unharmed.

Initial fears of unrest stoked by Reinado's youth supporters proved unfounded, but a hunt by international troops as well as UN and national police for 17 rebels accused of involvement in the attacks is ongoing.


Ramos-Horta awake

Meanwhile, Mr Ramos-Horta's niece says the East Timorese President has appealed for peace in the country after waking from an induced coma in Darwin.

Melissa Ramos-Horta has been part of a bedside vigil at Royal Darwin Hospital since the failed assassination in Dili 10 days ago.

She says her uncle holds no grudges over the incident and will not give up on trying to make East Timor a peaceful nation.

"He has mentioned he doesn't want any violence," she said.

"[He says] 'I just want peace. I don't want any attacks of any kind for me or against me.'

"He just wants things to calm down."

- ABC/AFP

Wednesday, February 20, 2008

FBI called in to investigate E Timor attacks


(File photo) (AAP: Gary Ramage)

The United States has sent three FBI agents to East Timor to assist in the investigation into attacks on the country's leaders.

President Jose Ramos-Horta was shot and critically wounded at his home in Dili last week in an attack by rebel soldiers, while Prime Minister Xanana Gusmao escaped injury in another shooting.

Both attacks are believed to have been carried out by followers of rebel leader Alfredo Reinado, who was killed during the attack on Mr Ramos-Horta.

Arrest warrants have been issued against 17 people suspected of being involved in the attack.

The US ambassador to Dili says the FBI team will to work for the Prosecutor-General.

The three agents join the 70 extra Australian Federal Police deployed to investigate the attacks on the country's President and Prime Minister.

American Ambassador to East Timor, Hans Klemm says East Timor's Government asked Australia and the United States to send expert investigators to help gather evidence in order to create a strong case against those responsible.

Both the AFP and FBI agents are under the command of East Timor's Prosecutor-General.

The Opposition party, Fretelin has accused the Government of using the investigation to engage in political persecution after a former Fretelin MP was taken for questioning by police without a warrant on Tuesday night.