Díli, 27 Fev (Lusa) - Mais de 500 peticionários, antigos elementos das Forças Armadas timorenses, estão acantonados em Díli, segundo a contagem feita hoje na formatura.
O processo de acantonamento dos chamados peticionários iniciou-se a 07 de Fevereiro de 2007, a convite do Governo timorense, após quase dois anos de impasse na situação destes ex-militares.
O Governo preparou um local de acantonamento em Aitarak Laran, no centro da cidade, para receber as centenas de ex-militares que, em 2006, estiveram na origem da crise política e militar que atingiu Timor-Leste.
De 71, no primeiro dia de acantonamento, o número de peticionários que respondeu à chamada do Governo para resolver a sua situação subiu hoje para 557, número da contagem matinal.
A parte mais substancial deste grupo chegou de vários distritos nos últimos três dias, transportados ou acolhidos pelas Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), Polícia das Nações Unidas (UNPol) e Forças de Estabilização Internacionais (ISF).
Helicópteros da Austrália e da Nova Zelândia participaram do transporte de peticionários de zonas mais distantes como o distrito de Oécussi, um enclave na parte ocidental da ilha de Timor.
Uma petição inicial com 159 signatários surgiu em Janeiro de 2006, referindo alegadas discriminações de base regional no seio das F-FDTL, de que seriam alvo os militares originários dos distritos ocidentais, ou "loromonu".
Na primeira manifestação dos peticionários, como ficou conhecido o grupo de signatários, havia 418 elementos e semanas depois, quando a petição foi levada ao Presidente da República, na altura Xanana Gusmão, havia 592 assinaturas.
Os peticionários abandonaram os quartéis e o Estado-Maior das F-FDTL decidiu pela sua expulsão, com efeitos a partir de Março de 2006.
No mês seguinte, uma manifestação de peticionários em Díli, em frente ao Palácio do Governo, terminou em violência e desencadeou a grande crise política e militar.
Alguns oficiais juntaram--se mais tarde a título individual ao grupo dos peticionários, como os majores Tilman e Tara.
No entanto, o grupo foi alegadamente dirigido pelo ex-tenente Gastão Salsinha, o oficial mais graduado dos peticionários.
Gastão Salsinha lidera agora o grupo de homens armados, em número incerto, que, desde a crise de 2006, era chefiado pelo major fugitivo Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar.
Reinado foi morto durante o ataque que o seu grupo fez a 11 de Fevereiro passado contra a residência do Presidente da República, José Ramos-Horta, pouco antes de um segundo ataque contra o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, liderado por Gastão Salsinha.
A aproximação de Alfredo Reinado aos peticionários de Gastão Salsinha ficou demonstrada numa parada militar organizada em Gleno, a sudoeste de Díli, em Novembro de 2007.
A parada surgiu como uma demonstração de força de Alfredo Reinado e Gastão Salsinha, dias depois de uma primeira tentativa, falhada, de Xanana Gusmão juntar os peticionários em Aileu, a sul da capital.
Desta vez, o acantonamento proposto pelo Governo está a ter um sucesso súbito e os números dos peticionários em Aitarak Laran estão em actualização constante.
O tenente-coronel Filomeno Paixão, das F-FDTL, 1º comandante do Comando Conjunto da operação de captura de Gastão Salsinha, referiu hoje em conferência de imprensa que a última contagem oficial era de 460 peticionários, "entre 756".
O oficial superior das F-FDTL admitiu que este número total não inclui apenas os peticionários em sentido estrito.
"Não podemos metê-los a todos num 'saco'", explicou o tenente-coronel, resumindo o grupo heterogéneo que está a acantonar nos antigos armazéns de Aitarak Laran.
PRM
Lusa/Fim
Friday, February 29, 2008
Espanha "com vontade política" de estar em Díi
Díli, 28 Fev (Lusa) - A Espanha "tem vontade política de estar em Timor-Leste" como parte da sua estratégia no Sudeste Asiático, afirmou hoje à agência Lusa o director-geral para a Ásia e Pacífico do Ministério dos Assuntos Exteriores espanhol.
"Não é que a Espanha queira alguma coisa de Timor-Leste. O que se passa é que a Espanha está a aumentar a sua presença na Ásia em geral e no Sudeste Asiático, de há quatro anos para cá", explicou José Eugenio Salarich.
O responsável pela política espanhola na Ásia está em Díli acompanhando a embaixadora de Espanha em Jacarta, Aurora Bernáldez Dicenta, que quarta-feira apresentou as credenciais ao Presidente interino de Timor-Leste, Fernando "La Sama" de Araújo.
José Eugenio Salarich salientou que a abertura de um gabinete de cooperação em Díli, em 2007, e o estudo de diferentes projectos de desenvolvimento no país acompanham a estratégia de implantação de Espanha na região.
Como resultado da "campanha política, económica, social e cultural" dos últimos quatro anos, a Espanha passou a ter 17 embaixadas onde tinha 12, oito centros do Instituto Cervantes onde apenas havia um e cinco gabinetes de cooperação, dos dois que existiam antes.
"Aumentámos entre 40 e 50 por cento a presença física de Espanha na Ásia", sublinhou José Eugenio Salarich.
A abertura de uma embaixada em Timor-Leste faz parte desta estratégia "mas não será realizável a curto prazo, não antes de dois ou três anos".
Apesar disso, salientou, "Timor-Leste é um país próximo de Espanha por ser um dos dois países latinos da Ásia, além das Filipinas".
"Além disso, a Espanha sempre apoiou o projecto de independência e, agora que foi alcançado, estamos em condições de contribuir para a consolidação do país", disse José Eugenio Salarich.
Timor-Leste é, aliás, um dos novos países que Espanha decidiu incluir no seu universo de interesses na região, além do Bangladesh e do Cambodja, por insistência da direcção-geral para Ásia e Pacífico.
Os dois Estados com que a Espanha iniciou relações privilegiadas no Sudeste Asiático são as Filipinas, que foram uma colónia espanhola entre os séculos XVI e XIX, e o Vietname.
"O Sudeste Asiático não está tão na moda como a China, o Japão, o Paquistão ou o Afeganistão", afirmou.
"Mas a Espanha tem interesses históricos na região, como é claro com as Filipinas, e há temas que consideramos mais ou menos de agenda global, não bilateral: a reforma da ONU, a aliança de civilizações, a mesma visão de luta contra o terrorismo e as oportunidades comerciais", explicou José Eugenio Salarich.
Salientando que Timor-Leste "é um país muito frágil", José Eugenio Salarich referiu que "a Espanha pode trazer um valor acrescentado, sem entrar em disfuncionalidades nem utilizações duplas dos recursos".
Salarich indicou três sectores da cooperação com Timor-Leste: a reforma rural e o apoio à agricultura; a governabilidade, o apoio ao Parlamento e à Polícia e outras instituições; e o apoio ao sector da justiça.
A reforma da Polícia Nacional timorense está na agenda da cooperação espanhola, aplicando em Timor-Leste os conhecimentos da Guarda Civil, "uma polícia muito versátil como a GNR", e a experiência na formação de polícias em Moçambique e em Angola.
José Eugenio Salarich recordou, aliás, que a cooperação na área da segurança entre Espanha e Moçambique aconteceu quando ele era o embaixador espanhol em Maputo, no final dos anos 1990.
Sobre o duplo ataque de 11 de Fevereiro contra o presidente e o primeiro-ministro timorenses, José Eugenio Salarich declarou que Espanha seguiu a situação e considera que o Governo timorense "reagiu bem, com maturidade e rapidez" aos acontecimentos.
PRM
Lusa/Fim
"Não é que a Espanha queira alguma coisa de Timor-Leste. O que se passa é que a Espanha está a aumentar a sua presença na Ásia em geral e no Sudeste Asiático, de há quatro anos para cá", explicou José Eugenio Salarich.
O responsável pela política espanhola na Ásia está em Díli acompanhando a embaixadora de Espanha em Jacarta, Aurora Bernáldez Dicenta, que quarta-feira apresentou as credenciais ao Presidente interino de Timor-Leste, Fernando "La Sama" de Araújo.
José Eugenio Salarich salientou que a abertura de um gabinete de cooperação em Díli, em 2007, e o estudo de diferentes projectos de desenvolvimento no país acompanham a estratégia de implantação de Espanha na região.
Como resultado da "campanha política, económica, social e cultural" dos últimos quatro anos, a Espanha passou a ter 17 embaixadas onde tinha 12, oito centros do Instituto Cervantes onde apenas havia um e cinco gabinetes de cooperação, dos dois que existiam antes.
"Aumentámos entre 40 e 50 por cento a presença física de Espanha na Ásia", sublinhou José Eugenio Salarich.
A abertura de uma embaixada em Timor-Leste faz parte desta estratégia "mas não será realizável a curto prazo, não antes de dois ou três anos".
Apesar disso, salientou, "Timor-Leste é um país próximo de Espanha por ser um dos dois países latinos da Ásia, além das Filipinas".
"Além disso, a Espanha sempre apoiou o projecto de independência e, agora que foi alcançado, estamos em condições de contribuir para a consolidação do país", disse José Eugenio Salarich.
Timor-Leste é, aliás, um dos novos países que Espanha decidiu incluir no seu universo de interesses na região, além do Bangladesh e do Cambodja, por insistência da direcção-geral para Ásia e Pacífico.
Os dois Estados com que a Espanha iniciou relações privilegiadas no Sudeste Asiático são as Filipinas, que foram uma colónia espanhola entre os séculos XVI e XIX, e o Vietname.
"O Sudeste Asiático não está tão na moda como a China, o Japão, o Paquistão ou o Afeganistão", afirmou.
"Mas a Espanha tem interesses históricos na região, como é claro com as Filipinas, e há temas que consideramos mais ou menos de agenda global, não bilateral: a reforma da ONU, a aliança de civilizações, a mesma visão de luta contra o terrorismo e as oportunidades comerciais", explicou José Eugenio Salarich.
Salientando que Timor-Leste "é um país muito frágil", José Eugenio Salarich referiu que "a Espanha pode trazer um valor acrescentado, sem entrar em disfuncionalidades nem utilizações duplas dos recursos".
Salarich indicou três sectores da cooperação com Timor-Leste: a reforma rural e o apoio à agricultura; a governabilidade, o apoio ao Parlamento e à Polícia e outras instituições; e o apoio ao sector da justiça.
A reforma da Polícia Nacional timorense está na agenda da cooperação espanhola, aplicando em Timor-Leste os conhecimentos da Guarda Civil, "uma polícia muito versátil como a GNR", e a experiência na formação de polícias em Moçambique e em Angola.
José Eugenio Salarich recordou, aliás, que a cooperação na área da segurança entre Espanha e Moçambique aconteceu quando ele era o embaixador espanhol em Maputo, no final dos anos 1990.
Sobre o duplo ataque de 11 de Fevereiro contra o presidente e o primeiro-ministro timorenses, José Eugenio Salarich declarou que Espanha seguiu a situação e considera que o Governo timorense "reagiu bem, com maturidade e rapidez" aos acontecimentos.
PRM
Lusa/Fim
Wednesday, February 27, 2008
UN Condemns Attacks on E. Timor Leaders
By EDITH M. LEDERER
Associated Press Writer
10:18 PM CST, February 25, 2008
UNITED NATIONS
The U.N. Security Council on Monday condemned the recent attacks on East Timor's leaders and urged all parties in the troubled nation to consolidate peace, democracy and the rule of law.
In a resolution extending the mandate of the U.N. mission in East Timor for a year, the council said "the political, security, social and humanitarian situation in East Timor remains fragile."
It called for national reconciliation following rebel attacks earlier this month on President Jose Ramos-Horta, who was critically injured, and Prime Minister Xanana Gusmao, who escaped unhurt.
The attacks were apparently a sudden escalation in a bitter dispute between the government and several hundred ex-soldiers who were fired in 2006 after going on strike to protest alleged discrimination.
The former Portuguese colony broke from 24 years of Indonesian occupation in 1999, when 1,500 people were killed by militias and departing Indonesian troops. After three years of U.N. governance, East Timor declared independence in 2002.
The U.N. scaled back its presence but still has 33 military observers and about 1,500 international police and 1,200 civilians in the country.
The resolution adopted unanimously on Monday extends the U.N. mission until Feb. 26, 2009 and calls on its members to help enhance the effectiveness of the judiciary, build up the security sector and further train East Timor's police force.
It "condemns in the strongest possible terms the attacks on the president and prime minister of East Timor on Feb. 11, 2008 and all attempts to destabilize the country."
Australia reinforced its presence in East Timor to more than 1,000 army and military personnel and sent a warship to waters off the coast after the attacks. It also sent a medical evacuation plane to fly Ramos Horta to Darwin, where he is recuperating from gunshot wounds.
Copyright 2008 Associated Press. All rights reserved. This material may not be published, broadcast, rewritten, or redistributed.
Associated Press Writer
10:18 PM CST, February 25, 2008
UNITED NATIONS
The U.N. Security Council on Monday condemned the recent attacks on East Timor's leaders and urged all parties in the troubled nation to consolidate peace, democracy and the rule of law.
In a resolution extending the mandate of the U.N. mission in East Timor for a year, the council said "the political, security, social and humanitarian situation in East Timor remains fragile."
It called for national reconciliation following rebel attacks earlier this month on President Jose Ramos-Horta, who was critically injured, and Prime Minister Xanana Gusmao, who escaped unhurt.
The attacks were apparently a sudden escalation in a bitter dispute between the government and several hundred ex-soldiers who were fired in 2006 after going on strike to protest alleged discrimination.
The former Portuguese colony broke from 24 years of Indonesian occupation in 1999, when 1,500 people were killed by militias and departing Indonesian troops. After three years of U.N. governance, East Timor declared independence in 2002.
The U.N. scaled back its presence but still has 33 military observers and about 1,500 international police and 1,200 civilians in the country.
The resolution adopted unanimously on Monday extends the U.N. mission until Feb. 26, 2009 and calls on its members to help enhance the effectiveness of the judiciary, build up the security sector and further train East Timor's police force.
It "condemns in the strongest possible terms the attacks on the president and prime minister of East Timor on Feb. 11, 2008 and all attempts to destabilize the country."
Australia reinforced its presence in East Timor to more than 1,000 army and military personnel and sent a warship to waters off the coast after the attacks. It also sent a medical evacuation plane to fly Ramos Horta to Darwin, where he is recuperating from gunshot wounds.
Copyright 2008 Associated Press. All rights reserved. This material may not be published, broadcast, rewritten, or redistributed.
Indonesia calls for Suu Kyi participation
Jakarta - Indonesia wants to see democracy icon Aung San Suu Kyi included in the political process in military-ruled Myanmar, Foreign Minister Hassan Wirayuda said on Wednesday.
Myanmar's Foreign Minister Nyan Win last week confirmed to his south east Asian counterparts that the military's new constitution would bar widow Aung San Suu Kyi from running in elections that have been slated for 2010 as she had been married to a foreigner.
Wirayuda said that Indonesia, the largest member of the Association of south east Asian Nations - to which Myanmar also belongs - should along with ASEAN still engage with the regime to push for an inclusive political process.
Indonesia welcomed the announcement of the May constitutional referendum and 2010 elections, "but Indonesia is still advocating an engagement by ASEAN with Myanmar," Wirayuda told a press briefing.
He said Indonesia supported the mission of UN envoy to Myanmar Ibrahim Gambari, who is UN chief Ban Ki-moon's pointman on promoting national reconciliation in Myanmar.
"But Myanmar, being a member of the ASEAN family, we see the importance of ASEAN or Indonesia, at least, to engage Myanmar so we can ensure that the process that they are now undertaking...could result in the solution that is also acceptable to the international community," Wirayuda said.
"That's why our concern is how to make the process in Myanmar more credible, meaning to make the process more inclusive by allowing the participation of groups including Madam Aung San Suu Kyi and NLD (her National League for Democracy party), as well as minority groups...in the coming process," he added.
Wirayuda was speaking after meeting with his German counterpart, Frank-Walter Steinmeier, who was on a one-day visit to Indonesia.
Gambari visited Indonesia earlier this week and said he would raise the banning of Aung San Suu Kyi with the junta when he next returns in early March. The visit will be Gambari's third since September, when the military junta violently crushed the biggest pro-democracy protests in nearly 20 years.
Wirayuda has said in the past that Jakarta could play a significant role in Myanmar's democratic process by sharing its experience of transition from a military government to full democracy.
ASEAN groups Brunei, Cambodia, Indonesia, Laos, Malaysia, Myanmar, the Philippines, Singapore, Thailand and Vietnam.
Myanmar's Foreign Minister Nyan Win last week confirmed to his south east Asian counterparts that the military's new constitution would bar widow Aung San Suu Kyi from running in elections that have been slated for 2010 as she had been married to a foreigner.
Wirayuda said that Indonesia, the largest member of the Association of south east Asian Nations - to which Myanmar also belongs - should along with ASEAN still engage with the regime to push for an inclusive political process.
Indonesia welcomed the announcement of the May constitutional referendum and 2010 elections, "but Indonesia is still advocating an engagement by ASEAN with Myanmar," Wirayuda told a press briefing.
He said Indonesia supported the mission of UN envoy to Myanmar Ibrahim Gambari, who is UN chief Ban Ki-moon's pointman on promoting national reconciliation in Myanmar.
"But Myanmar, being a member of the ASEAN family, we see the importance of ASEAN or Indonesia, at least, to engage Myanmar so we can ensure that the process that they are now undertaking...could result in the solution that is also acceptable to the international community," Wirayuda said.
"That's why our concern is how to make the process in Myanmar more credible, meaning to make the process more inclusive by allowing the participation of groups including Madam Aung San Suu Kyi and NLD (her National League for Democracy party), as well as minority groups...in the coming process," he added.
Wirayuda was speaking after meeting with his German counterpart, Frank-Walter Steinmeier, who was on a one-day visit to Indonesia.
Gambari visited Indonesia earlier this week and said he would raise the banning of Aung San Suu Kyi with the junta when he next returns in early March. The visit will be Gambari's third since September, when the military junta violently crushed the biggest pro-democracy protests in nearly 20 years.
Wirayuda has said in the past that Jakarta could play a significant role in Myanmar's democratic process by sharing its experience of transition from a military government to full democracy.
ASEAN groups Brunei, Cambodia, Indonesia, Laos, Malaysia, Myanmar, the Philippines, Singapore, Thailand and Vietnam.
Criminal syndicate in Timor
February 28, 2008
AN INVESTIGATION ordered by East Timor's President, Jose Ramos-Horta, has identified a crime syndicate with links to former pro-Indonesian militiamen, which supplied drugs to youth gang members involved in violent attacks in Dili.
The investigation also found that girls as young as 12 were being trafficked into East Timor for prostitution, some of them at a brothel frequented by UN staff.
A report on the investigation criticises the Australian-led International Stabilisation Force and United Nations police in East Timor for failing to "recognise the importance and gravity of this new phenomenon" in the troubled country of 1 million people.
"The swiftness in which international drug syndicates mobilised into Timor Leste [East Timor] was underestimated by the international security forces," the report says.
But last month, within days of Mr Ramos-Horta receiving the report, Timorese and United Nations police began a series of raids on a number of premises in Dili and arrested almost 100 Timorese and foreign nationals on drugs and prostitution charges.
Mr Ramos-Horta is recovering in Royal Darwin Hospital from the serious gunshot wounds he suffered during attacks in Dili on February 11. One of his confidants headed the investigation, which was independent of both the stabilisation force and UN police.
The confidential report says Timorese and Indonesian girls aged between 12 and 15 were being brought from Indonesian West Timor and held in a number of safe houses in Dili and "only brought out on request" to a brothel operated by a drugs and human-trafficking syndicate.
The head of syndicate, an Indonesian, had established "strong and lucrative" links to martial arts gangs, the report says. The gangs have been blamed for widespread violence in Dili since April 2006.
The report identifies two shipments of methamphetamine, known as sabu sabu or ice, into Dili in December by a syndicate "controlled by Timorese-Indonesian nationals with clear ties to, and possibly funded, by ex-militia elements in West Timor".
There is no suggestion Indonesian authorities are behind any illegal activities in East Timor.
The report names a brothel in Dili that "caters to Asian commercial elites as well as NGO and UNMIT [United Nations] staff".
The UN mission in East Timor, which employs 3253 foreign and Timorese staff, enforces a strict "zero tolerance" towards sexual exploitation and abuse after outrageous behaviour by a small number of UN personnel in the past. The UN mission has a list of premises in Dili from which UN personnel are banned.
The UN Security Council this week extended the UN mission's mandate in East Timor for 12 months at a cost of $US153 million ($163 million).
AN INVESTIGATION ordered by East Timor's President, Jose Ramos-Horta, has identified a crime syndicate with links to former pro-Indonesian militiamen, which supplied drugs to youth gang members involved in violent attacks in Dili.
The investigation also found that girls as young as 12 were being trafficked into East Timor for prostitution, some of them at a brothel frequented by UN staff.
A report on the investigation criticises the Australian-led International Stabilisation Force and United Nations police in East Timor for failing to "recognise the importance and gravity of this new phenomenon" in the troubled country of 1 million people.
"The swiftness in which international drug syndicates mobilised into Timor Leste [East Timor] was underestimated by the international security forces," the report says.
But last month, within days of Mr Ramos-Horta receiving the report, Timorese and United Nations police began a series of raids on a number of premises in Dili and arrested almost 100 Timorese and foreign nationals on drugs and prostitution charges.
Mr Ramos-Horta is recovering in Royal Darwin Hospital from the serious gunshot wounds he suffered during attacks in Dili on February 11. One of his confidants headed the investigation, which was independent of both the stabilisation force and UN police.
The confidential report says Timorese and Indonesian girls aged between 12 and 15 were being brought from Indonesian West Timor and held in a number of safe houses in Dili and "only brought out on request" to a brothel operated by a drugs and human-trafficking syndicate.
The head of syndicate, an Indonesian, had established "strong and lucrative" links to martial arts gangs, the report says. The gangs have been blamed for widespread violence in Dili since April 2006.
The report identifies two shipments of methamphetamine, known as sabu sabu or ice, into Dili in December by a syndicate "controlled by Timorese-Indonesian nationals with clear ties to, and possibly funded, by ex-militia elements in West Timor".
There is no suggestion Indonesian authorities are behind any illegal activities in East Timor.
The report names a brothel in Dili that "caters to Asian commercial elites as well as NGO and UNMIT [United Nations] staff".
The UN mission in East Timor, which employs 3253 foreign and Timorese staff, enforces a strict "zero tolerance" towards sexual exploitation and abuse after outrageous behaviour by a small number of UN personnel in the past. The UN mission has a list of premises in Dili from which UN personnel are banned.
The UN Security Council this week extended the UN mission's mandate in East Timor for 12 months at a cost of $US153 million ($163 million).
E Timor seizes weapons in rebel hunt
East Timor security forces have seized a cache of homemade weapons and detained a foreign citizen suspected of helping rebel soldiers involved in this month's attacks on the country's leaders, an official said.
Rebel soldiers attacked the home of President Jose Ramos-Horta on February 11, seriously wounding him during a gunfight.
Prime Minister Xanana Gusmao, who escaped unhurt in a separate attack the same morning, ordered the country's military and police forces to form a joint command to arrest followers of rebel leader Alfredo Reinado, who was killed in the attacks.
Filomeno Paixao, head of the Joint Command, said homemade weapons including a grenade, knives and arrows, as well as 500 military uniforms had been found in the house of a foreign citizen near Dili.
"We have brought the man to the investigation unit because he is believed to be helping rebels," Mr Paixao said, without elaborating.
The official said an increasing number of rebel soldiers who had previously supported Reinado had given themselves up in order to have peace talks with authorities.
"The operation is going on in the whole of the territory but you see the sacked group, or petitioners, are coming down to Dili for talks," he said, adding that about 450 sacked soldiers had gathered in a camp in Dili.
Arrest warrants have been issued against 17 people suspected of involvement in the attack, including Gastao Salsinha who took command of rebel soldiers after Reinado was killed during the attack on Ramos-Horta.
Slain rebel leader Reinado's lawyer, a 40-year-old woman with dual East Timorese and Australian citizenship, was also arrested in Dili last week in connection with the investigation.
Asia's youngest nation, under a state of emergency since the attacks, has been unable to achieve stability since hard-won independence in 2002.
The army tore apart along regional lines in 2006, when about 600 soldiers were sacked, triggering factional violence that killed 37 people and drove 150,000 from their homes.
Foreign troops were sent to restore order in the former Portuguese colony of about one million people, which gained full independence from Indonesia after a UN-sponsored vote in 1999 that was marred by violence.
The UN Security Council on Monday extended for another year the mandate for the UN peacekeeping mission in East Timor, saying the security and humanitarian situation in the country remained fragile.
- Reuters
Rebel soldiers attacked the home of President Jose Ramos-Horta on February 11, seriously wounding him during a gunfight.
Prime Minister Xanana Gusmao, who escaped unhurt in a separate attack the same morning, ordered the country's military and police forces to form a joint command to arrest followers of rebel leader Alfredo Reinado, who was killed in the attacks.
Filomeno Paixao, head of the Joint Command, said homemade weapons including a grenade, knives and arrows, as well as 500 military uniforms had been found in the house of a foreign citizen near Dili.
"We have brought the man to the investigation unit because he is believed to be helping rebels," Mr Paixao said, without elaborating.
The official said an increasing number of rebel soldiers who had previously supported Reinado had given themselves up in order to have peace talks with authorities.
"The operation is going on in the whole of the territory but you see the sacked group, or petitioners, are coming down to Dili for talks," he said, adding that about 450 sacked soldiers had gathered in a camp in Dili.
Arrest warrants have been issued against 17 people suspected of involvement in the attack, including Gastao Salsinha who took command of rebel soldiers after Reinado was killed during the attack on Ramos-Horta.
Slain rebel leader Reinado's lawyer, a 40-year-old woman with dual East Timorese and Australian citizenship, was also arrested in Dili last week in connection with the investigation.
Asia's youngest nation, under a state of emergency since the attacks, has been unable to achieve stability since hard-won independence in 2002.
The army tore apart along regional lines in 2006, when about 600 soldiers were sacked, triggering factional violence that killed 37 people and drove 150,000 from their homes.
Foreign troops were sent to restore order in the former Portuguese colony of about one million people, which gained full independence from Indonesia after a UN-sponsored vote in 1999 that was marred by violence.
The UN Security Council on Monday extended for another year the mandate for the UN peacekeeping mission in East Timor, saying the security and humanitarian situation in the country remained fragile.
- Reuters
Tuesday, February 26, 2008
Ramos-Horta "talvez mais uma semana" no hospital - irmã
Díli, 26 Fev (Lusa) - O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, estará "talvez mais uma semana no hospital" em Darwin, Austrália, afirmou hoje à agência Lusa a sua irmã Romana Horta.
O chefe de Estado timorense continua na unidade de cuidados intensivos do Hospital Real de Darwin, "mas já fora de perigo", explicou Romana Horta.
"Por enquanto, recebe apenas visitas dos familiares", afirmou a irmã do Presidente, contactada por telefone a partir de Díli.
José Ramos-Horta comeu "alimentos sólidos" pelo segundo dia e já consegue estar sentado.
A direcção do Hospital Real de Darwin instalou um gabinete para pessoal da Presidência timorense trabalhar, mas José Ramos-Horta deverá mudar para uma casa em Darwin quando tiver alta médica, afirmou à Lusa um assessor da Presidência.
O chefe de Estado timorense não vai poder voar durante mais um mês, pelo que a sua recuperação do ataque de 11 de Fevereiro vai decorrer na cidade do norte australiano.
José Ramos-Horta foi atingido a tiro num ataque à sua residência em Díli liderado pelo major fugitivo Alfredo Reinado.
Reinado morreu no ataque mas, pouco depois, um outro grupo liderado pelo ex-tenente Gastão Salsinha atacou a coluna em que seguia o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, que escapou ileso.
PRM
Lusa/Fim
O chefe de Estado timorense continua na unidade de cuidados intensivos do Hospital Real de Darwin, "mas já fora de perigo", explicou Romana Horta.
"Por enquanto, recebe apenas visitas dos familiares", afirmou a irmã do Presidente, contactada por telefone a partir de Díli.
José Ramos-Horta comeu "alimentos sólidos" pelo segundo dia e já consegue estar sentado.
A direcção do Hospital Real de Darwin instalou um gabinete para pessoal da Presidência timorense trabalhar, mas José Ramos-Horta deverá mudar para uma casa em Darwin quando tiver alta médica, afirmou à Lusa um assessor da Presidência.
O chefe de Estado timorense não vai poder voar durante mais um mês, pelo que a sua recuperação do ataque de 11 de Fevereiro vai decorrer na cidade do norte australiano.
José Ramos-Horta foi atingido a tiro num ataque à sua residência em Díli liderado pelo major fugitivo Alfredo Reinado.
Reinado morreu no ataque mas, pouco depois, um outro grupo liderado pelo ex-tenente Gastão Salsinha atacou a coluna em que seguia o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, que escapou ileso.
PRM
Lusa/Fim
Mandato da missão da ONU prorrogado por mais um ano
Nações Unidas, Nova Iorque, 25 Fev (Lusa) - O Conselho de Segurança das Nações Unidas prorrogou hoje o mandato da Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT) por mais um ano, ao aprovar por unanimidade a resolução 1802.
O mandato, que terminava na terça-feira, foi assim prorrogado até 26 de Fevereiro de 2009.
A UNMIT, actualmente com 2.700 pessoas, foi criada em Agosto de 2006 e conta com uma componente policial de 1.480 efectivos, mais de uma centena dos quais pertencem à Guarda Nacional Republicana (GNR, força portuguesa).
O mandato da UNMIT é ajudar o governo timorense a "consolidar a estabilidade, promover uma cultura de governação democrática e a facilitar o diálogo político".
Além dos efectivos ao serviço das Nações Unidas, a Austrália e a Nova Zelândia mantêm em Timor-Leste mais de um milhar de militares, no âmbito das Forças Internacionais de Estabilização (ISF, no acrónimo em inglês), enviadas na sequência da grave crise político-militar desencadeada em Abril de 2006.
No passado dia 11, os chefes de Estado e de governo de Timor-Leste, José Ramos-Horta e Xanana Gusmão, respectivamente, foram alvo de atentados separados.
Ramos-Horta, gravemente ferido, encontra-se ainda em Darwin, norte da Austrália, em tratamento médico, enquanto Xanana Gusmão saiu ileso.
Na resolução hoje aprovada por unanimidade, o Conselho de Segurança da ONU "apela ao povo de Timor-Leste para que permaneça calmo, faça prova de contenção e a mantenha a estabilidade no país"
EL.
Lusa/Fim
O mandato, que terminava na terça-feira, foi assim prorrogado até 26 de Fevereiro de 2009.
A UNMIT, actualmente com 2.700 pessoas, foi criada em Agosto de 2006 e conta com uma componente policial de 1.480 efectivos, mais de uma centena dos quais pertencem à Guarda Nacional Republicana (GNR, força portuguesa).
O mandato da UNMIT é ajudar o governo timorense a "consolidar a estabilidade, promover uma cultura de governação democrática e a facilitar o diálogo político".
Além dos efectivos ao serviço das Nações Unidas, a Austrália e a Nova Zelândia mantêm em Timor-Leste mais de um milhar de militares, no âmbito das Forças Internacionais de Estabilização (ISF, no acrónimo em inglês), enviadas na sequência da grave crise político-militar desencadeada em Abril de 2006.
No passado dia 11, os chefes de Estado e de governo de Timor-Leste, José Ramos-Horta e Xanana Gusmão, respectivamente, foram alvo de atentados separados.
Ramos-Horta, gravemente ferido, encontra-se ainda em Darwin, norte da Austrália, em tratamento médico, enquanto Xanana Gusmão saiu ileso.
Na resolução hoje aprovada por unanimidade, o Conselho de Segurança da ONU "apela ao povo de Timor-Leste para que permaneça calmo, faça prova de contenção e a mantenha a estabilidade no país"
EL.
Lusa/Fim
Elemento do antigo grupo de Reinado rendeu-se à polícia da ONU
Díli, 25 Fev (Lusa) - Um elemento do antigo grupo do major Alfredo Reinado rendeu-se hoje à Polícia das Nações Unidas (UNPol), anunciou em Díli o chefe da Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT).
"Um dos co-arguidos do processo (contra Alfredo Reinado) contactou-nos hoje de manhã dizendo que estava pronto para se entregar", anunciou o representante especial do secretário-geral da ONU, Atul Khare.
O subcomissário e comandante operacional da UNPol, Hermanprit Singh, deslocou-se pessoalmente a Maubisse (oeste) para transferir o elemento que se rendeu para Díli.
"Não foi preciso usar algemas nem nenhuma coacção", explicou Atul Khare, que chefia a UNMIT.
Atul Khare não identificou o nome do elemento que se rendeu à UNPol, "por razões de segurança, porque isso não compete à UNMIT mas às entidades judiciais, e para evitar possíveis represálias sobre a família do acusado".
O elemento que hoje se rendeu é um dos 13 co-arguidos, de um grupo inicial de 17, no processo em que o major Alfredo Reinado era acusado de homicídio, rebelião e posse ilegal de material de guerra.
Esses co-arguidos faziam parte do grupo que se evadiu do Estabelecimento Prisional de Becora, em Díli, a 30 de Agosto de 2006, e que, mais tarde, estiveram com o major Alfredo Reinado após o assalto a três esquadras de Polícia de Fronteira, em Fevereiro de 2007.
Todos, excepto um, dos 17 co-arguidos eram antigos militares das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e quase todos pertenciam à Polícia Militar, a unidade que, na altura da crise de 2006, era comandada por Alfredo Reinado.
O elemento que se rendeu hoje em Maubisse "não trazia arma", segundo Atul Khare, que afirmou também desconhecer os motivos da rendição deste elemento.
A rendição do co-arguido aconteceu no terceiro dia da operação "Halibur", lançada em conjunto pelas F-FDTL e pela Polícia Nacional (PNTL) para capturar os elementos que atacaram o Presidente da República e o primeiro-ministro, a 11 de Fevereiro.
No primeiro desses dois ataques, em que o Presidente José Ramos-Horta ficou gravemente ferido, morreu o major Alfredo Reinado.
O grupo de atacantes passou a ser liderado pelo ex-tenente Gastão Salsinha, líder dos chamados peticionários, a quem é atribuído o ataque ao primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e que continua fugido.
O processo de acantonamento dos peticionários das F-FDTL, que estiveram no centro da crise de 2006, foi iniciado há duas semanas, em Aitarak Laran, Díli, e até hoje concentrou 324 elementos, segundo Atul Khare.
"Sei o número exacto porque 295 estavam no acantonamento de Aitarak Laran, mais 20 vieram escoltados pela UNPol de Same e outros nove de Ainaro", afirmou o chefe da UNMIT na conferência de imprensa.
Questionado, de novo, sobre a responsabilidade da UNPol ou das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) nos ataques de 11 de Fevereiro, Atul Khare recordou hoje que "Timor-Leste é um país soberano e as autoridades nacionais têm que actuar, quer a comunidade internacional seja ou não capaz" de actuar.
"Penso também que é bom lembrar Maio de 2006, e todos sabem o que aconteceu em Maio de 2006, e eu congratulo-me por ver pela primeira vez as F-FDTL e a PNTL numa operação conjunta. Isso dá-me esperança para o futuro", sublinhou o chefe da UNMIT.
Elementos das F-FDTL e da PNTL protagonizaram combates e incidentes violentos durante a crise política e militar de 2006.
O 1º comandante do Comando Conjunto da operação "Halibur", o tenente-coronel das F-FDTL Filomeno Paixão, anunciou hoje em conferência de imprensa que as forças conjuntas ainda não tiveram "nenhum encontro" com o grupo de Gastão Salsinha.
Filomeno Paixão informou que as forças conjuntas da F-FDTL e PNTL encontram cinco peticionários "que tinham o intuito de se apresentar em Aitarak Laran, mas tinham receio de entrar na cidade por causa dos controlos de estrada".
"Foram trazidos de boa maneira pelas nossas forças para o local de acantonamento" em Díli, acrescentou o tenente-coronel das F-FDTL.
Segundo Filomeno Paixão, "as operações foram feitas nos primeiros três dias nos arredores de Díli", desde Hera, a leste, passando por Fatuhai, a sul, até Tíbar, a oeste, no limite com Liquiçá.
"As forças não tiveram nenhum embate com o grupo GS (Gastão Salsinha)", afirmou Filomeno Paixão.
"Aproveitámos também para informar a população que não é preciso fugir porque não andamos a fazer prisões indiscriminadas", adiantou o oficial das F-FDTL, que apelou para a colaboração de todos com as autoridades.
PRM
Lusa/Fim
"Um dos co-arguidos do processo (contra Alfredo Reinado) contactou-nos hoje de manhã dizendo que estava pronto para se entregar", anunciou o representante especial do secretário-geral da ONU, Atul Khare.
O subcomissário e comandante operacional da UNPol, Hermanprit Singh, deslocou-se pessoalmente a Maubisse (oeste) para transferir o elemento que se rendeu para Díli.
"Não foi preciso usar algemas nem nenhuma coacção", explicou Atul Khare, que chefia a UNMIT.
Atul Khare não identificou o nome do elemento que se rendeu à UNPol, "por razões de segurança, porque isso não compete à UNMIT mas às entidades judiciais, e para evitar possíveis represálias sobre a família do acusado".
O elemento que hoje se rendeu é um dos 13 co-arguidos, de um grupo inicial de 17, no processo em que o major Alfredo Reinado era acusado de homicídio, rebelião e posse ilegal de material de guerra.
Esses co-arguidos faziam parte do grupo que se evadiu do Estabelecimento Prisional de Becora, em Díli, a 30 de Agosto de 2006, e que, mais tarde, estiveram com o major Alfredo Reinado após o assalto a três esquadras de Polícia de Fronteira, em Fevereiro de 2007.
Todos, excepto um, dos 17 co-arguidos eram antigos militares das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e quase todos pertenciam à Polícia Militar, a unidade que, na altura da crise de 2006, era comandada por Alfredo Reinado.
O elemento que se rendeu hoje em Maubisse "não trazia arma", segundo Atul Khare, que afirmou também desconhecer os motivos da rendição deste elemento.
A rendição do co-arguido aconteceu no terceiro dia da operação "Halibur", lançada em conjunto pelas F-FDTL e pela Polícia Nacional (PNTL) para capturar os elementos que atacaram o Presidente da República e o primeiro-ministro, a 11 de Fevereiro.
No primeiro desses dois ataques, em que o Presidente José Ramos-Horta ficou gravemente ferido, morreu o major Alfredo Reinado.
O grupo de atacantes passou a ser liderado pelo ex-tenente Gastão Salsinha, líder dos chamados peticionários, a quem é atribuído o ataque ao primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e que continua fugido.
O processo de acantonamento dos peticionários das F-FDTL, que estiveram no centro da crise de 2006, foi iniciado há duas semanas, em Aitarak Laran, Díli, e até hoje concentrou 324 elementos, segundo Atul Khare.
"Sei o número exacto porque 295 estavam no acantonamento de Aitarak Laran, mais 20 vieram escoltados pela UNPol de Same e outros nove de Ainaro", afirmou o chefe da UNMIT na conferência de imprensa.
Questionado, de novo, sobre a responsabilidade da UNPol ou das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) nos ataques de 11 de Fevereiro, Atul Khare recordou hoje que "Timor-Leste é um país soberano e as autoridades nacionais têm que actuar, quer a comunidade internacional seja ou não capaz" de actuar.
"Penso também que é bom lembrar Maio de 2006, e todos sabem o que aconteceu em Maio de 2006, e eu congratulo-me por ver pela primeira vez as F-FDTL e a PNTL numa operação conjunta. Isso dá-me esperança para o futuro", sublinhou o chefe da UNMIT.
Elementos das F-FDTL e da PNTL protagonizaram combates e incidentes violentos durante a crise política e militar de 2006.
O 1º comandante do Comando Conjunto da operação "Halibur", o tenente-coronel das F-FDTL Filomeno Paixão, anunciou hoje em conferência de imprensa que as forças conjuntas ainda não tiveram "nenhum encontro" com o grupo de Gastão Salsinha.
Filomeno Paixão informou que as forças conjuntas da F-FDTL e PNTL encontram cinco peticionários "que tinham o intuito de se apresentar em Aitarak Laran, mas tinham receio de entrar na cidade por causa dos controlos de estrada".
"Foram trazidos de boa maneira pelas nossas forças para o local de acantonamento" em Díli, acrescentou o tenente-coronel das F-FDTL.
Segundo Filomeno Paixão, "as operações foram feitas nos primeiros três dias nos arredores de Díli", desde Hera, a leste, passando por Fatuhai, a sul, até Tíbar, a oeste, no limite com Liquiçá.
"As forças não tiveram nenhum embate com o grupo GS (Gastão Salsinha)", afirmou Filomeno Paixão.
"Aproveitámos também para informar a população que não é preciso fugir porque não andamos a fazer prisões indiscriminadas", adiantou o oficial das F-FDTL, que apelou para a colaboração de todos com as autoridades.
PRM
Lusa/Fim
Saturday, February 23, 2008
Singapore to Host First Youth Olympics
GRAHAM DUNBAR
The Associated Press
LAUSANNE, Switzerland - Singapore will host the first Youth Olympic Games in 2010.
The Southeast Asian city-state of 4.5 million people beat out Moscow in a vote of the International Olympic Committee. The result was announced Thursday by IOC president Jacques Rogge during a ceremony at the Olympic Museum in Lausanne.
In a postal ballot of IOC members, Singapore defeated the Russian capital 53-44.
Singapore has never hosted a major international multisports event but held a sentimental edge over Moscow. The IOC was eager to reward a city which might never be able to stage the full Olympics.
"We dared to dream, we worked hard to pursue our dream despite the odds, and now the dream will become a reality," Singapore Prime Minister Lee Hsien Loong said.
The Youth Games will feature about 3,200 athletes aged 14-18 competing in 26 sports. The event, to be held every four years, is designed to encourage youngsters to get involved in sports and spend less time in front of computer and television screens. The first Winter Youth Olympics will be in 2012.
"It's a great honor and privilege for all of us, for Singapore and every Singaporean," Lee said. "For the first time, the 'Olympics' name will be in Southeast Asia, and in Singapore. We will be the focus of a new era of sports development for Singapore, for Southeast Asia and for the Olympic movement."
Lee spoke at a public gathering in Singapore that included about 5,000 students from 90 schools, most of whom were decked out in red and were assembled at a large field in front of the downtown City Hall to listen to the result from Lausanne.
"We worked very hard for seven months," Lee said. "It was a national effort, but more than that, it was a people's effort. ... Now, the countdown to 2010 begins. We have 2 1/2 years to prepare for the Youth Olympic Games. It's going to be challenging, but it's going to be full of excitement and achievements."
Moscow hosted the 1980 Olympics, and Russia's Black Sea resort of Sochi was picked last year to stage the 2014 Winter Games.
"Moscow was a little bit penalized by the fact that Sochi was awarded the Winter Games," Rogge told The Associated Press. "I think the prevailing sentiment among the IOC members is also that they prefer to give it to a new city that has not organized a Games."
The Russian Olympic Committee was gracious in defeat.
"No doubt, the games will be held at a good level because Singapore has the necessary resources and potential," Russian committee spokesman Gennady Shvets said. "The Olympics is our common cause. There can be no losers. ... There is some degree of frustration, but it was a good contest and there is a worthy winner."
IOC members are well acquainted with Singapore, which hosted the IOC general assembly in 2005 where London was picked as host of the 2012 Olympics.
"This is a key moment for the Olympic movement," Rogge said. "Singapore has put together a very exciting project. Hosting the Youth Olympic Games for the first time is a great responsibility, and I have every confidence in the team in Singapore."
Rogge will visit Singapore next week with Sergei Bubka, the pole vault world record holder and IOC member from Ukraine who will lead a panel monitoring preparations in the host city.
Rogge said broadcasters will be offered free daily television highlights from the Singapore Games.
"We know that youth sport is a difficult issue for broadcasters who are not showing much of it and I regret that," he said. "However, this exposure will be much bigger than for any other junior world championships."
Singapore, with a games budget of $75 million, will use 24 venues, including one large cluster for 13 sports. Nineteen of the venues already exist, four would be built as temporary facilities and one is under construction for equestrian.
Singapore was asked by the IOC to provide contingency plans for a second athletes' village to allay concerns its first choice might not be ready.
Construction work began last month for a 5,000-bed residence at the National University of Singapore. The facility, costing $423 million, is due to be completed six months before the Aug. 14, 2010, opening ceremony at the Marina Bay Floating Stadium.
"I think there will be no problem with the athletes' village," Bubka said. "We have had guarantees explaining how the building will be done but we need to be very careful. They have good venues and we know from visiting Singapore in 2005 how they are hosting people from around the world."
Singapore and Moscow made the final list after the elimination of Athens, Greece; Bangkok, Thailand; Turin, Italy; Debrecen, Hungary; Guatemala City; Kuala Lumpur, Malaysia; and Poznan, Poland.
"The Youth Olympic Games are the flagship of the IOC's determination to reach out to young people," Rogge said. "These games will not only be about competition. They will also be the platform through which youngsters will learn about the Olympic values and the benefits of sport."
The Associated Press
LAUSANNE, Switzerland - Singapore will host the first Youth Olympic Games in 2010.
The Southeast Asian city-state of 4.5 million people beat out Moscow in a vote of the International Olympic Committee. The result was announced Thursday by IOC president Jacques Rogge during a ceremony at the Olympic Museum in Lausanne.
In a postal ballot of IOC members, Singapore defeated the Russian capital 53-44.
Singapore has never hosted a major international multisports event but held a sentimental edge over Moscow. The IOC was eager to reward a city which might never be able to stage the full Olympics.
"We dared to dream, we worked hard to pursue our dream despite the odds, and now the dream will become a reality," Singapore Prime Minister Lee Hsien Loong said.
The Youth Games will feature about 3,200 athletes aged 14-18 competing in 26 sports. The event, to be held every four years, is designed to encourage youngsters to get involved in sports and spend less time in front of computer and television screens. The first Winter Youth Olympics will be in 2012.
"It's a great honor and privilege for all of us, for Singapore and every Singaporean," Lee said. "For the first time, the 'Olympics' name will be in Southeast Asia, and in Singapore. We will be the focus of a new era of sports development for Singapore, for Southeast Asia and for the Olympic movement."
Lee spoke at a public gathering in Singapore that included about 5,000 students from 90 schools, most of whom were decked out in red and were assembled at a large field in front of the downtown City Hall to listen to the result from Lausanne.
"We worked very hard for seven months," Lee said. "It was a national effort, but more than that, it was a people's effort. ... Now, the countdown to 2010 begins. We have 2 1/2 years to prepare for the Youth Olympic Games. It's going to be challenging, but it's going to be full of excitement and achievements."
Moscow hosted the 1980 Olympics, and Russia's Black Sea resort of Sochi was picked last year to stage the 2014 Winter Games.
"Moscow was a little bit penalized by the fact that Sochi was awarded the Winter Games," Rogge told The Associated Press. "I think the prevailing sentiment among the IOC members is also that they prefer to give it to a new city that has not organized a Games."
The Russian Olympic Committee was gracious in defeat.
"No doubt, the games will be held at a good level because Singapore has the necessary resources and potential," Russian committee spokesman Gennady Shvets said. "The Olympics is our common cause. There can be no losers. ... There is some degree of frustration, but it was a good contest and there is a worthy winner."
IOC members are well acquainted with Singapore, which hosted the IOC general assembly in 2005 where London was picked as host of the 2012 Olympics.
"This is a key moment for the Olympic movement," Rogge said. "Singapore has put together a very exciting project. Hosting the Youth Olympic Games for the first time is a great responsibility, and I have every confidence in the team in Singapore."
Rogge will visit Singapore next week with Sergei Bubka, the pole vault world record holder and IOC member from Ukraine who will lead a panel monitoring preparations in the host city.
Rogge said broadcasters will be offered free daily television highlights from the Singapore Games.
"We know that youth sport is a difficult issue for broadcasters who are not showing much of it and I regret that," he said. "However, this exposure will be much bigger than for any other junior world championships."
Singapore, with a games budget of $75 million, will use 24 venues, including one large cluster for 13 sports. Nineteen of the venues already exist, four would be built as temporary facilities and one is under construction for equestrian.
Singapore was asked by the IOC to provide contingency plans for a second athletes' village to allay concerns its first choice might not be ready.
Construction work began last month for a 5,000-bed residence at the National University of Singapore. The facility, costing $423 million, is due to be completed six months before the Aug. 14, 2010, opening ceremony at the Marina Bay Floating Stadium.
"I think there will be no problem with the athletes' village," Bubka said. "We have had guarantees explaining how the building will be done but we need to be very careful. They have good venues and we know from visiting Singapore in 2005 how they are hosting people from around the world."
Singapore and Moscow made the final list after the elimination of Athens, Greece; Bangkok, Thailand; Turin, Italy; Debrecen, Hungary; Guatemala City; Kuala Lumpur, Malaysia; and Poznan, Poland.
"The Youth Olympic Games are the flagship of the IOC's determination to reach out to young people," Rogge said. "These games will not only be about competition. They will also be the platform through which youngsters will learn about the Olympic values and the benefits of sport."
Cavaco satisfeito com recuperação de Ramos-Horta, quer responsáveis por atentados julgados
Boticas, Vila Real, 23 Fev (Lusa) - O Presidente da República congratulou-se hoje com a recuperação de Ramos-Horta e disse esperar que Timor-Leste consiga julgar, “no respeito pela lei”, os responsáveis pela tentativa de “decapitação das instituições democráticas” do país.
Aníbal Cavaco Silva, que falava durante a visita que hoje está a fazer aos concelhos de Ribeira de Pena e Boticas, no distrito de Vila Real, respondia às declarações do Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, que se encontra internado em Darwin, na Austrália, depois de ter sido baleado num atentado a 11 de Fevereiro.
Nas declarações que fez para a agência Lusa, através de um familiar, Ramos-Horta afirmou-se "sensibilizado com o povo português" e "preocupado com o povo timorense" e disse querer "saber tudo" sobre o atentado de que foi vítima.
Na sua primeira declaração à imprensa após o ataque de 11 de Fevereiro, em que foi atingido a tiro, José Ramos-Horta comunicou a intenção de "saber tudo a fundo sobre o que se passou, levando a investigação até ao fim".
José Ramos-Horta declarou à Lusa, através do seu cunhado João Carrascalão, a partir do Hospital Real de Darwin, Austrália, que está "muito sensibilizado e agradecido com o povo português e muito preocupado com o povo timorense".
O chefe de Estado timorense agradece, em especial, ao Presidente Cavaco Silva, "pela condenação enérgica e imediata dos ataques e pelo apoio manifestado".
Em Boticas, Cavaco Silva manifestou-se contente com as palavras de Ramos-Horta: “Estou muito satisfeito por ele estar a recuperar e estar a recuperar bem. Isso é o mais importante”, afirmou.
“O que eu mais desejo é que o presidente Ramos Horta regresse rapidamente para junto do seu povo”, acrescentou.
Nas declarações que fez, Cavaco Silva considerou que a política de diálogo de Ramos-Horta não resultou e disse esperar que os responsáveis pelos atentados sejam julgados.
“Tivemos ali um ataque sério às instituições democráticas de Timor. Espero bem que as autoridades timorenses consigam agora julgar, como deve ser e no respeito pela lei, aqueles que tentaram assassinar, segundo a informação disponível, quer o Presidente, quer o primeiro-ministro”, afirmou, apontando que os atentados foram perpetrados “numa altura que o presidente da assembleia nacional de Timor estava ausente em Lisboa”.
“Como que parecia uma certa decapitação das instituições democráticas”, disse.
Cavaco Silva disse, também, que Ramos-Horta é um homem que acreditou no diálogo, mas constata-se que este não resultou.
“[Ramos-Horta] foi um homem que sempre acreditou no diálogo”, disse Cavaco Silva, lembrando uma “longa conversa” que tiveram em Lisboa, em que o agora Presidente timorense mostrou convicção de que os problemas fossem resolvidos pelo diálogo
“Ele apostava, acima de tudo, no diálogo na persuasão, mas afinal não resultou”, constatou Cavaco Silva.
Nas declarações que enviou através do seu cunhado, Ramos-Horta afirma-se de “muito bom humor” e manda informar o seu homólogo português que receberia com agrado em Darwin "alguns pastéis de Belém e um bom vinho do Porto".
Em Boticas, Cavaco Silva registou o pedido e prometeu rapidez.
“Gostaria de lhe fazer chegar rapidamente [pastéis de Belém e vinho do Porto]”, disse o chefe de Estado português.
“Talvez quando for uma próxima missão da GNR se possam enviar”, acrescentou, notando, porém, com humor, que dado a viagem ser longa, os pastéis de nata deverão chegar já frios.
PRM/PLI/RSF.
Lusa/Fim
Aníbal Cavaco Silva, que falava durante a visita que hoje está a fazer aos concelhos de Ribeira de Pena e Boticas, no distrito de Vila Real, respondia às declarações do Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, que se encontra internado em Darwin, na Austrália, depois de ter sido baleado num atentado a 11 de Fevereiro.
Nas declarações que fez para a agência Lusa, através de um familiar, Ramos-Horta afirmou-se "sensibilizado com o povo português" e "preocupado com o povo timorense" e disse querer "saber tudo" sobre o atentado de que foi vítima.
Na sua primeira declaração à imprensa após o ataque de 11 de Fevereiro, em que foi atingido a tiro, José Ramos-Horta comunicou a intenção de "saber tudo a fundo sobre o que se passou, levando a investigação até ao fim".
José Ramos-Horta declarou à Lusa, através do seu cunhado João Carrascalão, a partir do Hospital Real de Darwin, Austrália, que está "muito sensibilizado e agradecido com o povo português e muito preocupado com o povo timorense".
O chefe de Estado timorense agradece, em especial, ao Presidente Cavaco Silva, "pela condenação enérgica e imediata dos ataques e pelo apoio manifestado".
Em Boticas, Cavaco Silva manifestou-se contente com as palavras de Ramos-Horta: “Estou muito satisfeito por ele estar a recuperar e estar a recuperar bem. Isso é o mais importante”, afirmou.
“O que eu mais desejo é que o presidente Ramos Horta regresse rapidamente para junto do seu povo”, acrescentou.
Nas declarações que fez, Cavaco Silva considerou que a política de diálogo de Ramos-Horta não resultou e disse esperar que os responsáveis pelos atentados sejam julgados.
“Tivemos ali um ataque sério às instituições democráticas de Timor. Espero bem que as autoridades timorenses consigam agora julgar, como deve ser e no respeito pela lei, aqueles que tentaram assassinar, segundo a informação disponível, quer o Presidente, quer o primeiro-ministro”, afirmou, apontando que os atentados foram perpetrados “numa altura que o presidente da assembleia nacional de Timor estava ausente em Lisboa”.
“Como que parecia uma certa decapitação das instituições democráticas”, disse.
Cavaco Silva disse, também, que Ramos-Horta é um homem que acreditou no diálogo, mas constata-se que este não resultou.
“[Ramos-Horta] foi um homem que sempre acreditou no diálogo”, disse Cavaco Silva, lembrando uma “longa conversa” que tiveram em Lisboa, em que o agora Presidente timorense mostrou convicção de que os problemas fossem resolvidos pelo diálogo
“Ele apostava, acima de tudo, no diálogo na persuasão, mas afinal não resultou”, constatou Cavaco Silva.
Nas declarações que enviou através do seu cunhado, Ramos-Horta afirma-se de “muito bom humor” e manda informar o seu homólogo português que receberia com agrado em Darwin "alguns pastéis de Belém e um bom vinho do Porto".
Em Boticas, Cavaco Silva registou o pedido e prometeu rapidez.
“Gostaria de lhe fazer chegar rapidamente [pastéis de Belém e vinho do Porto]”, disse o chefe de Estado português.
“Talvez quando for uma próxima missão da GNR se possam enviar”, acrescentou, notando, porém, com humor, que dado a viagem ser longa, os pastéis de nata deverão chegar já frios.
PRM/PLI/RSF.
Lusa/Fim
Ramos-Horta agradece a Portugal e quer "saber tudo" sobre atentados
Díli, 23 Fev (Lusa) - O Presidente da República de Timor-Leste está "sensibilizado com o povo português" e "preocupado com o povo timorense" e quer "saber tudo" sobre o atentado de que foi vítima, segundo uma declaração enviada à Agência Lusa através de um familiar.
Na sua primeira declaração à imprensa após o ataque de 11 de Fevereiro, em que foi atingido a tiro, José Ramos-Horta comunicou a intenção de "saber tudo a fundo sobre o que se passou, levando a investigação até ao fim".
José Ramos-Horta declarou à Lusa, através do seu cunhado João Carrascalão, a partir do Hospital Real de Darwin, Austrália, que está "muito sensibilizado e agradecido com o povo português e muito preocupado com o povo timorense".
O chefe de Estado timorense agradece em especial ao Presidente Cavaco Silva, "pela condenação enérgica e imediata dos ataques e pelo apoio manifestado".
José Ramos-Horta disse também estar "de muito bom humor" e ao seu homólogo português manda informar que receberia com agrado em Darwin "alguns pastéis de Belém e um bom vinho do Porto".
O Presidente timorense, gravemente ferido no ataque à sua residência em Díli pelo grupo do major Alfredo Reinado, foi submetido a várias intervenções cirúrgicas e esteve mais de uma semana em coma induzido no Hospital Real de Darwin, para onde foi evacuado poucas horas após ter sido atingido.
Hoje, segundo João Carrascalão, José Ramos-Horta "já comeu alimentos sólidos, comida normal, pela sua própria mão e está a recuperar muito depressa".
A investigação aos ataques contra José Ramos-Horta e Xanana Gusmão está em curso através da Procuradoria-geral da República, do Departamento de Investigações Nacionais da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste e de uma comissão de inquérito interna com elementos das Forças Armadas e da secretaria de Estado da Defesa.
Lusa/fim
Na sua primeira declaração à imprensa após o ataque de 11 de Fevereiro, em que foi atingido a tiro, José Ramos-Horta comunicou a intenção de "saber tudo a fundo sobre o que se passou, levando a investigação até ao fim".
José Ramos-Horta declarou à Lusa, através do seu cunhado João Carrascalão, a partir do Hospital Real de Darwin, Austrália, que está "muito sensibilizado e agradecido com o povo português e muito preocupado com o povo timorense".
O chefe de Estado timorense agradece em especial ao Presidente Cavaco Silva, "pela condenação enérgica e imediata dos ataques e pelo apoio manifestado".
José Ramos-Horta disse também estar "de muito bom humor" e ao seu homólogo português manda informar que receberia com agrado em Darwin "alguns pastéis de Belém e um bom vinho do Porto".
O Presidente timorense, gravemente ferido no ataque à sua residência em Díli pelo grupo do major Alfredo Reinado, foi submetido a várias intervenções cirúrgicas e esteve mais de uma semana em coma induzido no Hospital Real de Darwin, para onde foi evacuado poucas horas após ter sido atingido.
Hoje, segundo João Carrascalão, José Ramos-Horta "já comeu alimentos sólidos, comida normal, pela sua própria mão e está a recuperar muito depressa".
A investigação aos ataques contra José Ramos-Horta e Xanana Gusmão está em curso através da Procuradoria-geral da República, do Departamento de Investigações Nacionais da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste e de uma comissão de inquérito interna com elementos das Forças Armadas e da secretaria de Estado da Defesa.
Lusa/fim
Governo aceita estrutura e regras da operação "Halibur" para captura de grupo rebelde
Díli, 23 Fev (Lusa) - O Governo de Timor-Leste expressou hoje o seu acordo com a estrutura e as regras de empenhamento da operação de captura ao grupo do ex-tenente Gastão Salsinha.
O Conselho de Ministros, reunido pela quarta vez no espaço de uma semana, "decidiu aprovar uma Resolução do Governo expressando o seu acordo com a estrutura operacional do comando conjunto e as regras de empenhamento para as forças operacionais", segundo um comunicado oficial.
O Governo timorense deu, desse modo, a sua concordância com as decisões do comando conjunto da operação "Halibur" ("reunir" ou "juntar" em tétum), que reúne as Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e da Polícia Nacional (PNTL).
A decisão surge um dia depois de ter sido aprovado e proclamado o regime de estado de sítio por mais 30 dias, a partir de hoje, com recolher obrigatório entre as 22:00 e as 06:00.
Na mesma resolução, o Conselho de Ministros "enaltece o Comando Conjunto (CC) pela forma célere e equilibrada" com que decidiu os detalhes operacionais e manifesta "inteira confiança" no CC e nas Forças de Defesa e Segurança.
O CC foi constituído pelo chefe-do-Estado-Maior-general das Forças Armadas, no seguimento do Conselho de Ministros extraordinário de 17 de Fevereiro.
O Governo analisou os documentos remetidos pelo CC e considera que "espelham uma estrutura equilibrada entre as duas instituições, no âmbito de uma intervenção integrada para fazer face a uma situação muito delicada e grave para o Estado, os órgãos de soberania e a paz social da população", refere o comunicado hoje divulgado.
No Conselho de Ministros de hoje, o Governo decidiu também rever o decreto aprovado na reunião de 20 de Fevereiro, que cria o Estabelecimento Prisional Militar, "destinado à reclusão dos militares de qualquer das componentes das forças armadas ao momento da prática dos factos", diz o comunicado oficial.
PRM
Lusa/fim
O Conselho de Ministros, reunido pela quarta vez no espaço de uma semana, "decidiu aprovar uma Resolução do Governo expressando o seu acordo com a estrutura operacional do comando conjunto e as regras de empenhamento para as forças operacionais", segundo um comunicado oficial.
O Governo timorense deu, desse modo, a sua concordância com as decisões do comando conjunto da operação "Halibur" ("reunir" ou "juntar" em tétum), que reúne as Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e da Polícia Nacional (PNTL).
A decisão surge um dia depois de ter sido aprovado e proclamado o regime de estado de sítio por mais 30 dias, a partir de hoje, com recolher obrigatório entre as 22:00 e as 06:00.
Na mesma resolução, o Conselho de Ministros "enaltece o Comando Conjunto (CC) pela forma célere e equilibrada" com que decidiu os detalhes operacionais e manifesta "inteira confiança" no CC e nas Forças de Defesa e Segurança.
O CC foi constituído pelo chefe-do-Estado-Maior-general das Forças Armadas, no seguimento do Conselho de Ministros extraordinário de 17 de Fevereiro.
O Governo analisou os documentos remetidos pelo CC e considera que "espelham uma estrutura equilibrada entre as duas instituições, no âmbito de uma intervenção integrada para fazer face a uma situação muito delicada e grave para o Estado, os órgãos de soberania e a paz social da população", refere o comunicado hoje divulgado.
No Conselho de Ministros de hoje, o Governo decidiu também rever o decreto aprovado na reunião de 20 de Fevereiro, que cria o Estabelecimento Prisional Militar, "destinado à reclusão dos militares de qualquer das componentes das forças armadas ao momento da prática dos factos", diz o comunicado oficial.
PRM
Lusa/fim
Leste: Irlanda nega disponibilidade para acolher "peticionários"
Dili, 23 Fev (Lusa) - A Irlanda desmentiu ter-se oferecido para acolher soldados rebeldes timorenses para ajudar a resolver a crise em Timor-Leste, indicou hoje um porta-voz da embaixada da Irlanda em Singapura.
Fernando "La Sama" de Araújo, que substitui temporariamente o presidente José Ramos-Horta, ferido a tiro com gravidade e internado num hospital da Austrália, informara quinta-feira que esta oferta lhe fora feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros irlandês, Dermot Ahern, em visita a Díli.
Segundo "La Sama", a Irlanda estaria disponível para acolher os soldados amotinados que "quisessem começar uma vida nova, por exemplo no sector privado".
De acordo com o porta-voz da embaixada da Irlanda, Dermot Ahern deixou claro em Dili que isso não seria boa opção, porque provocaria um 'um êxodo de cérebros' de Timor Leste".
O exército foi abalado por uma cisão em 2006, quando parte dos seus efectivos (os "peticionários", em número de cerca de 600 homens), se consideraram vítimas de discriminações e desertou.
A reintegração na sociedade destes militares amotinados constitui hoje um problema, enquanto que um "núcleo duro" destes soldados continua a monte e é acusado de desestabilizar a jovem nação.
Timor-Leste faz parte de um grupo de nove países prioritários aos quais Dublin presta assistência.
Desde a vaga de violência de Junho de 2006, polícias e soldados estrangeiros (principalmente australianos e portugueses), sob mandato das Nações Unidas, asseguram a segurança em Timor-Leste.
Isso não impediu o duplo ataque do passado dia 11 visando o primeiro-ministro, Xanana Gusmão (que escapou aos tiros) e o presidente José Ramos-Horta, seriamente ferido e transferido para um hospital australiano.
JMS.
Lusa/Fim
Fernando "La Sama" de Araújo, que substitui temporariamente o presidente José Ramos-Horta, ferido a tiro com gravidade e internado num hospital da Austrália, informara quinta-feira que esta oferta lhe fora feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros irlandês, Dermot Ahern, em visita a Díli.
Segundo "La Sama", a Irlanda estaria disponível para acolher os soldados amotinados que "quisessem começar uma vida nova, por exemplo no sector privado".
De acordo com o porta-voz da embaixada da Irlanda, Dermot Ahern deixou claro em Dili que isso não seria boa opção, porque provocaria um 'um êxodo de cérebros' de Timor Leste".
O exército foi abalado por uma cisão em 2006, quando parte dos seus efectivos (os "peticionários", em número de cerca de 600 homens), se consideraram vítimas de discriminações e desertou.
A reintegração na sociedade destes militares amotinados constitui hoje um problema, enquanto que um "núcleo duro" destes soldados continua a monte e é acusado de desestabilizar a jovem nação.
Timor-Leste faz parte de um grupo de nove países prioritários aos quais Dublin presta assistência.
Desde a vaga de violência de Junho de 2006, polícias e soldados estrangeiros (principalmente australianos e portugueses), sob mandato das Nações Unidas, asseguram a segurança em Timor-Leste.
Isso não impediu o duplo ataque do passado dia 11 visando o primeiro-ministro, Xanana Gusmão (que escapou aos tiros) e o presidente José Ramos-Horta, seriamente ferido e transferido para um hospital australiano.
JMS.
Lusa/Fim
E. Timor extends emergency rule by one month
DILI, East Timor (AP) — East Timor's Parliament on Friday extended by 30 days a state of emergency imposed after attacks by suspected rebels on the country's two top leaders.
The state of emergency, which bans rallies and imposes a nighttime curfew, was due to end Saturday.
After a request by the acting president, lawmakers voted 34-12 to extend it by 30 days.
"Criminal groups still walk free and are a serious threat to the organs of the state and to the people as a whole," the government said in statement after requesting the extension.
Also Friday, more than 1,000 police and soldiers paraded in the capital, Dili, in an apparent show of force following the Feb. 11 attacks that critically wounded President Jose Ramos-Horta, a Nobel Peace Prize laureate.
FIND MORE STORIES IN: Australian | Indonesia | Nobel Peace Prize | East Timor | Dili | President Jose Ramos-Horta | Prime Minister Xanana Gusmao
A group of dismissed soldiers is suspected in the strikes.
"Wherever they are hiding, in rat holes or under stones, we will chase them," East Timor army commander Brig. Gen. Matan Ruak said. "Our operations will also be against their supporters."
Assailants shot at Ramos-Horta close to his home. His guards opened fire, fatally shooting a wanted rebel leader. An hour later, attackers fired on a motorcade carrying Prime Minister Xanana Gusmao. He escaped unhurt.
Ramos-Horta is recovering from bullet wounds to his upper body at a hospital in nearby Australia.
A day after the attack, the country declared a state of emergency.
The attacks were apparently a sudden escalation in a bitter dispute between the government and several hundred ex-soldiers who were fired in 2006 after going on strike to protest alleged discrimination.
The country has been calm since the attacks on the leaders, despite fears of more unrest.
East Timor, formerly occupied by Indonesia, has struggled with political turmoil and violence since it gained independence in 2002. Most of its 1 million people live in poverty.
About 1,000 Australian police and soldiers and a separate U.N. police force are stationed in the country.
Copyright 2008 The Associated Press. All rights reserved. This material may not be published, broadcast, rewritten or redistribute
The state of emergency, which bans rallies and imposes a nighttime curfew, was due to end Saturday.
After a request by the acting president, lawmakers voted 34-12 to extend it by 30 days.
"Criminal groups still walk free and are a serious threat to the organs of the state and to the people as a whole," the government said in statement after requesting the extension.
Also Friday, more than 1,000 police and soldiers paraded in the capital, Dili, in an apparent show of force following the Feb. 11 attacks that critically wounded President Jose Ramos-Horta, a Nobel Peace Prize laureate.
FIND MORE STORIES IN: Australian | Indonesia | Nobel Peace Prize | East Timor | Dili | President Jose Ramos-Horta | Prime Minister Xanana Gusmao
A group of dismissed soldiers is suspected in the strikes.
"Wherever they are hiding, in rat holes or under stones, we will chase them," East Timor army commander Brig. Gen. Matan Ruak said. "Our operations will also be against their supporters."
Assailants shot at Ramos-Horta close to his home. His guards opened fire, fatally shooting a wanted rebel leader. An hour later, attackers fired on a motorcade carrying Prime Minister Xanana Gusmao. He escaped unhurt.
Ramos-Horta is recovering from bullet wounds to his upper body at a hospital in nearby Australia.
A day after the attack, the country declared a state of emergency.
The attacks were apparently a sudden escalation in a bitter dispute between the government and several hundred ex-soldiers who were fired in 2006 after going on strike to protest alleged discrimination.
The country has been calm since the attacks on the leaders, despite fears of more unrest.
East Timor, formerly occupied by Indonesia, has struggled with political turmoil and violence since it gained independence in 2002. Most of its 1 million people live in poverty.
About 1,000 Australian police and soldiers and a separate U.N. police force are stationed in the country.
Copyright 2008 The Associated Press. All rights reserved. This material may not be published, broadcast, rewritten or redistribute
Thursday, February 21, 2008
Timor-Leste: Governo vai pedir prolongamento do estado de sítio por mais 30 dias
Lisboa, 21 Fev (Lusa) - O governo timorense vai pedir ao Parlamento Nacional o prolongamento do estado de sítio por mais 30 dias, de acordo com um segundo comunicado divulgado hoje em Díli, na sequência do da reunião extraordinária do Conselho de Ministros.
Horas antes, num primeiro comunicado, o governo timorense tinha salientado que "a situação de acalmia que o país tem vivido nos últimos dias não pode fazer esquecer que os elementos do grupo que atentou gravemente contra a ordem constitucional democrática de Timor-Leste continuam à solta e impunes".
"A continuação da liberdade deste grupo criminoso prolonga uma situação de ameaça muito séria aos órgãos de soberania e à população em geral que não pode nem deve continuar", acrescenta-se nesse primeiro comunicado sobre os motivos do pedido do Governo liderado por Xanana Gusmão ao Presidente da República interino, Fernando "La Sama" de Araújo.
O estado de sítio foi instaurado na sequência dos atentados do passado dia 11, em que o Presidente da República, José Ramos-Horta, foi gravemente ferido a tiro, e o primeiro-ministro, alvo do segundo ataque, saiu ileso.
O estado de sítio foi decretado inicialmente por 48 horas, mas depois foi prolongado por mais dez dias, até 23 de Fevereiro.
Actualmente, o estado de sítio prevê o recolher obrigatório entre as 20:00 horas e as 06:00 horas.
O Conselho de Estado e o Conselho Superior de Defesa e Segurança, órgãos que constitucionalmente têm obrigatoriamente que se pronunciar sobre a instauração e prorrogação do estado de sítio, reúnem-se na sexta-feira para se pronunciarem sobre este pedido e o Parlamento deverá reunir-se em seguida, embora não tenha ainda sessão marcada.
O pedido de extensão do estado de sítio, se for aprovado no Parlamento, deverá modificar as horas de recolher obrigatório para o período entre as 22:00 e as 06:00, segundo fonte oficial do Governo.
EL/PRM.
Lusa/Fim
Horas antes, num primeiro comunicado, o governo timorense tinha salientado que "a situação de acalmia que o país tem vivido nos últimos dias não pode fazer esquecer que os elementos do grupo que atentou gravemente contra a ordem constitucional democrática de Timor-Leste continuam à solta e impunes".
"A continuação da liberdade deste grupo criminoso prolonga uma situação de ameaça muito séria aos órgãos de soberania e à população em geral que não pode nem deve continuar", acrescenta-se nesse primeiro comunicado sobre os motivos do pedido do Governo liderado por Xanana Gusmão ao Presidente da República interino, Fernando "La Sama" de Araújo.
O estado de sítio foi instaurado na sequência dos atentados do passado dia 11, em que o Presidente da República, José Ramos-Horta, foi gravemente ferido a tiro, e o primeiro-ministro, alvo do segundo ataque, saiu ileso.
O estado de sítio foi decretado inicialmente por 48 horas, mas depois foi prolongado por mais dez dias, até 23 de Fevereiro.
Actualmente, o estado de sítio prevê o recolher obrigatório entre as 20:00 horas e as 06:00 horas.
O Conselho de Estado e o Conselho Superior de Defesa e Segurança, órgãos que constitucionalmente têm obrigatoriamente que se pronunciar sobre a instauração e prorrogação do estado de sítio, reúnem-se na sexta-feira para se pronunciarem sobre este pedido e o Parlamento deverá reunir-se em seguida, embora não tenha ainda sessão marcada.
O pedido de extensão do estado de sítio, se for aprovado no Parlamento, deverá modificar as horas de recolher obrigatório para o período entre as 22:00 e as 06:00, segundo fonte oficial do Governo.
EL/PRM.
Lusa/Fim
Timor-Leste: Irlanda disposta a acolher rebeldes timorenses - "La Sama" de Araújo
Díli, 21 Fev (Lusa) - A Irlanda manifestou-se pronta para acolher os soldados rebeldes timorenses com o objectivo de resolver a crise em Timor-Leste, assegurou hoje o presidente interino Fernando "La Sama" de Araújo.
Esta oferta foi feira pelo ministro irlandês dos Negócios Estrangeiros, Dermot Ahern, de visita a Díli, indicou Fernando "La Sama" de Araújo, que substitui temporariamente na liderança de Timor-Leste o presidente, José Ramos Horta, gravemente ferido a tiro.
“Ele (Ahern) disse que estavam prontos para receber os peticionários”, afirmou aos jornalistas "La Sama" de Araújo.
A Irlanda vai acolher os soldados amotinados que “desejem iniciar uma nova vida, como por exemplo no sector privado”, acrescentou o presidente interino timorense.
Um terço dos efectivos (peticionários) do exército timorense, cerca de 600 pessoas, desertou em 2006 dizendo-se vítima de discriminação.
A reintegração na sociedade dos militares amotinados tem constituído um problema desde então e um núcleo duro desses soldados é acusado de destabilizar o país.
A República da Irlanda pensa poder inspirar-se na sua experiência de resolução de conflitos na Irlanda do Norte para ajudar Timor-Leste.
Timor-Leste faz parte de um grupo de nove países prioritários aos quais Dublin garante a sua assistência.
Depois de uma vaga de confrontos entre Abril e Junho de 2006, polícias e soldados estrangeiros (entre os quais a GNR), em parte sob mandato da ONU, garantem a segurança em Timor-Leste, independente desde 2002.
A presença das forças de segurança estrangeiras não impediu o duplo atentado que a 11 de Fevereiro visou o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, que escapou ileso, e o presidente José Ramos Horta, que ficou gravemente ferido e teve de ser evacuado para um hospital australiano.
LMP
Lusa/fim
Esta oferta foi feira pelo ministro irlandês dos Negócios Estrangeiros, Dermot Ahern, de visita a Díli, indicou Fernando "La Sama" de Araújo, que substitui temporariamente na liderança de Timor-Leste o presidente, José Ramos Horta, gravemente ferido a tiro.
“Ele (Ahern) disse que estavam prontos para receber os peticionários”, afirmou aos jornalistas "La Sama" de Araújo.
A Irlanda vai acolher os soldados amotinados que “desejem iniciar uma nova vida, como por exemplo no sector privado”, acrescentou o presidente interino timorense.
Um terço dos efectivos (peticionários) do exército timorense, cerca de 600 pessoas, desertou em 2006 dizendo-se vítima de discriminação.
A reintegração na sociedade dos militares amotinados tem constituído um problema desde então e um núcleo duro desses soldados é acusado de destabilizar o país.
A República da Irlanda pensa poder inspirar-se na sua experiência de resolução de conflitos na Irlanda do Norte para ajudar Timor-Leste.
Timor-Leste faz parte de um grupo de nove países prioritários aos quais Dublin garante a sua assistência.
Depois de uma vaga de confrontos entre Abril e Junho de 2006, polícias e soldados estrangeiros (entre os quais a GNR), em parte sob mandato da ONU, garantem a segurança em Timor-Leste, independente desde 2002.
A presença das forças de segurança estrangeiras não impediu o duplo atentado que a 11 de Fevereiro visou o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, que escapou ileso, e o presidente José Ramos Horta, que ficou gravemente ferido e teve de ser evacuado para um hospital australiano.
LMP
Lusa/fim
Timor-Leste: Parlamento aprovou projecto de lei sobre regime de estado de sítio e de emergência
Díli, 20 Fev (Lusa) - O parlamento de Timor-Leste aprovou hoje, na generalidade, o regime do estado de sítio e de emergência, em que se atribui aos Tribunais Militares a "instrução e julgamento" das infracções às disposições que forem determinadas.
O novo regime, um projecto de lei cujo texto final ainda não está concluído, já que prosseque na quinta-feira a discussão na especialidade, entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação e prevê que a declaração do estado de sítio seja feita pelo Presidente da República mediante proposta do Governo e ouvidos os Conselhos de Estado, o Governo e o Conselho Superior de Defesa e Segurança.
A declaração do estado de sítio tem ainda de obter a autorização prévia do Parlamento Nacional ou da sua comissão permanente nos casos de impossibilidade de reunir o plenário.
Com o novo regime do estado de sítio e de emergência terá de ficar explicíto a "caraterização e fundamentação do estado declarado", o seu "âmbito territorial", a sua "duração" e "especificação dos direitos, liberdades e garantias cujo exercício fica suspenso ou restringido".
No caso de ser declarado o estado de sítio, o chefe de Estado terá também de definir os poderes conferidos às autoridades militares de acordo com o artigo nono, que prevê que as autoridades civis fiquem subordinadas às autoridades militares ou a sua substituição por estas.
A declaração terá ainda de definir os crimes que ficam sujeitos à jurisdição dos tribunais militares e a justificação das medidas de excepção.
Enquanto os Tribunais Militares não são criados, refere o artigo 31 relativo às disposições transitórias, os poderes atribuídos na lei são exercídos pela instância judicial máxima da organização judiciária existente em Timor-Leste, ou o Tribunal de Recurso local.
O estado de sítio está em vigor em Timor-Leste desde os ataques do passado dia 11 contra o Presidente da República, José Ramos-Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
Inicialmente, o estado de sítio foi declarado por 48 horas, mas foi entretanto prorrogado por mais 10 dias, até 23 de Fevereiro.
Xanana Gusmão disse hoje que o Governo vai propor um novo prolongamento do estado de sítio.
JCS/PRM.
Lusa/fim
O novo regime, um projecto de lei cujo texto final ainda não está concluído, já que prosseque na quinta-feira a discussão na especialidade, entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação e prevê que a declaração do estado de sítio seja feita pelo Presidente da República mediante proposta do Governo e ouvidos os Conselhos de Estado, o Governo e o Conselho Superior de Defesa e Segurança.
A declaração do estado de sítio tem ainda de obter a autorização prévia do Parlamento Nacional ou da sua comissão permanente nos casos de impossibilidade de reunir o plenário.
Com o novo regime do estado de sítio e de emergência terá de ficar explicíto a "caraterização e fundamentação do estado declarado", o seu "âmbito territorial", a sua "duração" e "especificação dos direitos, liberdades e garantias cujo exercício fica suspenso ou restringido".
No caso de ser declarado o estado de sítio, o chefe de Estado terá também de definir os poderes conferidos às autoridades militares de acordo com o artigo nono, que prevê que as autoridades civis fiquem subordinadas às autoridades militares ou a sua substituição por estas.
A declaração terá ainda de definir os crimes que ficam sujeitos à jurisdição dos tribunais militares e a justificação das medidas de excepção.
Enquanto os Tribunais Militares não são criados, refere o artigo 31 relativo às disposições transitórias, os poderes atribuídos na lei são exercídos pela instância judicial máxima da organização judiciária existente em Timor-Leste, ou o Tribunal de Recurso local.
O estado de sítio está em vigor em Timor-Leste desde os ataques do passado dia 11 contra o Presidente da República, José Ramos-Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
Inicialmente, o estado de sítio foi declarado por 48 horas, mas foi entretanto prorrogado por mais 10 dias, até 23 de Fevereiro.
Xanana Gusmão disse hoje que o Governo vai propor um novo prolongamento do estado de sítio.
JCS/PRM.
Lusa/fim
E Timor govt asks for emergency extension
East Timor's Government has asked the acting president to extend by 30 days a state of emergency triggered by attacks on the nation's top two leaders.
"The Council of Ministers ... decided to request that the acting president of the republic extend the state of emergency by an additional 30 days," said a statement released by the Government, without citing any reason.
The emergency was initially put in place in the aftermath of apparent attempts to kill President Jose Ramos-Horta and Prime Minister Xanana Gusmao on February 11.
It was extended two days later for 10 days and the current state of emergency is due to expire on February 23.
Under the state of emergency, a nighttime curfew is in place and gatherings and rallies are banned.
Mr Ramos-Horta, a Nobel peace laureate, sustained multiple gunshot wounds in the assault on his residence that saw rebel boss Alfredo Reinado killed, while Dr Gusmao escaped a separate ambush unharmed.
Initial fears of unrest stoked by Reinado's youth supporters proved unfounded, but a hunt by international troops as well as UN and national police for 17 rebels accused of involvement in the attacks is ongoing.
Ramos-Horta awake
Meanwhile, Mr Ramos-Horta's niece says the East Timorese President has appealed for peace in the country after waking from an induced coma in Darwin.
Melissa Ramos-Horta has been part of a bedside vigil at Royal Darwin Hospital since the failed assassination in Dili 10 days ago.
She says her uncle holds no grudges over the incident and will not give up on trying to make East Timor a peaceful nation.
"He has mentioned he doesn't want any violence," she said.
"[He says] 'I just want peace. I don't want any attacks of any kind for me or against me.'
"He just wants things to calm down."
- ABC/AFP
"The Council of Ministers ... decided to request that the acting president of the republic extend the state of emergency by an additional 30 days," said a statement released by the Government, without citing any reason.
The emergency was initially put in place in the aftermath of apparent attempts to kill President Jose Ramos-Horta and Prime Minister Xanana Gusmao on February 11.
It was extended two days later for 10 days and the current state of emergency is due to expire on February 23.
Under the state of emergency, a nighttime curfew is in place and gatherings and rallies are banned.
Mr Ramos-Horta, a Nobel peace laureate, sustained multiple gunshot wounds in the assault on his residence that saw rebel boss Alfredo Reinado killed, while Dr Gusmao escaped a separate ambush unharmed.
Initial fears of unrest stoked by Reinado's youth supporters proved unfounded, but a hunt by international troops as well as UN and national police for 17 rebels accused of involvement in the attacks is ongoing.
Ramos-Horta awake
Meanwhile, Mr Ramos-Horta's niece says the East Timorese President has appealed for peace in the country after waking from an induced coma in Darwin.
Melissa Ramos-Horta has been part of a bedside vigil at Royal Darwin Hospital since the failed assassination in Dili 10 days ago.
She says her uncle holds no grudges over the incident and will not give up on trying to make East Timor a peaceful nation.
"He has mentioned he doesn't want any violence," she said.
"[He says] 'I just want peace. I don't want any attacks of any kind for me or against me.'
"He just wants things to calm down."
- ABC/AFP
Wednesday, February 20, 2008
FBI called in to investigate E Timor attacks

(File photo) (AAP: Gary Ramage)
The United States has sent three FBI agents to East Timor to assist in the investigation into attacks on the country's leaders.
President Jose Ramos-Horta was shot and critically wounded at his home in Dili last week in an attack by rebel soldiers, while Prime Minister Xanana Gusmao escaped injury in another shooting.
Both attacks are believed to have been carried out by followers of rebel leader Alfredo Reinado, who was killed during the attack on Mr Ramos-Horta.
Arrest warrants have been issued against 17 people suspected of being involved in the attack.
The US ambassador to Dili says the FBI team will to work for the Prosecutor-General.
The three agents join the 70 extra Australian Federal Police deployed to investigate the attacks on the country's President and Prime Minister.
American Ambassador to East Timor, Hans Klemm says East Timor's Government asked Australia and the United States to send expert investigators to help gather evidence in order to create a strong case against those responsible.
Both the AFP and FBI agents are under the command of East Timor's Prosecutor-General.
The Opposition party, Fretelin has accused the Government of using the investigation to engage in political persecution after a former Fretelin MP was taken for questioning by police without a warrant on Tuesday night.
East Timor, a sense of injustice drives chaos
East Timor, a sense of injustice drives chaos
Despite a series of inquiries and commissions, no Indonesian has gone to jail for the killings that took place during occupation
GEOFFREY YORK
From Wednesday's Globe and Mail
February 20, 2008 at 5:06 AM EST
DILI, EAST TIMOR — Passengers arriving at East Timor's airport are greeted with an ominous sign posted by the authorities, warning of the roving gangs of child extortionists who threaten physical harm to anyone refusing their "baggage services."
The drive from the airport is equally unsettling. The road is controlled by gangs of violent youths who routinely hurl rocks at each other. Shops and homes are guarded with razor wire and spiked fences. Arson has destroyed much of the capital, Dili, and the streets are filled with camps of refugees who fled the destruction.
Gang warfare, fuelled by poverty and a collapsing social order, has devastated East Timor. But the chaos is also linked to a deeper emotion: the simmering sense of injustice over the thousands of killings during Indonesia's military occupation, and the lack of punishment for the killers. The sense of impunity and injustice has made it easier for the gangs to flourish.
Despite a series of inquiries and commissions, not a single Indonesian has been jailed for the 1,500 deaths caused by Indonesian-backed militias in 1999, when East Timor voted for independence. Nor has anyone been prosecuted for the estimated 200,000 deaths during the 24 years of Indonesian occupation.
"The lack of justice is behind every problem in East Timor," said Mario Carrascalao, a former governor of the territory who now leads the Social Democratic Party.
"There's a culture of impunity, and it just encourages more violence."
As much as a third of East Timor's population was killed during the Indonesian occupation, a proportion that makes the slaughter among the worst in human history. The survivors are still waiting for anyone to be punished.
"Justice is very far away," said Gil Soares Ximenes, a 21-year-old refugee whose uncle disappeared during the killings of 1999.
"There have been many commissions, but we haven't seen anyone brought to justice, and we don't see anyone admitting any wrongdoing."
At least eight inquiries or court tribunals have been launched since 1999 to investigate the bloodshed of the Indonesian occupation and its immediate aftermath. The inquiries have produced voluminous evidence of the Indonesian military's involvement in murder and other crimes in East Timor, yet their recommendations have been ignored.
Indonesian courts found 18 people guilty of atrocities in East Timor, but almost all were set free when their convictions were overturned. The only conviction to be upheld was that of a Timorese militia leader.
Indonesia's former military chief, General Wiranto, was indicted in East Timor for his leading role in the violent attacks of 1999, but the East Timor government has opted not to seek his arrest through Interpol because it wants to maintain "friendship" with Indonesia. It knows that East Timor is heavily dependent on Indonesian exports and it knows that the country would suffer hugely if Indonesia cut off supplies to the newly independent country.
For the same reason, East Timor's leaders have rejected the widespread calls for an international tribunal to prosecute those who perpetrated the slaughter of 1999. Instead, with Indonesia's support, it has created the "Truth and Friendship Commission," a toothless inquiry that can offer amnesty to anyone who testifies before it.
The commission, boycotted by the United Nations and widely seen as a whitewash, has allowed Indonesia's military officers to testify in closed-door sessions where they deny any wrongdoing. The military leaders are rarely questioned in any systematic way.
"It hurts me inside when they deny that they supported the killings and they deny that they were behind it all," said another refugee, 25-year-old Artur Gomes, who is still waiting for anyone to be prosecuted for the murder of his cousin by Indonesian-backed militias in 1999.
"It's been many years already and we've seen no truth and no justice," he said.
"Deep in our heart, there is a wound that needs to be healed. We know that Indonesia could get angry and cut off our supplies if we issue an arrest warrant, but we choose justice, no matter what the risk. We want them to come here and admit what they did."
"The commission hasn't been serious enough about investigating the truth," said Jose Texeira, a lawyer and former cabinet minister in East Timor.
"It's a discredited process. The message from the international community is that we should forget about justice. We are seen as insignificant."
An earlier inquiry, supported by the United Nations, produced a 2,500-page report that documented Indonesia's involvement in bloodshed from 1975 to 1999. It called for an international tribunal to prosecute those responsible if no other legal process was working. To pre-empt those calls, the East Timor government set up the truth and friendship commission instead.
"The commission is just a waste of money," said Jose Luis de Oliveira, director of a human-rights group in East Timor.
"It represents the interests of the Indonesian generals and it justifies their crimes. When a witness describes a rape, the Indonesian officers are laughing. It makes us feel pain."
Despite a series of inquiries and commissions, no Indonesian has gone to jail for the killings that took place during occupation
GEOFFREY YORK
From Wednesday's Globe and Mail
February 20, 2008 at 5:06 AM EST
DILI, EAST TIMOR — Passengers arriving at East Timor's airport are greeted with an ominous sign posted by the authorities, warning of the roving gangs of child extortionists who threaten physical harm to anyone refusing their "baggage services."
The drive from the airport is equally unsettling. The road is controlled by gangs of violent youths who routinely hurl rocks at each other. Shops and homes are guarded with razor wire and spiked fences. Arson has destroyed much of the capital, Dili, and the streets are filled with camps of refugees who fled the destruction.
Gang warfare, fuelled by poverty and a collapsing social order, has devastated East Timor. But the chaos is also linked to a deeper emotion: the simmering sense of injustice over the thousands of killings during Indonesia's military occupation, and the lack of punishment for the killers. The sense of impunity and injustice has made it easier for the gangs to flourish.
Despite a series of inquiries and commissions, not a single Indonesian has been jailed for the 1,500 deaths caused by Indonesian-backed militias in 1999, when East Timor voted for independence. Nor has anyone been prosecuted for the estimated 200,000 deaths during the 24 years of Indonesian occupation.
"The lack of justice is behind every problem in East Timor," said Mario Carrascalao, a former governor of the territory who now leads the Social Democratic Party.
"There's a culture of impunity, and it just encourages more violence."
As much as a third of East Timor's population was killed during the Indonesian occupation, a proportion that makes the slaughter among the worst in human history. The survivors are still waiting for anyone to be punished.
"Justice is very far away," said Gil Soares Ximenes, a 21-year-old refugee whose uncle disappeared during the killings of 1999.
"There have been many commissions, but we haven't seen anyone brought to justice, and we don't see anyone admitting any wrongdoing."
At least eight inquiries or court tribunals have been launched since 1999 to investigate the bloodshed of the Indonesian occupation and its immediate aftermath. The inquiries have produced voluminous evidence of the Indonesian military's involvement in murder and other crimes in East Timor, yet their recommendations have been ignored.
Indonesian courts found 18 people guilty of atrocities in East Timor, but almost all were set free when their convictions were overturned. The only conviction to be upheld was that of a Timorese militia leader.
Indonesia's former military chief, General Wiranto, was indicted in East Timor for his leading role in the violent attacks of 1999, but the East Timor government has opted not to seek his arrest through Interpol because it wants to maintain "friendship" with Indonesia. It knows that East Timor is heavily dependent on Indonesian exports and it knows that the country would suffer hugely if Indonesia cut off supplies to the newly independent country.
For the same reason, East Timor's leaders have rejected the widespread calls for an international tribunal to prosecute those who perpetrated the slaughter of 1999. Instead, with Indonesia's support, it has created the "Truth and Friendship Commission," a toothless inquiry that can offer amnesty to anyone who testifies before it.
The commission, boycotted by the United Nations and widely seen as a whitewash, has allowed Indonesia's military officers to testify in closed-door sessions where they deny any wrongdoing. The military leaders are rarely questioned in any systematic way.
"It hurts me inside when they deny that they supported the killings and they deny that they were behind it all," said another refugee, 25-year-old Artur Gomes, who is still waiting for anyone to be prosecuted for the murder of his cousin by Indonesian-backed militias in 1999.
"It's been many years already and we've seen no truth and no justice," he said.
"Deep in our heart, there is a wound that needs to be healed. We know that Indonesia could get angry and cut off our supplies if we issue an arrest warrant, but we choose justice, no matter what the risk. We want them to come here and admit what they did."
"The commission hasn't been serious enough about investigating the truth," said Jose Texeira, a lawyer and former cabinet minister in East Timor.
"It's a discredited process. The message from the international community is that we should forget about justice. We are seen as insignificant."
An earlier inquiry, supported by the United Nations, produced a 2,500-page report that documented Indonesia's involvement in bloodshed from 1975 to 1999. It called for an international tribunal to prosecute those responsible if no other legal process was working. To pre-empt those calls, the East Timor government set up the truth and friendship commission instead.
"The commission is just a waste of money," said Jose Luis de Oliveira, director of a human-rights group in East Timor.
"It represents the interests of the Indonesian generals and it justifies their crimes. When a witness describes a rape, the Indonesian officers are laughing. It makes us feel pain."
Tuesday, February 19, 2008
Timorenses encarregues de "todas as operações"

Firdia Lisnawati/AP
Forças Armadas e a Polícia Nacional timorenses controlam buscas e captura ao grupo de Gastão Salsinha
Polícia das Nações Unidas (UNPol) e Forças de Estabilização Internacionais (ISF) afastadas do comando das "operações policiais e militares" contra grupo responsável pela emboscada a Xanana Gusmão.
O Governo de Timor-Leste decidiu hoje que "todas as operações policiais e militares" associadas à perseguição do grupo do ex-tenente Gastão Salsinha serão conduzidas pelas Forças Armadas e a Polícia Nacional timorenses.
Em Conselho de Ministros, hoje reunido em Díli, foi aprovada uma proposta do primeiro-ministro e ministro da Defesa, Xanana Gusmão, que entrega o controlo das operações de busca e captura do grupo de Gastão Salsinha a forças de segurança internas.
O comando das operações é, pela mesma decisão, entregue ao Chefe do Estado-Maior General das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (FFDTL), brigadeiro-general Taur Matan Ruak.
Ficam, assim, afastadas do controlo das operações as forças internacionais no país, nomeadamente a Polícia das Nações Unidas (UNPol) e as Forças de Estabilização Internacionais (ISF).
Gastão Salsinha liderou segunda-feira uma emboscada à coluna onde seguia o primeiro-ministro, numa estrada de acesso a Díli, hora e meia depois de um ataque à residência do Presidente da República, José Ramos-Horta, liderado pelo major Alfredo Reinado.
O militar fugitivo e um dos seus homens foram mortos no ataque, no qual ficou gravemente ferido o chefe de Estado.
Eurodeputados portugueses querem apoio às autoridades timorenses sem ingerências
Expresso, 19/02/08 -
Eurodeputados portugueses das diferentes forças políticas sublinharam hoje em Estrasburgo a necessidade de a comunidade internacional e a União Europeia continuarem a apoiar a consolidação do Estado de Timor-Leste mas sem ingerências nem aproveitamento da actual fragilidade.
Em vésperas de o Parlamento Europeu adoptar (quinta-feira) em Estrasburgo uma resolução sobre a situação em Timor-Leste, os deputados portugueses defendem que todos se devem empenhar no reforço das instituições democráticas do território, no respeito pelos órgãos eleitos e da soberania do país, um "Estado com fragilidades".
O deputado José Ribeiro e Castro (CDS-PP), autor do projecto de resolução do Partido Popular Europeu, apontou a necessidade de "consolidar o Estado de Direito e as estruturas indispensáveis à manutenção da lei e da ordem", considerando que tal só é possível com "um consenso nacional alargado entre as principais forças políticas nos aspectos essenciais do funcionamento do Estado".
Salientando que "Timor é um Estado muito frágil", o deputado democrata-cristão disse esperar "que ninguém procure tirar proveito" da actual situação e, referindo-se ao apoio dos países vizinhos, comentou que é importante mas "trata-se de ajudar, e não de interferir e perturbar".
Por seu turno, o coordenador da delegação do PSD, Carlos Coelho, considera "fundamental que a ONU continue a apoiar Timor-Leste", afirmando que em nada ajuda o país uma "precipitação de críticas à missão das Nações Unidas", e também "essencial um grande consenso em Timor-Leste relativamente aos aspectos de segurança", prevenindo quaisquer excessos.
"É de justiça salientar que Timor, que é um Estado com fragilidades, uma democracia jovem, soube reagir com serenidade aos acontecimentos, e isso é um ponto a favor das instituições políticas e democráticas timorenses", disse.
A líder da delegação socialista, Edite Estrela, também realçou a importância de prosseguir o apoio às autoridades de Timor-Leste e ao povo timorense, destacando a propósito dos recentes acontecimentos "o importante papel que foi desempenhado pela GNR".
"Acreditamos que os timorenses vão alcançar a paz e a estabilidade, e nós certamente que estamos a apoiar e estamos dispostos a ajudar naquilo que for necessário para que a normalidade volte", declarou.
Já Ilda Figueiredo, do PCP, destacou a necessidade de "reforçar o apoio à população timorense em áreas fundamentais, como serviços públicos, água, saúde, educação, agricultura", de modo a ajudar "o desenvolvimento deste jovem país no respeito pela sua soberania e órgãos eleitos".
"Insistimos na necessidade de se respeitar a soberania do povo de Timor-Leste e consideramos que não de deve aumentar a ingerência em Timor-Leste, e sim fazer tudo para apoiar", afirmou.
A 11 de Fevereiro, o presidente timorense, José Ramos-Horta, foi gravemente ferido durante um ataque à sua residência, em que morreu o major fugitivo Alfredo Reinado, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, escapou ileso a uma emboscada quando se dirigia para Díli.
Na sequência dos ataques, a Austrália, a pedido de Díli, reforçou o seu contingente militar e policial em Timor-Leste e as autoridades timorenses decretaram o estado de sítio, com recolher obrigatório entre as 20:00 e as 06:00.
Eurodeputados portugueses das diferentes forças políticas sublinharam hoje em Estrasburgo a necessidade de a comunidade internacional e a União Europeia continuarem a apoiar a consolidação do Estado de Timor-Leste mas sem ingerências nem aproveitamento da actual fragilidade.
Em vésperas de o Parlamento Europeu adoptar (quinta-feira) em Estrasburgo uma resolução sobre a situação em Timor-Leste, os deputados portugueses defendem que todos se devem empenhar no reforço das instituições democráticas do território, no respeito pelos órgãos eleitos e da soberania do país, um "Estado com fragilidades".
O deputado José Ribeiro e Castro (CDS-PP), autor do projecto de resolução do Partido Popular Europeu, apontou a necessidade de "consolidar o Estado de Direito e as estruturas indispensáveis à manutenção da lei e da ordem", considerando que tal só é possível com "um consenso nacional alargado entre as principais forças políticas nos aspectos essenciais do funcionamento do Estado".
Salientando que "Timor é um Estado muito frágil", o deputado democrata-cristão disse esperar "que ninguém procure tirar proveito" da actual situação e, referindo-se ao apoio dos países vizinhos, comentou que é importante mas "trata-se de ajudar, e não de interferir e perturbar".
Por seu turno, o coordenador da delegação do PSD, Carlos Coelho, considera "fundamental que a ONU continue a apoiar Timor-Leste", afirmando que em nada ajuda o país uma "precipitação de críticas à missão das Nações Unidas", e também "essencial um grande consenso em Timor-Leste relativamente aos aspectos de segurança", prevenindo quaisquer excessos.
"É de justiça salientar que Timor, que é um Estado com fragilidades, uma democracia jovem, soube reagir com serenidade aos acontecimentos, e isso é um ponto a favor das instituições políticas e democráticas timorenses", disse.
A líder da delegação socialista, Edite Estrela, também realçou a importância de prosseguir o apoio às autoridades de Timor-Leste e ao povo timorense, destacando a propósito dos recentes acontecimentos "o importante papel que foi desempenhado pela GNR".
"Acreditamos que os timorenses vão alcançar a paz e a estabilidade, e nós certamente que estamos a apoiar e estamos dispostos a ajudar naquilo que for necessário para que a normalidade volte", declarou.
Já Ilda Figueiredo, do PCP, destacou a necessidade de "reforçar o apoio à população timorense em áreas fundamentais, como serviços públicos, água, saúde, educação, agricultura", de modo a ajudar "o desenvolvimento deste jovem país no respeito pela sua soberania e órgãos eleitos".
"Insistimos na necessidade de se respeitar a soberania do povo de Timor-Leste e consideramos que não de deve aumentar a ingerência em Timor-Leste, e sim fazer tudo para apoiar", afirmou.
A 11 de Fevereiro, o presidente timorense, José Ramos-Horta, foi gravemente ferido durante um ataque à sua residência, em que morreu o major fugitivo Alfredo Reinado, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, escapou ileso a uma emboscada quando se dirigia para Díli.
Na sequência dos ataques, a Austrália, a pedido de Díli, reforçou o seu contingente militar e policial em Timor-Leste e as autoridades timorenses decretaram o estado de sítio, com recolher obrigatório entre as 20:00 e as 06:00.
Amanhã em Díli
Segunda-feira, 18 de Fev de 2008

Conheci Ramos-Horta em 1985 em Nova Iorque. Foi-me apresentado pelo Presidente Ramalho Eanes na sessão de abertura da Assembleia Geral da ONU. O general Eanes tinha feito agendar nos chamados encontros bilaterais uma reunião com "representantes de Timor-Leste" ignorando as hesitações e o conformismo reinante em Lisboa com a ocupação indonésia. O encontro realizou-se. Eu, pela primeira vez, entrevistei um timorense. Ouvi de Horta manifestações de fé inquebrável na luta pela independência da colónia que ainda era de Portugal com um mandato para a administração das Nações Unidas. Perguntei-lhe como é que ali estava a falar com Presidentes da República se a ONU não reconhecia a sua existência. Mostrou-me credenciais diplomáticas que o davam como funcionário da Embaixada de Moçambique na ONU. Samora Machel ainda era vivo e o apoio à independência de Timor e à Fretilin era política externa moçambicana. Para contornar os obstáculos criados pelos Estados Unidos, Machel tinha incluído timorenses na sua própria representação. Washington e Jacarta são pesos poderosos na ONU que se movimentavam com um à-vontade esmagador conseguido com dólares na carpete vermelha do Corredor dos Delegados entre uma inspiradora tapeçaria da "Guernica" de um lado e a espantosa vista de Nova Iorque do outro. Era ali que se compravam os votos que conseguiram atrasar a independência de Timor-Leste várias décadas. Não sei ao certo o que se terá passado no Corredor dos Delegados mas o facto é que, logo que o processo de independência se formalizou, a ONU ignorou a força legal da Potência Administrante e nomeou um representante do seu quadro de funcionários para conduzir a transição. Com Portugal à margem, veio a Austrália, o petróleo do Timor Gap e a instabilidade. Tenho um livro com uma dedicatória de Ramos Horta que ele me deu em 1994. Ainda não tinha recebido o Prémio Nobel e entrava na ONU pela porta dos turistas para defender Timor-leste. O livro chama-se "Amanhã em Díli". É uma história do que foi a sua luta no exílio em que quando conseguia chegar ao Corredor dos Delegados havia sempre alguém que lhe pedia dinheiro por um voto ou alguém que lhe oferecia dinheiro para se calar de vez.
Na altura em que escrevo esta coluna estou a reler o livro do José Ramos Horta. Espero voltar a vê-lo Amanhã em Díli
Segunda-feira, 18 de Fev de 2008

Conheci Ramos-Horta em 1985 em Nova Iorque. Foi-me apresentado pelo Presidente Ramalho Eanes na sessão de abertura da Assembleia Geral da ONU. O general Eanes tinha feito agendar nos chamados encontros bilaterais uma reunião com "representantes de Timor-Leste" ignorando as hesitações e o conformismo reinante em Lisboa com a ocupação indonésia. O encontro realizou-se. Eu, pela primeira vez, entrevistei um timorense. Ouvi de Horta manifestações de fé inquebrável na luta pela independência da colónia que ainda era de Portugal com um mandato para a administração das Nações Unidas. Perguntei-lhe como é que ali estava a falar com Presidentes da República se a ONU não reconhecia a sua existência. Mostrou-me credenciais diplomáticas que o davam como funcionário da Embaixada de Moçambique na ONU. Samora Machel ainda era vivo e o apoio à independência de Timor e à Fretilin era política externa moçambicana. Para contornar os obstáculos criados pelos Estados Unidos, Machel tinha incluído timorenses na sua própria representação. Washington e Jacarta são pesos poderosos na ONU que se movimentavam com um à-vontade esmagador conseguido com dólares na carpete vermelha do Corredor dos Delegados entre uma inspiradora tapeçaria da "Guernica" de um lado e a espantosa vista de Nova Iorque do outro. Era ali que se compravam os votos que conseguiram atrasar a independência de Timor-Leste várias décadas. Não sei ao certo o que se terá passado no Corredor dos Delegados mas o facto é que, logo que o processo de independência se formalizou, a ONU ignorou a força legal da Potência Administrante e nomeou um representante do seu quadro de funcionários para conduzir a transição. Com Portugal à margem, veio a Austrália, o petróleo do Timor Gap e a instabilidade. Tenho um livro com uma dedicatória de Ramos Horta que ele me deu em 1994. Ainda não tinha recebido o Prémio Nobel e entrava na ONU pela porta dos turistas para defender Timor-leste. O livro chama-se "Amanhã em Díli". É uma história do que foi a sua luta no exílio em que quando conseguia chegar ao Corredor dos Delegados havia sempre alguém que lhe pedia dinheiro por um voto ou alguém que lhe oferecia dinheiro para se calar de vez.
Na altura em que escrevo esta coluna estou a reler o livro do José Ramos Horta. Espero voltar a vê-lo Amanhã em Díli
Ramos-Horta e principais partidos ponderavam eleições antecipadas - Mário Carrascalão
Lisboa, 19 Fev (Lusa) - O cenário de eleições antecipadas em Timor-Leste estava a ser discutido pelos principais partidos políticos com Ramos-Horta, antes do duplo atentado de 11 deste mês, disse à Agência Lusa o líder do Partido Social Democrata (PSD) timorense.
Mário Carrascalão, que está em Lisboa praticamente desde o dia dos atentados ao Presidente e ao primeiro-ministro timorenses, José Ramos-Horta e Xanana Gusmão, adiantou em entrevista segunda-feira à Lusa, que o assunto foi analisado numa reunião ocorrida a 07 de Fevereiro na residência do chefe de Estado com as principais forças partidárias do país.
No entanto, disse Mário Carrascalão, o encontro acabou por tornar-se inconclusivo e deveria ser seguido por mais "duas ou três reuniões" para tentar obter um consenso, mas o duplo atentado, perpetrado quatro dias mais tarde, acabaria por as inviabilizar.
Segundo o líder do PSD timorense, a reunião foi precipitada por uma carta enviada pelo secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, ao secretário-geral das Nações Unidas, em que o antigo primeiro-ministro timorense pedia a Ban Ki-moon que pressionasse Ramos-Horta a antecipar eleições gerais.
"Ramos-Horta disse-me que, quando viu o conteúdo da carta (de Alkatiri a Ban Ki-moon), foi encontrar-se com o (Francisco) Lu Olo (Guterres, presidente da Fretilin) para falarem sobre a forma como levar isso para diante", afirmou Carrascalão, dando conta de uma conversa que manteve com o Presidente timorense na residência da sua irmã Gabriela, na noite de Natal de 2007.
O líder do PSD adiantou à Lusa que, nessa "conversa", Ramos-Horta lhe disse que Alkatiri estava a "insistir muito" para antecipar as eleições presidenciais e legislativas para 2009.
O chefe de Estado, recordou Mário Carrascalão, "disse que eleições antecipadas só com duas condições: uma, que o Presidente também seja eleito de novo, e, outra, que todos os partidos concordem." Ramos-Horta, adiantou o líder do PSD, não se recandidataria ao cargo.
"Disse-me que estava cansado e que era uma oportunidade boa para se esquivar da posição de Presidente" afirmou, lembrando que Ramos-Horta pretendeu, em vão, alterar a Constituição, de forma a dar um cariz presidencialista ao sistema político.
Segundo o líder do PSD, na reunião realizada em casa do Presidente timorense, o primeiro-ministro garantiu que a Aliança para uma Maioria Parlamentar (AMP, coligação de quatro partidos no poder) conseguiria, sozinha, resolver os problemas de Timor-Leste.
As condições para o fazer, disse, eram várias e, entre outras, tinham de garantir soluções para as questões dos deslocados, do major Alfredo Reinado, dos peticionários, das reformas na Justiça, Defesa, Segurança e Administração e da boa governação.
Quando chegou à reunião com Ramos-Horta, contou Carrascalão, já lá se encontrava cerca de uma dezena de dirigentes da Fretilin, entre eles "Lu Olo", Alkatiri, José Manuel Fernandes, Ana Pessoa, Arsénio Bano, Ilda Conceição e Cipriana Pereira.
"A dada altura, após uma hora de conversas mornas, o Presidente fez a conclusão e disse: 'Bom, uma vez que o governo da AMP, sozinho, não está capacitado para resolver o problema, então vamos antecipar as eleições'", recordou Mário Carrascalão à Lusa.
O líder dos sociais-democratas prosseguiu a sua descrição da reunião: "Mas eu inquiri: 'As conclusões do Presidente não condizem com as do primeiro-ministro.' Então, o Presidente virou-se para Xanana e disse: 'Senhor primeiro-ministro, o que diz a isto?'"
Segundo Carrascalão, "Xanana respondeu: 'Como primeiro-ministro tenho de dizer que somos capazes.' E Ramos-Horta acrescentou: 'Eu, se fosse primeiro-ministro, também dizia que era capaz.'"
Ainda de acordo com o presidente do PSD, Ramos-Horta afirmou, depois: "Então ainda não estamos em completo entendimento. Vamos ter de fazer mais duas ou três reuniões."
Por fim, disse Carrascalão, a reunião ficou por aí: "Viemos embora e, depois, fiquei surpreendido com tudo o que se passou a seguir", com o duplo atentado contra Ramos-Horta, que está internado num hospital australiano em estado estável mas ainda grave, e Xanana, que escapou ileso. Reinado morreu baleado na residência do Presidente timorense.
Por outro lado, Carrascalão afirmou ver "com muita preocupação" as Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) receberem a missão de "ir à caça" do líder dos peticionários, major Gastão Salsinha, aliado de Reinado.
"Isto é que é a questão de fundo em Timor: Loromonu ou Lorosae", defendeu, numa alusão à crise de 2006, que opôs originários de oeste e de leste do território, inicialmente no seio das forças armadas e depois em actos de violência civil no país, sobretudo em Díli, provocando milhares de deslocados. "Quem pôs as F-FDTL na missão está a querer criar uma guerra civil. Quem tomou a decisão é um inconsciente. Se foi o primeiro-ministro então é um primeiro-ministro inconsciente", sustentou.
"Quem quer que seja que está por trás disto está a preparar alguma coisa em Timor-Leste e precisa de ser confrontado com alguma coragem. É preciso dizer a quem tomou a decisão que será responsabilizado por uma hipótese de guerra civil em Timor", sublinhou.
Andam a passar-se "coisas estranhas" no país, disse o líder do PSD, prometendo que, quando regressar a Díli, na próxima quarta-feira, vai averiguar as causas do duplo atentado em Timor-Leste.
"O ataque a Xanana Gusmão cheira-me a montagem de alguém que não sei quem é. Quem conhece aquela estrada, sabe que ninguém escapa a uma emboscada. Ninguém ficou ferido", afirmou.
Quanto ao atentado contra a Ramos-Horta, o líder do PSD defendeu que Reinado, a quem chama sempre Alfredo, "não queria assassinar" o Presidente, sustentando a tese de que alguém lhe montou uma "cilada".
"Não foi o Alfredo que quis assassinar o Horta, pois (o Presidente) era a sua única hipótese e (Reinado) sabia disso", sustentou.
"Para mim é uma cilada. Ramos-Horta estava a tentar modificar a situação em Timor. Tentava abrir uma porta para a solução dos problemas. Essa foi a razão por que Horta foi alvo. Não sei se dos australianos, se dos peticionários que estavam acantonados ou mesmo uma facção das F-FDTL. Qualquer uma destas três hipóteses é viável."
Lusa/Fim
Mário Carrascalão, que está em Lisboa praticamente desde o dia dos atentados ao Presidente e ao primeiro-ministro timorenses, José Ramos-Horta e Xanana Gusmão, adiantou em entrevista segunda-feira à Lusa, que o assunto foi analisado numa reunião ocorrida a 07 de Fevereiro na residência do chefe de Estado com as principais forças partidárias do país.
No entanto, disse Mário Carrascalão, o encontro acabou por tornar-se inconclusivo e deveria ser seguido por mais "duas ou três reuniões" para tentar obter um consenso, mas o duplo atentado, perpetrado quatro dias mais tarde, acabaria por as inviabilizar.
Segundo o líder do PSD timorense, a reunião foi precipitada por uma carta enviada pelo secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, ao secretário-geral das Nações Unidas, em que o antigo primeiro-ministro timorense pedia a Ban Ki-moon que pressionasse Ramos-Horta a antecipar eleições gerais.
"Ramos-Horta disse-me que, quando viu o conteúdo da carta (de Alkatiri a Ban Ki-moon), foi encontrar-se com o (Francisco) Lu Olo (Guterres, presidente da Fretilin) para falarem sobre a forma como levar isso para diante", afirmou Carrascalão, dando conta de uma conversa que manteve com o Presidente timorense na residência da sua irmã Gabriela, na noite de Natal de 2007.
O líder do PSD adiantou à Lusa que, nessa "conversa", Ramos-Horta lhe disse que Alkatiri estava a "insistir muito" para antecipar as eleições presidenciais e legislativas para 2009.
O chefe de Estado, recordou Mário Carrascalão, "disse que eleições antecipadas só com duas condições: uma, que o Presidente também seja eleito de novo, e, outra, que todos os partidos concordem." Ramos-Horta, adiantou o líder do PSD, não se recandidataria ao cargo.
"Disse-me que estava cansado e que era uma oportunidade boa para se esquivar da posição de Presidente" afirmou, lembrando que Ramos-Horta pretendeu, em vão, alterar a Constituição, de forma a dar um cariz presidencialista ao sistema político.
Segundo o líder do PSD, na reunião realizada em casa do Presidente timorense, o primeiro-ministro garantiu que a Aliança para uma Maioria Parlamentar (AMP, coligação de quatro partidos no poder) conseguiria, sozinha, resolver os problemas de Timor-Leste.
As condições para o fazer, disse, eram várias e, entre outras, tinham de garantir soluções para as questões dos deslocados, do major Alfredo Reinado, dos peticionários, das reformas na Justiça, Defesa, Segurança e Administração e da boa governação.
Quando chegou à reunião com Ramos-Horta, contou Carrascalão, já lá se encontrava cerca de uma dezena de dirigentes da Fretilin, entre eles "Lu Olo", Alkatiri, José Manuel Fernandes, Ana Pessoa, Arsénio Bano, Ilda Conceição e Cipriana Pereira.
"A dada altura, após uma hora de conversas mornas, o Presidente fez a conclusão e disse: 'Bom, uma vez que o governo da AMP, sozinho, não está capacitado para resolver o problema, então vamos antecipar as eleições'", recordou Mário Carrascalão à Lusa.
O líder dos sociais-democratas prosseguiu a sua descrição da reunião: "Mas eu inquiri: 'As conclusões do Presidente não condizem com as do primeiro-ministro.' Então, o Presidente virou-se para Xanana e disse: 'Senhor primeiro-ministro, o que diz a isto?'"
Segundo Carrascalão, "Xanana respondeu: 'Como primeiro-ministro tenho de dizer que somos capazes.' E Ramos-Horta acrescentou: 'Eu, se fosse primeiro-ministro, também dizia que era capaz.'"
Ainda de acordo com o presidente do PSD, Ramos-Horta afirmou, depois: "Então ainda não estamos em completo entendimento. Vamos ter de fazer mais duas ou três reuniões."
Por fim, disse Carrascalão, a reunião ficou por aí: "Viemos embora e, depois, fiquei surpreendido com tudo o que se passou a seguir", com o duplo atentado contra Ramos-Horta, que está internado num hospital australiano em estado estável mas ainda grave, e Xanana, que escapou ileso. Reinado morreu baleado na residência do Presidente timorense.
Por outro lado, Carrascalão afirmou ver "com muita preocupação" as Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) receberem a missão de "ir à caça" do líder dos peticionários, major Gastão Salsinha, aliado de Reinado.
"Isto é que é a questão de fundo em Timor: Loromonu ou Lorosae", defendeu, numa alusão à crise de 2006, que opôs originários de oeste e de leste do território, inicialmente no seio das forças armadas e depois em actos de violência civil no país, sobretudo em Díli, provocando milhares de deslocados. "Quem pôs as F-FDTL na missão está a querer criar uma guerra civil. Quem tomou a decisão é um inconsciente. Se foi o primeiro-ministro então é um primeiro-ministro inconsciente", sustentou.
"Quem quer que seja que está por trás disto está a preparar alguma coisa em Timor-Leste e precisa de ser confrontado com alguma coragem. É preciso dizer a quem tomou a decisão que será responsabilizado por uma hipótese de guerra civil em Timor", sublinhou.
Andam a passar-se "coisas estranhas" no país, disse o líder do PSD, prometendo que, quando regressar a Díli, na próxima quarta-feira, vai averiguar as causas do duplo atentado em Timor-Leste.
"O ataque a Xanana Gusmão cheira-me a montagem de alguém que não sei quem é. Quem conhece aquela estrada, sabe que ninguém escapa a uma emboscada. Ninguém ficou ferido", afirmou.
Quanto ao atentado contra a Ramos-Horta, o líder do PSD defendeu que Reinado, a quem chama sempre Alfredo, "não queria assassinar" o Presidente, sustentando a tese de que alguém lhe montou uma "cilada".
"Não foi o Alfredo que quis assassinar o Horta, pois (o Presidente) era a sua única hipótese e (Reinado) sabia disso", sustentou.
"Para mim é uma cilada. Ramos-Horta estava a tentar modificar a situação em Timor. Tentava abrir uma porta para a solução dos problemas. Essa foi a razão por que Horta foi alvo. Não sei se dos australianos, se dos peticionários que estavam acantonados ou mesmo uma facção das F-FDTL. Qualquer uma destas três hipóteses é viável."
Lusa/Fim
Xanana Gusmão garante que tudo fará para evitar queda das instituições do Estado
Díli, 19 Fev (Lusa) - O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, garantiu segunda-feira numa mensagem ao país que tudo fará para evitar a queda das instituições do Estado e que não tem medo de deixar o Governo.
Numa mensagem gravada para a televisão timorense, divulgada apenas em tétum e repetida hoje sem qualquer tradução, Xanana Gusmão salienta que "o Estado corria o risco de cair" e que isso não vai permitir.
"Enquanto vivo, não hei-de permitir. Seja um grupo armado ou um grupo político, eu estou aqui", afirmou.
Xanana Gusmão referiu também que prosseguem as operações para capturar os autores dos ataques de 11 de Fevereiro, que o visaram e ao Presidente da República, José Ramos-Horta, e manifestou o desejo que a população aceite esse facto.
Referiu que "existem muitos boatos" sobre os acontecimentos de 11 de Fevereiro, e que em Lospalos (leste do país) muitas pessoas que nunca tinham visto o DVD em que o major Alfredo Reinado o acusava de ter sido o responsável pela crise em 2006 estão agora a visioná-lo.
"Qual é a intenção?", questionou o chefe do Governo, prometendo que vai descobrir.
Xanana Gusmão afirmou ainda que a instauração do estado de sítio foi decidida para evitar a queda do Estado e deixou o aviso de que "quem quiser brincar com o Estado, o Estado vai ter com ele".
A 11 de Fevereiro, Xanana Gusmão escapou ileso a uma emboscada quando se dirigia para Díli, pouco depois de José Ramos-Horta ter sido gravemente ferido a tiro durante um ataque à sua residência na capital, durante o qual foi morto o major Alfredo Reinado.
Na sequência dos ataques, as autoridades timorenses decretaram o estado de sítio no país, com recolher obrigatório entre as 20:00 e as 06:00.
JCS/PRM.
Lusa/fim
Numa mensagem gravada para a televisão timorense, divulgada apenas em tétum e repetida hoje sem qualquer tradução, Xanana Gusmão salienta que "o Estado corria o risco de cair" e que isso não vai permitir.
"Enquanto vivo, não hei-de permitir. Seja um grupo armado ou um grupo político, eu estou aqui", afirmou.
Xanana Gusmão referiu também que prosseguem as operações para capturar os autores dos ataques de 11 de Fevereiro, que o visaram e ao Presidente da República, José Ramos-Horta, e manifestou o desejo que a população aceite esse facto.
Referiu que "existem muitos boatos" sobre os acontecimentos de 11 de Fevereiro, e que em Lospalos (leste do país) muitas pessoas que nunca tinham visto o DVD em que o major Alfredo Reinado o acusava de ter sido o responsável pela crise em 2006 estão agora a visioná-lo.
"Qual é a intenção?", questionou o chefe do Governo, prometendo que vai descobrir.
Xanana Gusmão afirmou ainda que a instauração do estado de sítio foi decidida para evitar a queda do Estado e deixou o aviso de que "quem quiser brincar com o Estado, o Estado vai ter com ele".
A 11 de Fevereiro, Xanana Gusmão escapou ileso a uma emboscada quando se dirigia para Díli, pouco depois de José Ramos-Horta ter sido gravemente ferido a tiro durante um ataque à sua residência na capital, durante o qual foi morto o major Alfredo Reinado.
Na sequência dos ataques, as autoridades timorenses decretaram o estado de sítio no país, com recolher obrigatório entre as 20:00 e as 06:00.
JCS/PRM.
Lusa/fim
Fretilin não iria reconhecer Governo de Xanana com acordo entre partidos - Mari Alkatiri
Díli, 19 Fev (Lusa) - A Fretilin não iria reconhecer o Governo de Xanana Gusmão com o acordo interpartidário que estava a ser promovido pelo Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, disse hoje à agência Lusa o secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri.
"De modo algum iríamos reconhecer o Governo. Iríamos sim cooperar com sentido de Estado para resolver os problemas que são de todos nós, que não são só problemas do Governo", afirmou Mari Alkatiri.
O líder da oposição e ex-primeiro-ministro identificou os problemas dos deslocados, de Alfredo Reinado (antes da sua morte) ou dos peticionários como "problemas do país, do Estado, que exigem que todos se juntem para resolver", posição que "não significa reconhecer o Governo".
Apesar de assumir que o acordo não implicava reconhecer o Executivo de Xanana Gusmão, Mari Alkatiri admite, contudo, que estaria disponível para uma eventual revisão da Constituição.
"Se há artigos (referentes à questão da formação do Governo) que não são claros para alguns podemos estudar isso para tornar cada vez mais claro", disse.
"A Constituição da República Democrática de Timor-Leste é para estar em vigor durante décadas ou séculos e por isso é bom que, se há artigos que criaram algum conflito, esses artigos sejam tornados claros", acrescentou Mari Alkatiri ao salintar que foi a Fretilin que escreveu o texto fundamental e que previa a sua revisão a partir de 2008.
Alkatiri confirma ainda a manifestação de vontade de Ramos-Horta em convocar eleições antecipadas para o Parlamento e chefia do Estado em 2009 e a necessidade de realizar mais algumas reuniões entre os partidos políticos para chegar a um acordo global de soluções para os problemas que afectam o país.
Nas declarações à agência Lusa, Mari Alkatiri subscreve também a posição revelada em Lisboa pelo líder do PSD, Mário Carrascalão, ao salientar ser uma "opção errada" entregar o comando das opções de captura do ex-tenente Gastão Salsinha e do seu grupo às Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL).
"Colocar as F-FDTL atrás do grupo do Salsinha vai fazer crescer o problema que já existia entre o grupo do Salsinha e as próprias F-FDTL o que significa que pode aprofundar a crise leste/oeste (lorosae/loromonu) de novo", afirmou.
O Governo timorense entregou domingo o comando das operações de busca e captura do grupo de Gastão Salsinha ao chefe do Estado-Maior General das F-FDTL, brigadeiro-general Taur Matan Ruakàs F-FDTL.
Alegadas discriminações no seio das F-FDTL a favor de naturais do leste do país estiveram na base da crise de 2006, que resultou no despedimento de cerca de 600 militares (os peticionários) pelo Governo então liderado por Mari Alkatiri, que acabou por deixar o cargo, e em confrontos que provocaram mais de 30 mortos e 150 mil desalojados.
Sobre o ataque a Xanana Gusmão, Mari Alkatiri sublinha parecer estar-se perante um "filme de ficção" porque, garante, numa "emboscada com espingardas-metralhadoras naquela curva, ninguém sairia vivo".
"Montagem! Quem o teria feito? Parece que estamos um pouco num filme de ficção", disse Mari Alkatiri ao recordar que nenhum dos veículos da comitiva do chefe do Governo tem alguma protecção especial de blindagem.
O líder da Fretilin continua também com dúvidas sobre os ataques de 11 de Fevereiro, explica que para si "não há ainda luz ao fundo do túnel" e que se fosse investigador, as "primeiras pessoas que iria questionar eram aqueles que estavam em casa de Ramos-Horta".
"Depois de ter sabido que o Alfredo (Reinado) tinha morrido uma hora antes (de Ramos-Horta ter sido ferido) tornou-se ainda mais estranho para mim", afirmou ao interrogar "quem, afinal, tentou matar José Ramos-Horta?".
JCS/PRM.
Lusa/fim
"De modo algum iríamos reconhecer o Governo. Iríamos sim cooperar com sentido de Estado para resolver os problemas que são de todos nós, que não são só problemas do Governo", afirmou Mari Alkatiri.
O líder da oposição e ex-primeiro-ministro identificou os problemas dos deslocados, de Alfredo Reinado (antes da sua morte) ou dos peticionários como "problemas do país, do Estado, que exigem que todos se juntem para resolver", posição que "não significa reconhecer o Governo".
Apesar de assumir que o acordo não implicava reconhecer o Executivo de Xanana Gusmão, Mari Alkatiri admite, contudo, que estaria disponível para uma eventual revisão da Constituição.
"Se há artigos (referentes à questão da formação do Governo) que não são claros para alguns podemos estudar isso para tornar cada vez mais claro", disse.
"A Constituição da República Democrática de Timor-Leste é para estar em vigor durante décadas ou séculos e por isso é bom que, se há artigos que criaram algum conflito, esses artigos sejam tornados claros", acrescentou Mari Alkatiri ao salintar que foi a Fretilin que escreveu o texto fundamental e que previa a sua revisão a partir de 2008.
Alkatiri confirma ainda a manifestação de vontade de Ramos-Horta em convocar eleições antecipadas para o Parlamento e chefia do Estado em 2009 e a necessidade de realizar mais algumas reuniões entre os partidos políticos para chegar a um acordo global de soluções para os problemas que afectam o país.
Nas declarações à agência Lusa, Mari Alkatiri subscreve também a posição revelada em Lisboa pelo líder do PSD, Mário Carrascalão, ao salientar ser uma "opção errada" entregar o comando das opções de captura do ex-tenente Gastão Salsinha e do seu grupo às Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL).
"Colocar as F-FDTL atrás do grupo do Salsinha vai fazer crescer o problema que já existia entre o grupo do Salsinha e as próprias F-FDTL o que significa que pode aprofundar a crise leste/oeste (lorosae/loromonu) de novo", afirmou.
O Governo timorense entregou domingo o comando das operações de busca e captura do grupo de Gastão Salsinha ao chefe do Estado-Maior General das F-FDTL, brigadeiro-general Taur Matan Ruakàs F-FDTL.
Alegadas discriminações no seio das F-FDTL a favor de naturais do leste do país estiveram na base da crise de 2006, que resultou no despedimento de cerca de 600 militares (os peticionários) pelo Governo então liderado por Mari Alkatiri, que acabou por deixar o cargo, e em confrontos que provocaram mais de 30 mortos e 150 mil desalojados.
Sobre o ataque a Xanana Gusmão, Mari Alkatiri sublinha parecer estar-se perante um "filme de ficção" porque, garante, numa "emboscada com espingardas-metralhadoras naquela curva, ninguém sairia vivo".
"Montagem! Quem o teria feito? Parece que estamos um pouco num filme de ficção", disse Mari Alkatiri ao recordar que nenhum dos veículos da comitiva do chefe do Governo tem alguma protecção especial de blindagem.
O líder da Fretilin continua também com dúvidas sobre os ataques de 11 de Fevereiro, explica que para si "não há ainda luz ao fundo do túnel" e que se fosse investigador, as "primeiras pessoas que iria questionar eram aqueles que estavam em casa de Ramos-Horta".
"Depois de ter sabido que o Alfredo (Reinado) tinha morrido uma hora antes (de Ramos-Horta ter sido ferido) tornou-se ainda mais estranho para mim", afirmou ao interrogar "quem, afinal, tentou matar José Ramos-Horta?".
JCS/PRM.
Lusa/fim
Monday, February 18, 2008
Assessora jurídica de Alfredo Reinado libertada com Termo de Identidade e Residência
Díli, 18 Fev (Lusa) - A assessora jurídica de Alfredo Reinado, Angela Pires, foi hoje libertada com Termo de Identidade e Residência (TIR) depois de ter passado uma noite detida e ter sido ouvida pelo Ministério Público de Timor-Leste, disse à agência Lusa fonte judicial.
Angela Pires, ou Angie Pires como é conhecida, foi levada para interrogatório no Ministério Público no domingo à tarde, constituída arguida e ficou detida no âmbito do processo "Reinado" que corre no Tribunal de Timor-Leste, tendo hoje sido libertada com termo de identidade e residência após ter sido ouvida pelo juiz.
Apesar de se intitular assessora jurídica, fontes em Díli sustentam que Angie Pires frequenta ainda o primeiro ano do curso de Direito de uma universidade local.
O Procurador Longuinhos Monteiro, que no domingo confirmara apenas a detenção de uma pessoa, terá ouvido pelo menos quatro pessoas entre domingo e segunda-feira mas segundo fontes judiciais contactadas pela agência Lusa apenas Angie Pires ficou detida (no domingo).
Ao longo dos próximos dias espera-se que o Ministério Público timorense prossiga interrogatórios a várias pessoas cuja identidade se desconhece mas que já terão sido notificadas pelo menos como testemunhas no processo Alfredo Reinado.
O nome de Angela Pires não constava da lista de cinco novos mandados de detenção emitidos na última quinta-feira pelo juiz do processo "Reinado" - todos (os mandados) se destinavam a militares ou polícias.
Alfredo Reinado, ex-comandante da polícia timorense, liderou há uma semana um ataque à residência particular do Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, em Díli, e acabou por ser morto pela segurança presidencial juntamente com um dos seus seguidores, Leopoldino, enquanto Gastão Salsinha, o novo líder do grupo rebelde, chefiou, no mesmo dia, o ataque à comitiva de Xanana Gusmão que se deslocava entre Balíbar e Díli.
JCS/PRM.
Lusa/fim
Angela Pires, ou Angie Pires como é conhecida, foi levada para interrogatório no Ministério Público no domingo à tarde, constituída arguida e ficou detida no âmbito do processo "Reinado" que corre no Tribunal de Timor-Leste, tendo hoje sido libertada com termo de identidade e residência após ter sido ouvida pelo juiz.
Apesar de se intitular assessora jurídica, fontes em Díli sustentam que Angie Pires frequenta ainda o primeiro ano do curso de Direito de uma universidade local.
O Procurador Longuinhos Monteiro, que no domingo confirmara apenas a detenção de uma pessoa, terá ouvido pelo menos quatro pessoas entre domingo e segunda-feira mas segundo fontes judiciais contactadas pela agência Lusa apenas Angie Pires ficou detida (no domingo).
Ao longo dos próximos dias espera-se que o Ministério Público timorense prossiga interrogatórios a várias pessoas cuja identidade se desconhece mas que já terão sido notificadas pelo menos como testemunhas no processo Alfredo Reinado.
O nome de Angela Pires não constava da lista de cinco novos mandados de detenção emitidos na última quinta-feira pelo juiz do processo "Reinado" - todos (os mandados) se destinavam a militares ou polícias.
Alfredo Reinado, ex-comandante da polícia timorense, liderou há uma semana um ataque à residência particular do Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, em Díli, e acabou por ser morto pela segurança presidencial juntamente com um dos seus seguidores, Leopoldino, enquanto Gastão Salsinha, o novo líder do grupo rebelde, chefiou, no mesmo dia, o ataque à comitiva de Xanana Gusmão que se deslocava entre Balíbar e Díli.
JCS/PRM.
Lusa/fim
Assessora jurídica de Alfredo Reinado detida - fonte judicial
Díli, 17 Fev (Lusa) - A assessora legal de Alfredo Reinado, Angela Pires, foi hoje detida por ordem do Ministério Público de Timor-Leste e é arguida no processo que envolvia o ex-militar, morto segunda-feira quando atacava a residência de José Ramos-Horta.
Fonte judicial disse à agência Lusa que Angelita Pires, ou Angie Pires como é conhecida, foi levada para interrogatório na tarde de hoje, constituida arguida e ficou detida.
Ao início da tarde, o Procurador-Geral da República de Timor-Leste, Longuinhos Monteiro, disse aos jornalistas que uma pessoa tinha sido "detida" no âmbito do processo "Reinado" e que será "constituída arguída".
"Neste momento foram notificadas várias (pessoas) mas vamos confirmar que esta última, depois disto (do interrogatório) será constituída arguida e depois vai ser detida", afirmou Longuinhos Monteiro à porta do Palácio do Governo quando decorria uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros.
O Conselho de Ministros de hoje encarregou as Falintil - Forças de Defesa de Timor-Leste e a Polícia Nacional das operações de busca e detenção do grupo rebelde, agora liderado por Gastão Salsinha.
O Procurador acrescentou ainda que várias pessoas serão notificadas para interrogatório no âmbito do processo "Reinado".
O nome de Ângela Pires não constava da lista de cinco novos mandados de detenção emitidos quinta-feira pelo juiz do processo "Reinado", já que todos (os mandados) se destinavam a militares ou polícias.
Alfredo Reinado liderou segunda-feira um ataque à residência particular do presidente Ramos-Horta em Díli no qual acabaria morto tal como o seu companheiro Leopoldino, enquanto que Gastão Salsinha, o novo líder do grupo rebelde, orientou o ataque à comitiva de Xanana Gusmão que se deslocava entre Balíbar e Díli.
Na sequência do ataque à sua casa particular, o presidente timorense ficou gravemente ferido.
Angie Pires é prima da ministra das Financas do Governo timorense, Emilia Pires.
JCS/PRM.
Lusa/fim
Fonte judicial disse à agência Lusa que Angelita Pires, ou Angie Pires como é conhecida, foi levada para interrogatório na tarde de hoje, constituida arguida e ficou detida.
Ao início da tarde, o Procurador-Geral da República de Timor-Leste, Longuinhos Monteiro, disse aos jornalistas que uma pessoa tinha sido "detida" no âmbito do processo "Reinado" e que será "constituída arguída".
"Neste momento foram notificadas várias (pessoas) mas vamos confirmar que esta última, depois disto (do interrogatório) será constituída arguida e depois vai ser detida", afirmou Longuinhos Monteiro à porta do Palácio do Governo quando decorria uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros.
O Conselho de Ministros de hoje encarregou as Falintil - Forças de Defesa de Timor-Leste e a Polícia Nacional das operações de busca e detenção do grupo rebelde, agora liderado por Gastão Salsinha.
O Procurador acrescentou ainda que várias pessoas serão notificadas para interrogatório no âmbito do processo "Reinado".
O nome de Ângela Pires não constava da lista de cinco novos mandados de detenção emitidos quinta-feira pelo juiz do processo "Reinado", já que todos (os mandados) se destinavam a militares ou polícias.
Alfredo Reinado liderou segunda-feira um ataque à residência particular do presidente Ramos-Horta em Díli no qual acabaria morto tal como o seu companheiro Leopoldino, enquanto que Gastão Salsinha, o novo líder do grupo rebelde, orientou o ataque à comitiva de Xanana Gusmão que se deslocava entre Balíbar e Díli.
Na sequência do ataque à sua casa particular, o presidente timorense ficou gravemente ferido.
Angie Pires é prima da ministra das Financas do Governo timorense, Emilia Pires.
JCS/PRM.
Lusa/fim
"La Sama" Araújo anuncia chegada de elementos do FBI para ajudar nas "investigações criminais"
Díli, 18 Fev (Lusa) - O presidente em exercício de Timor-Leste, Fernando “La Sama” Araújo, anunciou hoje a chegada, terça-feira, ao país de elementos do FBI norte-americano para cooperarem com a Procuradoria-geral da República nas “investigações criminais” aos atentados de segunda-feira.
Em conferência de imprensa, “La Sama” Araújo, que substitui Ramos Horta, que se encontra na Austrália a recuperar dos sofrimentos sofridos no atentado de segunda-feira, disse ainda “que não há mais diálogo” com o grupo de revoltosos agora liderados pelo ex-tenente Gastão Salsinha.
Em declarações à BBC no final da semana passada, Salsinha tinha anunciado que passara a liderar o grupo de militares revoltosos depois da morte de Alfredo Reinado no ataque à residência do presidente timorense.
“La Sama” Araújo apelou ainda à rendição do grupo de militares revoltosos.
O presidente e o primeiro-ministro timorenses, Ramos Horta e Xanana Gusmão, respectivamente, foram alvo de dois atentados separados na segunda-feira, durante os quais o chefe de Estado foi atingido, que resultaram na morte de Alfredo Reinado, o líder dos militares revoltosos.
PRM/JCS
Lusa/fim
Em conferência de imprensa, “La Sama” Araújo, que substitui Ramos Horta, que se encontra na Austrália a recuperar dos sofrimentos sofridos no atentado de segunda-feira, disse ainda “que não há mais diálogo” com o grupo de revoltosos agora liderados pelo ex-tenente Gastão Salsinha.
Em declarações à BBC no final da semana passada, Salsinha tinha anunciado que passara a liderar o grupo de militares revoltosos depois da morte de Alfredo Reinado no ataque à residência do presidente timorense.
“La Sama” Araújo apelou ainda à rendição do grupo de militares revoltosos.
O presidente e o primeiro-ministro timorenses, Ramos Horta e Xanana Gusmão, respectivamente, foram alvo de dois atentados separados na segunda-feira, durante os quais o chefe de Estado foi atingido, que resultaram na morte de Alfredo Reinado, o líder dos militares revoltosos.
PRM/JCS
Lusa/fim
Substituição de Ramos-Horta na chefia do Estado sem limite temporal
Díli, 17 Fev (Lusa) - A substituição de José Ramos-Horta na Presidência de Timor-Leste pode prolongar-se no tempo, sem prazo, até que esteja completamente restabelecido dos ferimentos sofridos no ataque de segunda-feira contra a sua residência, disse à Lusa um jurista em Díli.
De acordo com a Constituição da República timorense, a substituição do chefe de Estado pelo presidente do Parlamento Nacional não está limitada no tempo e uma eventual eleição intercalar teria de ser precedida de um processo de declaração de incapacidade permanente por parte do Supremo Tribunal de Justiça do país, explicou o jurista.
No artigo 82º da Constituição, referente à morte, renúncia ou incapacidade permanente do Presidente da República, está estipulado um prazo de 90 dias para a eleição de um novo chefe de Estado, que conta a partir da "verificação ou declaração" de incapacidade.
Excepcionalmente, como refere o artigo 83º apontando um caso em que a morte, renúncia ou incapacidade permanente ocorram na "pendência de situações excepcionais de guerra ou emergência prolongada" ou por "insuperável dificuldade de ordem técnica ou material, a definir por lei, que impossibilitem a realização da eleição", o novo chefe de Estado é escolhido entre os membros do Parlamento Nacional, mas apenas cumpre o "tempo remanescente" do mandato interrompido, podendo, contudo, candidatar-se nas novas eleições.
No caso de Ramos-Horta, aplica-se então o artigo 84º referente a casos de impedimento temporário, em que o Presidente da República é substituído pelo presidente do Parlamento Nacional, a segunda figura do Estado, ou no caso de impedimento deste - como aconteceu com Fernando "La Sama" de Araújo que se encontrava de visita oficial a Lisboa - pelo seu substituto.
Ao assumir interinamente a chefia do Estado, o mandato do presidente do Parlamento Nacional fica "automaticamente suspenso durante o tempo que exerce por substituição ou interinamente o cargo de Presidente da República".
Desde quarta-feira, dia em que regressou a Díli, Fernando "La Sama" de Araújo é o Presidente da República interino de Timor-Leste, em virtude de José Ramos-Horta estar temporariamente incapacitado devido aos ferimentos provocados pelo ataque à sua residência pelo grupo liderado por Alfredo Reinado.
Ramos-Horta está internado num hospital de Darwin, norte da Austrália, para tratamento dos ferimentos e segundo os médicos australianos, a sua completa recuperação poderá demorar cerca de seis meses.
JCS/PRM.
Lusa/fim
De acordo com a Constituição da República timorense, a substituição do chefe de Estado pelo presidente do Parlamento Nacional não está limitada no tempo e uma eventual eleição intercalar teria de ser precedida de um processo de declaração de incapacidade permanente por parte do Supremo Tribunal de Justiça do país, explicou o jurista.
No artigo 82º da Constituição, referente à morte, renúncia ou incapacidade permanente do Presidente da República, está estipulado um prazo de 90 dias para a eleição de um novo chefe de Estado, que conta a partir da "verificação ou declaração" de incapacidade.
Excepcionalmente, como refere o artigo 83º apontando um caso em que a morte, renúncia ou incapacidade permanente ocorram na "pendência de situações excepcionais de guerra ou emergência prolongada" ou por "insuperável dificuldade de ordem técnica ou material, a definir por lei, que impossibilitem a realização da eleição", o novo chefe de Estado é escolhido entre os membros do Parlamento Nacional, mas apenas cumpre o "tempo remanescente" do mandato interrompido, podendo, contudo, candidatar-se nas novas eleições.
No caso de Ramos-Horta, aplica-se então o artigo 84º referente a casos de impedimento temporário, em que o Presidente da República é substituído pelo presidente do Parlamento Nacional, a segunda figura do Estado, ou no caso de impedimento deste - como aconteceu com Fernando "La Sama" de Araújo que se encontrava de visita oficial a Lisboa - pelo seu substituto.
Ao assumir interinamente a chefia do Estado, o mandato do presidente do Parlamento Nacional fica "automaticamente suspenso durante o tempo que exerce por substituição ou interinamente o cargo de Presidente da República".
Desde quarta-feira, dia em que regressou a Díli, Fernando "La Sama" de Araújo é o Presidente da República interino de Timor-Leste, em virtude de José Ramos-Horta estar temporariamente incapacitado devido aos ferimentos provocados pelo ataque à sua residência pelo grupo liderado por Alfredo Reinado.
Ramos-Horta está internado num hospital de Darwin, norte da Austrália, para tratamento dos ferimentos e segundo os médicos australianos, a sua completa recuperação poderá demorar cerca de seis meses.
JCS/PRM.
Lusa/fim
Saturday, February 16, 2008
Operacao "Limpeza"
Díli, 16 Fev (Lusa) - O brigadeiro-general Taur Matan Ruak, chefe do Estado-Maior-general das Forças Armadas timorenses, confirmou hoje a realização de uma operação de "caça ao homem" perto de Díli e apelou aos políticos "para não se preocuparem com assuntos mesquinhos partidários".
Taur Matan Ruak anunciou que as Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) efectuaram quinta-feira uma operação, denominada "Limpeza", de captura do grupo agora liderado pelo ex-tenente Gastão Salsinha, tal como a Agência Lusa noticiou sexta-feira.
"Foi a primeira vez que o Estado timorense autorizou uma operação autónoma das F-FDTL", explicou o brigadeiro-general Ruak.
Um duplo ataque aconteceu segunda-feira à residência do presidente timorense, José Ramos-Horta, a leste de Díli, sob a liderança do major Alfredo Reinado, e, um pouco mais tarde, a sul da capital, à coluna onde seguia o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, por um grupo chefiado pelo ex-tenente Gastão Salsinha.
No primeiro ataque, em que o chefe de Estado ficou gravemente ferido, foi morto Alfredo Reinado e um dos seus homens, mas o resto do grupo pôs-se em fuga "nessa mesma noite para Dare", nas montanhas a sul de Díli, afirmou o brigadeiro-general.
Segundo Taur Matan Ruak, as F-FDTL lançaram a operação de busca na área de Meti-hau e Becora mas não conseguiram capturar ninguém porque não tinham mandados de busca que permitissem aos militares entrar dentro das casas.
"Vamos pedir mandados para entrar dentro e em redor das casas", afirmou hoje o brigadeiro-general Ruak numa conferência de imprensa realizada na Base Naval de Hera, a leste de Díli.
"Alguma coisa não está bem", acrescentou o brigadeiro-general Ruak sobre o apoio da população ao grupo que é agora chefiado pelo líder dos peticionários das Forças Armadas, o ex-tenente Gastão Salsinha.
"Não prometo apanhar Salsinha, o que estamos a fazer é aplicar um mandado do Ministério Público", explicou o brigadeiro-general Ruak.
"Não lhes peço para se renderem, mas para encontrarem uma solução pacífica para esta situação", respondeu ainda o brigadeiro-general Taur Matan Ruak perante a insistência dos jornalistas sobre as regras operacionais das F-FDTL nas buscas dos suspeitos.
O CEMGFA timorense deixou três apelos, aos políticos, aos jovens e à população.
Aos políticos, pediu que "não se preocupassem com assuntos mesquinhos partidários" e "para se unirem em torno dos grandes interesses nacionais, a democracia e a liberdade" por que os timorenses lutaram "tanto tempo".
Aos jovens, "que podem comprometer o futuro do país", Taur matan Ruak pediu que não seguissem figuras que põem em causa a paz e a estabilidade do país.
À população, o CEMGFA avisou que a cobertura do grupo de gastão Salsinha "não conduzirá a nada e põe em risco a sua segurança".
"Não é bom fazerem isso. Só contribuem para o agravamento da situação", alertou o militar.
Taur Matan Ruak dirigiu-se também aos peticionários: "Não hesitem, decidam, o Estado está aberto a uma solução".
Ao grupo de Gastão Salsinha, o brigadeiro-general pediu que "reflicta sobre toda a situação e ganhe coragem" para se entregar.
PRM/JCS
Lusa/fim
Taur Matan Ruak anunciou que as Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) efectuaram quinta-feira uma operação, denominada "Limpeza", de captura do grupo agora liderado pelo ex-tenente Gastão Salsinha, tal como a Agência Lusa noticiou sexta-feira.
"Foi a primeira vez que o Estado timorense autorizou uma operação autónoma das F-FDTL", explicou o brigadeiro-general Ruak.
Um duplo ataque aconteceu segunda-feira à residência do presidente timorense, José Ramos-Horta, a leste de Díli, sob a liderança do major Alfredo Reinado, e, um pouco mais tarde, a sul da capital, à coluna onde seguia o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, por um grupo chefiado pelo ex-tenente Gastão Salsinha.
No primeiro ataque, em que o chefe de Estado ficou gravemente ferido, foi morto Alfredo Reinado e um dos seus homens, mas o resto do grupo pôs-se em fuga "nessa mesma noite para Dare", nas montanhas a sul de Díli, afirmou o brigadeiro-general.
Segundo Taur Matan Ruak, as F-FDTL lançaram a operação de busca na área de Meti-hau e Becora mas não conseguiram capturar ninguém porque não tinham mandados de busca que permitissem aos militares entrar dentro das casas.
"Vamos pedir mandados para entrar dentro e em redor das casas", afirmou hoje o brigadeiro-general Ruak numa conferência de imprensa realizada na Base Naval de Hera, a leste de Díli.
"Alguma coisa não está bem", acrescentou o brigadeiro-general Ruak sobre o apoio da população ao grupo que é agora chefiado pelo líder dos peticionários das Forças Armadas, o ex-tenente Gastão Salsinha.
"Não prometo apanhar Salsinha, o que estamos a fazer é aplicar um mandado do Ministério Público", explicou o brigadeiro-general Ruak.
"Não lhes peço para se renderem, mas para encontrarem uma solução pacífica para esta situação", respondeu ainda o brigadeiro-general Taur Matan Ruak perante a insistência dos jornalistas sobre as regras operacionais das F-FDTL nas buscas dos suspeitos.
O CEMGFA timorense deixou três apelos, aos políticos, aos jovens e à população.
Aos políticos, pediu que "não se preocupassem com assuntos mesquinhos partidários" e "para se unirem em torno dos grandes interesses nacionais, a democracia e a liberdade" por que os timorenses lutaram "tanto tempo".
Aos jovens, "que podem comprometer o futuro do país", Taur matan Ruak pediu que não seguissem figuras que põem em causa a paz e a estabilidade do país.
À população, o CEMGFA avisou que a cobertura do grupo de gastão Salsinha "não conduzirá a nada e põe em risco a sua segurança".
"Não é bom fazerem isso. Só contribuem para o agravamento da situação", alertou o militar.
Taur Matan Ruak dirigiu-se também aos peticionários: "Não hesitem, decidam, o Estado está aberto a uma solução".
Ao grupo de Gastão Salsinha, o brigadeiro-general pediu que "reflicta sobre toda a situação e ganhe coragem" para se entregar.
PRM/JCS
Lusa/fim
... é "urgente" que façam cumprir os mandados de captura do grupo do major Alfredo Reinado.
Díli, 15 Fev (Lusa) - O juiz do processo de Alfredo Reinado escreveu hoje aos comandantes das forças de segurança internacionais em Timor-Leste afirmando que é "urgente" que façam cumprir os mandados de captura do grupo do major Alfredo Reinado.
O despacho, a que a Agência Lusa teve acesso, é dirigido aos comandantes das Forças de Estabilização Internacionais (ISF), brigadeiro James Baker, e da Polícia das Nações Unidas (UNPol), comissário Rodolfo Tor.
"É urgente que a UNPOL e as ISF diligenciem pelo cumprimento dos mandados de detenção em relação aos arguidos em fuga", escreve o juiz português Ivo Rosa no despacho, com data de hoje.
O juiz do processo de Alfredo Reinado recorda aos dois comandantes a longa cronologia do caso judicial e a insistência do magistrado para o cumprimento dos mandados de captura, que eram inicialmente 17.
Cinco novos mandados de captura foram emitidos quinta-feira em relação aos suspeitos do duplo ataque de segunda-feira contra o presidente e o primeiro-ministro timorenses, incluindo um em nome do antigo tenente Gastão Salsinha, líder dos peticionários das Forças Armadas em 2006.
Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar, desencadeou segunda-feira um ataque contra a residência do Presidente da República, José Ramos-Horta, que ficou ferido no tiroteio, e, com um grupo comandado por Gastão Salsinha, contra a coluna em que seguia o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, que escapou ileso.
No ataque foram mortos Alfredo Reinado e um dos elementos do seu grupo, Leopoldino Mendonça Exposto.
Com dois dos arguidos no processo em prisão preventiva, falta cumprir 13 mandados de captura.
O juiz Ivo Rosa recorda no despacho as muitas diligências que efectuou junto das ISF e da UNPol, por vezes deixadas "sem resposta" pelos respectivos comandantes.
"As forças australianas, por força dos acordos celebrados com Timor-Leste, não estão ao serviço do governo ou de quem quer que seja, mas sim do Estado de Timor-Leste", declara o juiz internacional.
O juiz cita, a propósito, o acordo trilateral celebrado a 26 de Janeiro de 2007, entre o governo de Timor-Leste, o governo da Austrália e a Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT).
Nesse acordo "ficou consagrado que as ISF deverão cooperar com a UNMIT no sentido da manutenção da estabilidade e segurança prestando assistência técnica e militar", refere o magistrado.
"Neste país, as decisões judiciais são de cumprimento obrigatório e vinculam todas as entidades", escreve também o juiz português.
"Ao longo de mais de um ano, o Tribunal (de Díli) insistiu de forma continuada, junto da UNPOL e das ISF, pelo cumprimento da decisão judicial, informou de forma pormenorizada do carácter obrigatório das decisões judiciais e alertou para as consequências do não cumprimento", nota o juiz Ivo Rosa.
O magistrado fala "em particular no perigo que os arguidos representavam e representam para a estabilidade do país e segurança das pessoas".
Com o duplo ataque de segunda-feira, "mostra-se reforçado o perigo de continuação da actividade criminosa e de perturbação da ordem e tranquilidade públicas, estando, deste modo, reforçados os perigos enunciados" em relação ao antigo grupo de Alfredo Reinado.
Dos muitos despachos pedindo o cumprimento dos mandados de captura, o juiz Ivo Rosa cita algumas respostas, como a carta remetida pela missão internacional na qual afirma que o comissário-chefe da UNPol é membro da UNMIT "e, por esse motivo, goza de imunidade".
"A imunidade conferida aos funcionários da ONU, não significa impunidade, irresponsabilidade, nem confere aos mesmos o poder de deixar de cumprir as suas funções nem as ordens provenientes dos órgãos de soberania de Timor-Leste", emendou o magistrado.
PRM/JCS
Lusa/Fim
O despacho, a que a Agência Lusa teve acesso, é dirigido aos comandantes das Forças de Estabilização Internacionais (ISF), brigadeiro James Baker, e da Polícia das Nações Unidas (UNPol), comissário Rodolfo Tor.
"É urgente que a UNPOL e as ISF diligenciem pelo cumprimento dos mandados de detenção em relação aos arguidos em fuga", escreve o juiz português Ivo Rosa no despacho, com data de hoje.
O juiz do processo de Alfredo Reinado recorda aos dois comandantes a longa cronologia do caso judicial e a insistência do magistrado para o cumprimento dos mandados de captura, que eram inicialmente 17.
Cinco novos mandados de captura foram emitidos quinta-feira em relação aos suspeitos do duplo ataque de segunda-feira contra o presidente e o primeiro-ministro timorenses, incluindo um em nome do antigo tenente Gastão Salsinha, líder dos peticionários das Forças Armadas em 2006.
Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar, desencadeou segunda-feira um ataque contra a residência do Presidente da República, José Ramos-Horta, que ficou ferido no tiroteio, e, com um grupo comandado por Gastão Salsinha, contra a coluna em que seguia o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, que escapou ileso.
No ataque foram mortos Alfredo Reinado e um dos elementos do seu grupo, Leopoldino Mendonça Exposto.
Com dois dos arguidos no processo em prisão preventiva, falta cumprir 13 mandados de captura.
O juiz Ivo Rosa recorda no despacho as muitas diligências que efectuou junto das ISF e da UNPol, por vezes deixadas "sem resposta" pelos respectivos comandantes.
"As forças australianas, por força dos acordos celebrados com Timor-Leste, não estão ao serviço do governo ou de quem quer que seja, mas sim do Estado de Timor-Leste", declara o juiz internacional.
O juiz cita, a propósito, o acordo trilateral celebrado a 26 de Janeiro de 2007, entre o governo de Timor-Leste, o governo da Austrália e a Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT).
Nesse acordo "ficou consagrado que as ISF deverão cooperar com a UNMIT no sentido da manutenção da estabilidade e segurança prestando assistência técnica e militar", refere o magistrado.
"Neste país, as decisões judiciais são de cumprimento obrigatório e vinculam todas as entidades", escreve também o juiz português.
"Ao longo de mais de um ano, o Tribunal (de Díli) insistiu de forma continuada, junto da UNPOL e das ISF, pelo cumprimento da decisão judicial, informou de forma pormenorizada do carácter obrigatório das decisões judiciais e alertou para as consequências do não cumprimento", nota o juiz Ivo Rosa.
O magistrado fala "em particular no perigo que os arguidos representavam e representam para a estabilidade do país e segurança das pessoas".
Com o duplo ataque de segunda-feira, "mostra-se reforçado o perigo de continuação da actividade criminosa e de perturbação da ordem e tranquilidade públicas, estando, deste modo, reforçados os perigos enunciados" em relação ao antigo grupo de Alfredo Reinado.
Dos muitos despachos pedindo o cumprimento dos mandados de captura, o juiz Ivo Rosa cita algumas respostas, como a carta remetida pela missão internacional na qual afirma que o comissário-chefe da UNPol é membro da UNMIT "e, por esse motivo, goza de imunidade".
"A imunidade conferida aos funcionários da ONU, não significa impunidade, irresponsabilidade, nem confere aos mesmos o poder de deixar de cumprir as suas funções nem as ordens provenientes dos órgãos de soberania de Timor-Leste", emendou o magistrado.
PRM/JCS
Lusa/Fim
Friday, February 15, 2008
`Always look after yourself and the kids'
The Australian (Australia)
February 15, 2008 Friday
`Always look after yourself and the kids'
Paige Taylor
THE day before rebel leader Alfredo Reinado was killed in a gun
battle at the home of East Timor's President, he phoned his wife in
Perth and made her promise she would always look after herself and
their four children.
Maria Reinado yesterday told of her grief at the loss of her husband,
a former Perth shipyard worker who once swore she would never become
a young widow. ``It is hard for me to help (our children) to
understand that he is gone,'' she told The Australian in a written statement.
``They tell me that dad is still alive and not to believe the TV. I
encourage the kids to cry out loud, and remind them of the daily
horrible nightmare -- to hide reality would be foolish.''
Ms Reinado, 30, was not at her husband's funeral in East Timor
yesterday. Friends believe it is too dangerous for her to return even
briefly to the country where her husband has been a central figure in
violence and political unrest.
But Ms Reinado's pleas for permanent protection in Australia have
been rejected and she and her children will be forced back to East
Timor unless Immigration Minister Chris Evans intervenes.
Neither Ms Reinado nor her advocates would discuss her case, but
former Jesuit Refugee Service director Frank Brennan said Senator
Evans would be unwise to force the widow or her children to live in
East Timor. ``We should not force anyone to return there at this
time, especially if they are related to persons identified with the
causes of the emergency and instability,'' he said.
The Reinado family was living in Dili in May 2006, and Ms Reinado was
pregnant with the couple's fourth child, Felicity, when Reinado
abandoned his military barracks and joined hundreds of armed rebels
in the hills.
He never met his youngest child; as mob violence escalated in the
capital, Ms Reinado fled to their former home town of Perth with
their children, Billy, Donovan and Tiffany. ``The children spoke to
Alfredo almost every night, they had a close relationship,'' Ms
Reinado said in the statement released through the West Australian
Uniting Church's justice and mission consultant, Rosemary Hudson Miller.
``Alfredo encouraged me to be strong for the kids. Sometimes I would
cry alone at night so the children wouldn't see me be weak.''
Ms Reinado was introduced to her future husband by her brother
``Afri'' on her 15th birthday in 1992 and their romance began a month
later. Their son Billy was a baby when they married on May 24, 1995
and their ``honeymoon'' was aboard a friend's fishing vessel Reinado
captained to Darwin with 15 other asylum-seekers.
They lived in Melbourne, Perth and Darwin over the next four years,
and their son Donovan was born in Australia.
``In our last conversation, he asked me to promise him that I would
look after myself and our children,'' Ms Reinado said.
``He promised me once that I would never become a young widow and now
he is gone. I will not break my promise to him.''
February 15, 2008 Friday
`Always look after yourself and the kids'
Paige Taylor
THE day before rebel leader Alfredo Reinado was killed in a gun
battle at the home of East Timor's President, he phoned his wife in
Perth and made her promise she would always look after herself and
their four children.
Maria Reinado yesterday told of her grief at the loss of her husband,
a former Perth shipyard worker who once swore she would never become
a young widow. ``It is hard for me to help (our children) to
understand that he is gone,'' she told The Australian in a written statement.
``They tell me that dad is still alive and not to believe the TV. I
encourage the kids to cry out loud, and remind them of the daily
horrible nightmare -- to hide reality would be foolish.''
Ms Reinado, 30, was not at her husband's funeral in East Timor
yesterday. Friends believe it is too dangerous for her to return even
briefly to the country where her husband has been a central figure in
violence and political unrest.
But Ms Reinado's pleas for permanent protection in Australia have
been rejected and she and her children will be forced back to East
Timor unless Immigration Minister Chris Evans intervenes.
Neither Ms Reinado nor her advocates would discuss her case, but
former Jesuit Refugee Service director Frank Brennan said Senator
Evans would be unwise to force the widow or her children to live in
East Timor. ``We should not force anyone to return there at this
time, especially if they are related to persons identified with the
causes of the emergency and instability,'' he said.
The Reinado family was living in Dili in May 2006, and Ms Reinado was
pregnant with the couple's fourth child, Felicity, when Reinado
abandoned his military barracks and joined hundreds of armed rebels
in the hills.
He never met his youngest child; as mob violence escalated in the
capital, Ms Reinado fled to their former home town of Perth with
their children, Billy, Donovan and Tiffany. ``The children spoke to
Alfredo almost every night, they had a close relationship,'' Ms
Reinado said in the statement released through the West Australian
Uniting Church's justice and mission consultant, Rosemary Hudson Miller.
``Alfredo encouraged me to be strong for the kids. Sometimes I would
cry alone at night so the children wouldn't see me be weak.''
Ms Reinado was introduced to her future husband by her brother
``Afri'' on her 15th birthday in 1992 and their romance began a month
later. Their son Billy was a baby when they married on May 24, 1995
and their ``honeymoon'' was aboard a friend's fishing vessel Reinado
captained to Darwin with 15 other asylum-seekers.
They lived in Melbourne, Perth and Darwin over the next four years,
and their son Donovan was born in Australia.
``In our last conversation, he asked me to promise him that I would
look after myself and our children,'' Ms Reinado said.
``He promised me once that I would never become a young widow and now
he is gone. I will not break my promise to him.''
Feature-East Timor Athletes Face Obstacles in Olympics Bid
By Tito Belo
DILI, Feb 13 (Reuters) - East Timor athletes training for the
Olympics face obstacles that range from a lack of cash to buy even
basic equipment to sporadic gang violence and fears of chaos
following an assassination attempt against President Jose Ramos-Horta.
East Timor was plunged into a fresh crisis on Monday when rebel
gunmen shot Ramos-Horta, a 1996 Nobel Peace Prize winner, and riddled
Prime Minister Xanana Gusmao's car with bullets. Ramos-Horta is in
serious condition in an Australian hospital, while Gusmao narrowly
escaped the gunmen's bullets.
The violence may further hamper preparations by marathon runners who
hope to represent Asia's youngest nation at the Olympics in August.
East Timor runners training for the Games have already discovered
that the road to Beijing is paved with obstacles.
"Based on our programme, training should be done every day but
sporadic incidents like gangs throwing rocks on the street makes us
afraid," said Antonio Soares Xavier, who was conducting a training
session with athletes in the capital Dili.
Factional bloodshed two years ago killed 37 people and drove 150,000
from their homes, with foreign troops needed to restore order and
setting back development in what was already one of the world's
poorest nations.
A new state of emergency declared after the shooting of Ramos-Horta,
gang violence, vandalism and arson still persist. An unemployment
rate estimated at about 50 percent has helped fan a gang culture
among bored youths.
Trainer Xavier said that 42 athletes, some of whom are living in
camps for displaced people dotted around the capital after their
houses were torched, were trying to train for events ranging from 100
metres to the marathon.
He conceded that it was a tough job.
"We haven't got the funds for athletes' needs such as training kit,
food and training centres."
Despite the difficult circumstances, he paid tribute to the
commitment of the athletes.
"I think some of our athletes are ready to compete in any
competition, they are ready physically and in terms of discipline."
SPONSOR ATHLETES
East Timor voted in 1999 to break away from more than 23 years of
Indonesian rule in a violence-marred referendum.
The nation of about 1 million people became fully independent in 2002
after a period of U.N. administration but regular bouts of violence
have since revealed the fragility of the new institutions.
The president of the country's National Olympics Committee said that
East Timor had been given special dispensation to send several
athletes despite not reaching the qualifying bar.
"We are not participating because of merit or our athletes qualifying
but the Olympic movement wants to help nations which have not met the
minimum standard like East Timor and Samoa to participate," said Joao
Carascalao, adding that the nation faced formidable obstacles to
raise standards.
"Athletes are not prepared well, the athletics' federation is not
functioning and the trainer is not qualified. We will not make
progress in sport if we do not change our habits."
Some athletes from the former Portuguese colony recently left to
train in Thailand, Portugal and Macau before final selection, helped
by Olympic money.
Carascalao urged the private sector and government to help
cash-strapped athletes.
"We haven't the money so the government and private sector should
sponsor East Timor athletes participating in the Olympic Games," he said.
AGEING STADIUM
"We are not just preparing athletes but also preparing sports
infrastructure, we really need the government to help build sports
facilities in East Timor," said Carascalao.
He said that Olympic money was also helping to rehabilitate the
ageing Indonesian-built stadium in Dili.
Last year, East Timor's soccer side had to play a World Cup
qualifying match against Hong Kong in Bali because the stadium did
not meet international standards.
Marathon athlete Aguida Fatima Amaral, 38, who works as a civil
servant, said she was waiting to see if she was picked to compete in Beijing.
"If I do not qualify it will give a chance to the new generation to
represent East Timor," said Amaral while training with other athletes
in Tasi-Tolu Comoro, west of Dili.
Amaral made an emotional debut in the 2000 Olympics in Sydney under
an Olympic flag. She managed 43rd place in the marathon.
But she went on to represent her nation in the Athens Olympics and
also took part in the Asian Games and in the Arafura Games in Darwin,
Australia.
She also helped found the Laulara sports club to develop athletics in
East Timor.
Another less experienced athlete, Silvina da Conciecao, said she had
been training intensively for six months.
"I hope I will win medals at the Olympic games if I am selected,"
said the 22-year-old.
National selection for Beijing is expected to take place in mid-March.
(Writing by Ed Davies; editing by Megan Goldin)
------------------------------------------
Joyo Indonesia News Service
==== ========= ==== =======
DILI, Feb 13 (Reuters) - East Timor athletes training for the
Olympics face obstacles that range from a lack of cash to buy even
basic equipment to sporadic gang violence and fears of chaos
following an assassination attempt against President Jose Ramos-Horta.
East Timor was plunged into a fresh crisis on Monday when rebel
gunmen shot Ramos-Horta, a 1996 Nobel Peace Prize winner, and riddled
Prime Minister Xanana Gusmao's car with bullets. Ramos-Horta is in
serious condition in an Australian hospital, while Gusmao narrowly
escaped the gunmen's bullets.
The violence may further hamper preparations by marathon runners who
hope to represent Asia's youngest nation at the Olympics in August.
East Timor runners training for the Games have already discovered
that the road to Beijing is paved with obstacles.
"Based on our programme, training should be done every day but
sporadic incidents like gangs throwing rocks on the street makes us
afraid," said Antonio Soares Xavier, who was conducting a training
session with athletes in the capital Dili.
Factional bloodshed two years ago killed 37 people and drove 150,000
from their homes, with foreign troops needed to restore order and
setting back development in what was already one of the world's
poorest nations.
A new state of emergency declared after the shooting of Ramos-Horta,
gang violence, vandalism and arson still persist. An unemployment
rate estimated at about 50 percent has helped fan a gang culture
among bored youths.
Trainer Xavier said that 42 athletes, some of whom are living in
camps for displaced people dotted around the capital after their
houses were torched, were trying to train for events ranging from 100
metres to the marathon.
He conceded that it was a tough job.
"We haven't got the funds for athletes' needs such as training kit,
food and training centres."
Despite the difficult circumstances, he paid tribute to the
commitment of the athletes.
"I think some of our athletes are ready to compete in any
competition, they are ready physically and in terms of discipline."
SPONSOR ATHLETES
East Timor voted in 1999 to break away from more than 23 years of
Indonesian rule in a violence-marred referendum.
The nation of about 1 million people became fully independent in 2002
after a period of U.N. administration but regular bouts of violence
have since revealed the fragility of the new institutions.
The president of the country's National Olympics Committee said that
East Timor had been given special dispensation to send several
athletes despite not reaching the qualifying bar.
"We are not participating because of merit or our athletes qualifying
but the Olympic movement wants to help nations which have not met the
minimum standard like East Timor and Samoa to participate," said Joao
Carascalao, adding that the nation faced formidable obstacles to
raise standards.
"Athletes are not prepared well, the athletics' federation is not
functioning and the trainer is not qualified. We will not make
progress in sport if we do not change our habits."
Some athletes from the former Portuguese colony recently left to
train in Thailand, Portugal and Macau before final selection, helped
by Olympic money.
Carascalao urged the private sector and government to help
cash-strapped athletes.
"We haven't the money so the government and private sector should
sponsor East Timor athletes participating in the Olympic Games," he said.
AGEING STADIUM
"We are not just preparing athletes but also preparing sports
infrastructure, we really need the government to help build sports
facilities in East Timor," said Carascalao.
He said that Olympic money was also helping to rehabilitate the
ageing Indonesian-built stadium in Dili.
Last year, East Timor's soccer side had to play a World Cup
qualifying match against Hong Kong in Bali because the stadium did
not meet international standards.
Marathon athlete Aguida Fatima Amaral, 38, who works as a civil
servant, said she was waiting to see if she was picked to compete in Beijing.
"If I do not qualify it will give a chance to the new generation to
represent East Timor," said Amaral while training with other athletes
in Tasi-Tolu Comoro, west of Dili.
Amaral made an emotional debut in the 2000 Olympics in Sydney under
an Olympic flag. She managed 43rd place in the marathon.
But she went on to represent her nation in the Athens Olympics and
also took part in the Asian Games and in the Arafura Games in Darwin,
Australia.
She also helped found the Laulara sports club to develop athletics in
East Timor.
Another less experienced athlete, Silvina da Conciecao, said she had
been training intensively for six months.
"I hope I will win medals at the Olympic games if I am selected,"
said the 22-year-old.
National selection for Beijing is expected to take place in mid-March.
(Writing by Ed Davies; editing by Megan Goldin)
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Joyo Indonesia News Service
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Thursday, February 14, 2008
Rudd pledges support for E Timor

Rudd pledges support for E Timor
By Anne Barker
Rudd arrives in E Timor Related Story: E Timor tense as Rudd prepares to visit Dili Prime Minister Kevin Rudd has held talks with East Timor's Prime Minister Xanana Gusmao in Dili.
Mr Rudd is on a whistlestop tour of Dili to show Australia's support for East Timor in the wake of Monday's attacks on President Jose Ramos-Horta and Mr Gusmao.
He met Mr Gusmao for nearly an hour, after which both men spoke of solidarity between the two countries and the need to protect democracy in East Timor.
Mr Gusmao, who narrowly escaped injury on Monday, said a bullet might hit a Prime Minister but it cannot penetrate the values of democracy.
Mr Rudd said it must be the ballot box and not the barrel of a gun that decides East Timor's future.
He is to fly Darwin this afternoon and hopes to visit Mr Ramos-Horta in hospital.
Mr Ramos-Horta is still recovering in Darwin Hospital.
The director of Royal Darwin Hospital's intensive care unit says Mr Ramos-Horta is expected to come out of an induced coma in the next few days.
Dr Dianne Stephens says the President is progressing well, but shrapnel from bullet wounds will not be removed.
"It's dangerous and unnecessary to remove all of the bits of shrapnel," she said.
"There are many soldiers in the world that are walking around with bits of shrapnel in their bodies."
Centenas de pessoas despediram-se de Reinado como um "herói" e "campeão
** Pedro Rosa Mendes, da Agência Lusa **
Díli, 14 Fev (Lusa) - Centenas de pessoas participaram hoje no funeral de Alfredo Reinado, no Bairro Marconi, em Díli, num cortejo sem incidentes, quase silencioso, entre a casa do seu pai por adopção e a casa do major.
Alfredo Alves Reinado, 39 anos, ex-comandante da Polícia Militar timorense, desertor das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), fugitivo à justiça desde 2006, estava acusado de crimes de homicídio, rebelião contra o Estado e posse de material de guerra.
Hoje, Alfredo Reinado foi levado a enterrar, no seu próprio quintal, por uma multidão para quem o major era, não apenas isso, ou muito mais que isso: era um "herói" e um "campeão".
Era isso que diziam muitas das faixas e estandartes exibidos pela multidão, muito jovem, que prestou homenagem ao homem que morreu segunda-feira no ataque que liderou contra a residência do Presidente da República, José Ramos-Horta.
Leopoldino Mendonça Exposto, 30 anos, também natural de Maubisse (oeste), um dos homens do grupo de Alfredo Reinado e que era co-arguido no mesmo processo, morreu no mesmo ataque que o major e teve, por isso, direito a partilhar com o chefe o velório e a campa.
Uma campa para os dois caixões foi aberta hoje no quintal da casa de Alfredo Reinado e coberta com cimento armado perante a multidão.
As pessoas, enchendo a rua, apertadas contra as grades da casa sob um calor sufocante, lançavam flores e velas para dentro de baldes de plástico que passavam sobre as suas cabeças, de mão em mão, como se lançassem moedas no fim de um espectáculo de rua.
Como já acontecera no velório, quarta-feira, houve cenas de convulsão e grande tensão entre o círculo mais restrito de Alfredo Reinado.
Num muro fronteiro, um grande retrato do major, pintado em Ermera (oeste), foi pendurado num muro. É o mesmo retrato que, em Fevereiro de 2007, apareceu na Banana Road, em Díli, depois de o major ter assaltado três postos da polícia fronteiriça.
Para o empresário Vítor Alves, o homem que cuidou como um pai de Alfredo Reinado desde os seus três anos de idade, o envolvimento no atentado que deixou José Ramos-Horta em estado crítico não diminuiu a aura do major fugitivo.
"O que está a parecer, é o que está a acontecer", respondeu Vítor Alves, fazendo um gesto para a multidão no Bairro Marconi, quando questionado sobre o impacto negativo dos ataques de segunda-feira. "Isso são provas. Amanhã, se passarem cá, continuará a vir gente na mesma".
"Nunca esperava isto. É qualquer coisa que este meu filho adoptivo deixou na juventude. É uma solidariedade, um sentimento profundo, uma crença entre a juventude e ele. Não sei medir isso", explicou Vítor Alves em português correcto, com um sotaque do Minho.
O empresário timorense é filho de um empreiteiro de Monção que, nos anos 1950, veio para Timor para realizar contratos de obras públicas.
"A sepultura de Alfredo vai ser um local de peregrinação", explicou Vítor Alves à Agência Lusa, já depois do funeral, de volta a sua casa, distante cerca de 300 metros da do seu filho adoptivo.
À sua frente, debaixo do toldo azul que protegeu o caixão de Alfredo Reinado, uma fila de jovens aproximava-se de uma fila de mesas carregadas de travessas e pratos. O banquete ia começar, em redor também de outra série de iguarias que ocupava a rua da casa de Vítor Alves.
Em Timor-Leste, a grandeza do defunto mede-se em grande medida nesta boda póstuma. Para as exéquias de Alfredo Reinado foram mortos "uns dez búfalos", explicou Vítor Alves.
Quem não soubesse, diria que tanta comida e tranquilidade seria de um banquete de casamento. Não era, mas o funeral de Alfredo Reinado teve a marca delicada, ritual, da sua agitada vida sentimental.
Vítor Alves, pai e, portanto, sogro por adopção, entregou, por tradição, uma bandeira de Timor-Leste (porque o morto era um militar) e um pano tradicional (porque o morto era seu marido) à mulher "tradicional" de Alfredo Reinado.
Houve outro pano, devido à esposa "católica" do major, que será enviado para Perth, Austrália, onde a primeira mulher de Reinado vive com os quatro filhos do casal. Não pôde estar presente, mas eram "suas" as flores de plástico que velaram a cabeceira do caixão de Reinado.
"Os panos para as viúvas são uma forma de elas recordarem o Alfredo. É como dizer: enrola o teu coração em mim, agora que morri", explicou Vítor Alves à Lusa imitando o gesto das mulheres timorenses quando enrolam o tronco num "tais".
A colocação do cimento sobre a dupla campa de Alfredo e Leopoldino continuou. Os rituais fúnebres vão também continuar. Vítor Alves deixou o quintal do seu filho, passando ao lado das quatro palmeiras que têm uma placa metálica, como se num estranho jardim botânico, dizendo "Pahotologia".
"No fundo é um jardim", comentou Vítor Alves sobre o costume das sepulturas no quintal.
O "pai" de Reinado caminhou pela rua cheia de lama, recebendo "condolências da grande família" - como diziam, em indonésio, muitas das coroas de flores e das camisolas estampadas. Ia descalço, pés no barro, como em todo o funeral. "O meu filho nasceu pobre. Esta é a última homenagem que posso dar-lhe", disse, embargado por um momento, o ex-páraquedista português.
Lusa/fim
Díli, 14 Fev (Lusa) - Centenas de pessoas participaram hoje no funeral de Alfredo Reinado, no Bairro Marconi, em Díli, num cortejo sem incidentes, quase silencioso, entre a casa do seu pai por adopção e a casa do major.
Alfredo Alves Reinado, 39 anos, ex-comandante da Polícia Militar timorense, desertor das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), fugitivo à justiça desde 2006, estava acusado de crimes de homicídio, rebelião contra o Estado e posse de material de guerra.
Hoje, Alfredo Reinado foi levado a enterrar, no seu próprio quintal, por uma multidão para quem o major era, não apenas isso, ou muito mais que isso: era um "herói" e um "campeão".
Era isso que diziam muitas das faixas e estandartes exibidos pela multidão, muito jovem, que prestou homenagem ao homem que morreu segunda-feira no ataque que liderou contra a residência do Presidente da República, José Ramos-Horta.
Leopoldino Mendonça Exposto, 30 anos, também natural de Maubisse (oeste), um dos homens do grupo de Alfredo Reinado e que era co-arguido no mesmo processo, morreu no mesmo ataque que o major e teve, por isso, direito a partilhar com o chefe o velório e a campa.
Uma campa para os dois caixões foi aberta hoje no quintal da casa de Alfredo Reinado e coberta com cimento armado perante a multidão.
As pessoas, enchendo a rua, apertadas contra as grades da casa sob um calor sufocante, lançavam flores e velas para dentro de baldes de plástico que passavam sobre as suas cabeças, de mão em mão, como se lançassem moedas no fim de um espectáculo de rua.
Como já acontecera no velório, quarta-feira, houve cenas de convulsão e grande tensão entre o círculo mais restrito de Alfredo Reinado.
Num muro fronteiro, um grande retrato do major, pintado em Ermera (oeste), foi pendurado num muro. É o mesmo retrato que, em Fevereiro de 2007, apareceu na Banana Road, em Díli, depois de o major ter assaltado três postos da polícia fronteiriça.
Para o empresário Vítor Alves, o homem que cuidou como um pai de Alfredo Reinado desde os seus três anos de idade, o envolvimento no atentado que deixou José Ramos-Horta em estado crítico não diminuiu a aura do major fugitivo.
"O que está a parecer, é o que está a acontecer", respondeu Vítor Alves, fazendo um gesto para a multidão no Bairro Marconi, quando questionado sobre o impacto negativo dos ataques de segunda-feira. "Isso são provas. Amanhã, se passarem cá, continuará a vir gente na mesma".
"Nunca esperava isto. É qualquer coisa que este meu filho adoptivo deixou na juventude. É uma solidariedade, um sentimento profundo, uma crença entre a juventude e ele. Não sei medir isso", explicou Vítor Alves em português correcto, com um sotaque do Minho.
O empresário timorense é filho de um empreiteiro de Monção que, nos anos 1950, veio para Timor para realizar contratos de obras públicas.
"A sepultura de Alfredo vai ser um local de peregrinação", explicou Vítor Alves à Agência Lusa, já depois do funeral, de volta a sua casa, distante cerca de 300 metros da do seu filho adoptivo.
À sua frente, debaixo do toldo azul que protegeu o caixão de Alfredo Reinado, uma fila de jovens aproximava-se de uma fila de mesas carregadas de travessas e pratos. O banquete ia começar, em redor também de outra série de iguarias que ocupava a rua da casa de Vítor Alves.
Em Timor-Leste, a grandeza do defunto mede-se em grande medida nesta boda póstuma. Para as exéquias de Alfredo Reinado foram mortos "uns dez búfalos", explicou Vítor Alves.
Quem não soubesse, diria que tanta comida e tranquilidade seria de um banquete de casamento. Não era, mas o funeral de Alfredo Reinado teve a marca delicada, ritual, da sua agitada vida sentimental.
Vítor Alves, pai e, portanto, sogro por adopção, entregou, por tradição, uma bandeira de Timor-Leste (porque o morto era um militar) e um pano tradicional (porque o morto era seu marido) à mulher "tradicional" de Alfredo Reinado.
Houve outro pano, devido à esposa "católica" do major, que será enviado para Perth, Austrália, onde a primeira mulher de Reinado vive com os quatro filhos do casal. Não pôde estar presente, mas eram "suas" as flores de plástico que velaram a cabeceira do caixão de Reinado.
"Os panos para as viúvas são uma forma de elas recordarem o Alfredo. É como dizer: enrola o teu coração em mim, agora que morri", explicou Vítor Alves à Lusa imitando o gesto das mulheres timorenses quando enrolam o tronco num "tais".
A colocação do cimento sobre a dupla campa de Alfredo e Leopoldino continuou. Os rituais fúnebres vão também continuar. Vítor Alves deixou o quintal do seu filho, passando ao lado das quatro palmeiras que têm uma placa metálica, como se num estranho jardim botânico, dizendo "Pahotologia".
"No fundo é um jardim", comentou Vítor Alves sobre o costume das sepulturas no quintal.
O "pai" de Reinado caminhou pela rua cheia de lama, recebendo "condolências da grande família" - como diziam, em indonésio, muitas das coroas de flores e das camisolas estampadas. Ia descalço, pés no barro, como em todo o funeral. "O meu filho nasceu pobre. Esta é a última homenagem que posso dar-lhe", disse, embargado por um momento, o ex-páraquedista português.
Lusa/fim
O estranho costume de sepultar no quintal das casas
Díli, 14 Fev (Lusa) - Alfredo Reinado foi hoje sepultado na sua residência em Díli num hábito enraizado na população timorense que a própria Igreja Católica já tentou combater sem êxito, como explicou à agência Lusa o bispo D. Basílio do Nascimento.
Em muitos quintais de Timor-Leste é comum encontrar sepulturas, mas questionado se o hábito de algumas famílias é uma tradição, D. Basílio do Nascimento considera que "não", mas dá uma explicação histórica.
"Antigamente, os que não eram baptizados não tinham direito à salvação e por isso eram sepultados em terrenos baldios. Mas as famílias começaram a optar por enterrar as pessoas nos quintais das casas em vez de estarem a deixar num terreno qualquer", explicou o bispo de Baucau.
Mais tarde, foram ainda criados cemitérios para não baptizados, acrescentou.
Actualmente, segundo D. Basílio do Nascimento, algumas pessoas optam por enterrar os seus familiares no jardim ou quintal porque acham que assim "estão mais perto deles e podem cuidar melhor da campa".
O prelado explicou também que em meados dos anos 1990, o então administrador apostólico de Díli, D. Carlos Ximenes Belo, divulgou uma recomendação para que as famílias não enterrassem os seus familiares nos terrenos em volta da casa por questões de saúde pública, mas entre o conselho do prelado e a prática comum "vai ainda uma distância grande".
"No tempo da administração portuguesa, e já na altura por razões de saúde pública, era proibido enterrar as pessoas em casa, mas quando regressei a Timor em meados da década de 90, vi muitas sepulturas espalhadas pela cidade e nos quintais", disse.
Além da tradição dos enterros dentro do perímetro da casa, no final das cerimónias fúnebres a família do morto oferece um banquete de agradecimento aos presentes, quer pelas ajudas recebidas para o funeral quer pela simples participação na cerimónia.
Entre as famílias, explicou ainda D. Basílio do Nascimento, depois do funeral é hora de "acertar contas", já que, segundo a tradição, os familiares do defunto terão direito a receber ajudas de bens materiais, como alguns búfalos, que são mortos especialmente para o banquete fúnebre, ou que são entregues vivos à família.
"Se fosse o falecimento de uma mulher já viúva, seria o sogro a ter de pagar uma compensação à família dela, mas aqui é o pai adoptivo que tem o direito", concluiu o bispo de Baucau.
No caso de Alfredo Reinado, morto no ataque de segunda-feira à residência do presidente timorense, o facto de ter sido hoje sepultado na sua casa no bairro Marconi terá a ver com os receios de distúrbios durante o cortejo fúnebre entre Díli e Maubisse - a sua cidade natal, situada a cerca de 60 quilómetros a sul da capital - e alegadas ameaças de rapto do cadáver.
JCS/PRM.
Lusa/Fim
Em muitos quintais de Timor-Leste é comum encontrar sepulturas, mas questionado se o hábito de algumas famílias é uma tradição, D. Basílio do Nascimento considera que "não", mas dá uma explicação histórica.
"Antigamente, os que não eram baptizados não tinham direito à salvação e por isso eram sepultados em terrenos baldios. Mas as famílias começaram a optar por enterrar as pessoas nos quintais das casas em vez de estarem a deixar num terreno qualquer", explicou o bispo de Baucau.
Mais tarde, foram ainda criados cemitérios para não baptizados, acrescentou.
Actualmente, segundo D. Basílio do Nascimento, algumas pessoas optam por enterrar os seus familiares no jardim ou quintal porque acham que assim "estão mais perto deles e podem cuidar melhor da campa".
O prelado explicou também que em meados dos anos 1990, o então administrador apostólico de Díli, D. Carlos Ximenes Belo, divulgou uma recomendação para que as famílias não enterrassem os seus familiares nos terrenos em volta da casa por questões de saúde pública, mas entre o conselho do prelado e a prática comum "vai ainda uma distância grande".
"No tempo da administração portuguesa, e já na altura por razões de saúde pública, era proibido enterrar as pessoas em casa, mas quando regressei a Timor em meados da década de 90, vi muitas sepulturas espalhadas pela cidade e nos quintais", disse.
Além da tradição dos enterros dentro do perímetro da casa, no final das cerimónias fúnebres a família do morto oferece um banquete de agradecimento aos presentes, quer pelas ajudas recebidas para o funeral quer pela simples participação na cerimónia.
Entre as famílias, explicou ainda D. Basílio do Nascimento, depois do funeral é hora de "acertar contas", já que, segundo a tradição, os familiares do defunto terão direito a receber ajudas de bens materiais, como alguns búfalos, que são mortos especialmente para o banquete fúnebre, ou que são entregues vivos à família.
"Se fosse o falecimento de uma mulher já viúva, seria o sogro a ter de pagar uma compensação à família dela, mas aqui é o pai adoptivo que tem o direito", concluiu o bispo de Baucau.
No caso de Alfredo Reinado, morto no ataque de segunda-feira à residência do presidente timorense, o facto de ter sido hoje sepultado na sua casa no bairro Marconi terá a ver com os receios de distúrbios durante o cortejo fúnebre entre Díli e Maubisse - a sua cidade natal, situada a cerca de 60 quilómetros a sul da capital - e alegadas ameaças de rapto do cadáver.
JCS/PRM.
Lusa/Fim
Embaixador António Monteiro apela à reconciliação nacional, Mário Soares elogia GNR
Lisboa, 14 Fev (Lusa) - O embaixador de Portugal em Paris, António Monteiro, apelou hoje à reconciliação nacional em Timor-Leste para a "recuperação plena" do país e condenou os "actos criminosos" que ocorreram na passada segunda-feira (hora local).
"Apelo à reconciliação nacional. É necessário um entendimento e uma recuperação plena para bem de Timor-Leste", disse o embaixador aos jornalistas à margem do colóquio "O Serviço Diplomático Português do 25 de Abril à Actualidade e Perspectivas de Futuro", organizado pela Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses, e que hoje decorre na Assembleia da República.
António Monteiro defendeu ainda que o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, "não deve desistir perante estas dificuldades" e sublinhou a necessidade de entender "estes atentados como actos criminosos".
O diplomata disse também que Timor-Leste precisa da ajuda internacional, "não com modelos impostos, mas naquilo que são os interesses do povo timorense".
"Há a tendência da comunidade internacional de olhar para estes problemas de um ponto de vista economicista. É o caminho da facilidade, mas é necessário investir para uma situação destas. Investir é obrigação das Nações Unidas", afirmou.
Questionado sobre se Portugal também estaria a desinvestir no país ao não ter acedido prontamente em enviar mais elementos da GNR para o país, António Monteiro afirmou que "Portugal nunca olhou para Timor-Leste dessa maneira".
"Pelo contrário, fomos sempre solidários e um factor determinante para que Timor reencontrasse a liberdade", disse.
Por seu lado, ex-presidente português Mário Soares elogiou a forma como as autoridades timorenses estão a gerir a situação no país depois dos atentados, bem como a actuação da GNR na resposta ao ataque contra Ramos Horta.
"Xanana Gusmão - a quem mandei um telegrama, aliás como a Ramos Horta - tem estado a tentar estabilizar muito bem a situação, com muita prudência e muito 'savoir faire'", disse Mário Soares aos jornalistas, acrescentando noutro passo que "há que ter esperança no bom senso e na capacidade timorense".
Dizendo-se "evidentemente muito preocupado" com a situação em Timor-Leste e com o estado de saúde do presidente timorense, Soares destacou "o papel singular e extraordinário" da GNR, "porque se Ramos Horta está vivo e vai ficar vivo, porque vai restabelecer-se, é graças à GNR".
MCL/MDR.
Lusa/fim
"Apelo à reconciliação nacional. É necessário um entendimento e uma recuperação plena para bem de Timor-Leste", disse o embaixador aos jornalistas à margem do colóquio "O Serviço Diplomático Português do 25 de Abril à Actualidade e Perspectivas de Futuro", organizado pela Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses, e que hoje decorre na Assembleia da República.
António Monteiro defendeu ainda que o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, "não deve desistir perante estas dificuldades" e sublinhou a necessidade de entender "estes atentados como actos criminosos".
O diplomata disse também que Timor-Leste precisa da ajuda internacional, "não com modelos impostos, mas naquilo que são os interesses do povo timorense".
"Há a tendência da comunidade internacional de olhar para estes problemas de um ponto de vista economicista. É o caminho da facilidade, mas é necessário investir para uma situação destas. Investir é obrigação das Nações Unidas", afirmou.
Questionado sobre se Portugal também estaria a desinvestir no país ao não ter acedido prontamente em enviar mais elementos da GNR para o país, António Monteiro afirmou que "Portugal nunca olhou para Timor-Leste dessa maneira".
"Pelo contrário, fomos sempre solidários e um factor determinante para que Timor reencontrasse a liberdade", disse.
Por seu lado, ex-presidente português Mário Soares elogiou a forma como as autoridades timorenses estão a gerir a situação no país depois dos atentados, bem como a actuação da GNR na resposta ao ataque contra Ramos Horta.
"Xanana Gusmão - a quem mandei um telegrama, aliás como a Ramos Horta - tem estado a tentar estabilizar muito bem a situação, com muita prudência e muito 'savoir faire'", disse Mário Soares aos jornalistas, acrescentando noutro passo que "há que ter esperança no bom senso e na capacidade timorense".
Dizendo-se "evidentemente muito preocupado" com a situação em Timor-Leste e com o estado de saúde do presidente timorense, Soares destacou "o papel singular e extraordinário" da GNR, "porque se Ramos Horta está vivo e vai ficar vivo, porque vai restabelecer-se, é graças à GNR".
MCL/MDR.
Lusa/fim
Embaixador António Monteiro apela à reconciliação nacional, Mário Soares elogia GNR
Lisboa, 14 Fev (Lusa) - O embaixador de Portugal em Paris, António Monteiro, apelou hoje à reconciliação nacional em Timor-Leste para a "recuperação plena" do país e condenou os "actos criminosos" que ocorreram na passada segunda-feira (hora local).
"Apelo à reconciliação nacional. É necessário um entendimento e uma recuperação plena para bem de Timor-Leste", disse o embaixador aos jornalistas à margem do colóquio "O Serviço Diplomático Português do 25 de Abril à Actualidade e Perspectivas de Futuro", organizado pela Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses, e que hoje decorre na Assembleia da República.
António Monteiro defendeu ainda que o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, "não deve desistir perante estas dificuldades" e sublinhou a necessidade de entender "estes atentados como actos criminosos".
O diplomata disse também que Timor-Leste precisa da ajuda internacional, "não com modelos impostos, mas naquilo que são os interesses do povo timorense".
"Há a tendência da comunidade internacional de olhar para estes problemas de um ponto de vista economicista. É o caminho da facilidade, mas é necessário investir para uma situação destas. Investir é obrigação das Nações Unidas", afirmou.
Questionado sobre se Portugal também estaria a desinvestir no país ao não ter acedido prontamente em enviar mais elementos da GNR para o país, António Monteiro afirmou que "Portugal nunca olhou para Timor-Leste dessa maneira".
"Pelo contrário, fomos sempre solidários e um factor determinante para que Timor reencontrasse a liberdade", disse.
Por seu lado, ex-presidente português Mário Soares elogiou a forma como as autoridades timorenses estão a gerir a situação no país depois dos atentados, bem como a actuação da GNR na resposta ao ataque contra Ramos Horta.
"Xanana Gusmão - a quem mandei um telegrama, aliás como a Ramos Horta - tem estado a tentar estabilizar muito bem a situação, com muita prudência e muito 'savoir faire'", disse Mário Soares aos jornalistas, acrescentando noutro passo que "há que ter esperança no bom senso e na capacidade timorense".
Dizendo-se "evidentemente muito preocupado" com a situação em Timor-Leste e com o estado de saúde do presidente timorense, Soares destacou "o papel singular e extraordinário" da GNR, "porque se Ramos Horta está vivo e vai ficar vivo, porque vai restabelecer-se, é graças à GNR".
MCL/MDR.
Lusa/fim
"Apelo à reconciliação nacional. É necessário um entendimento e uma recuperação plena para bem de Timor-Leste", disse o embaixador aos jornalistas à margem do colóquio "O Serviço Diplomático Português do 25 de Abril à Actualidade e Perspectivas de Futuro", organizado pela Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses, e que hoje decorre na Assembleia da República.
António Monteiro defendeu ainda que o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, "não deve desistir perante estas dificuldades" e sublinhou a necessidade de entender "estes atentados como actos criminosos".
O diplomata disse também que Timor-Leste precisa da ajuda internacional, "não com modelos impostos, mas naquilo que são os interesses do povo timorense".
"Há a tendência da comunidade internacional de olhar para estes problemas de um ponto de vista economicista. É o caminho da facilidade, mas é necessário investir para uma situação destas. Investir é obrigação das Nações Unidas", afirmou.
Questionado sobre se Portugal também estaria a desinvestir no país ao não ter acedido prontamente em enviar mais elementos da GNR para o país, António Monteiro afirmou que "Portugal nunca olhou para Timor-Leste dessa maneira".
"Pelo contrário, fomos sempre solidários e um factor determinante para que Timor reencontrasse a liberdade", disse.
Por seu lado, ex-presidente português Mário Soares elogiou a forma como as autoridades timorenses estão a gerir a situação no país depois dos atentados, bem como a actuação da GNR na resposta ao ataque contra Ramos Horta.
"Xanana Gusmão - a quem mandei um telegrama, aliás como a Ramos Horta - tem estado a tentar estabilizar muito bem a situação, com muita prudência e muito 'savoir faire'", disse Mário Soares aos jornalistas, acrescentando noutro passo que "há que ter esperança no bom senso e na capacidade timorense".
Dizendo-se "evidentemente muito preocupado" com a situação em Timor-Leste e com o estado de saúde do presidente timorense, Soares destacou "o papel singular e extraordinário" da GNR, "porque se Ramos Horta está vivo e vai ficar vivo, porque vai restabelecer-se, é graças à GNR".
MCL/MDR.
Lusa/fim
Primeiro-ministro australiano visita Díli na sexta-feira para manifestar apoio
Díli, 14 Fev (Lusa) - O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, efectua na sexta-feira uma breve visita a Timor-Leste para manifestar o apoio do seu governo na sequência dos atentados que visaram no princípio da semana o presidente e o primeiro-ministro timorenses.
Segundo um programa provisório hoje divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros timorense, Kevin Rudd será recebido em audiências separadas pelo primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e pelo presidente interino, Fernando "La Sama" de Araújo.
O primeiro-ministro timorense escapou na segunda-feira a uma emboscada de soldados rebeldes que se seguiu a um ataque à residência do presidente José Ramos Horta durante o qual este ficou gravemente ferido.
Atingido a tiro no peito, Ramos Horta foi transferido para um hospital de Darwin, na Austrália, onde está a ser tratado e a recuperar dos ferimentos.
Depois dos encontros com o presidente interino e com Xanana Gusmão, com o qual proferirá uma declaração conjunta, o primeiro-ministro australiano tem ainda reuniões previstas com o representante especial do secretário-geral da ONU, Atul Khare, e com o líder da oposição, Mari Alkatiri.
O ministro dos Negócios Estrangeiros australiano, Stephen Smith, disse hoje no Parlamento que a visita de Kevin Rudd se destina a "reflectir o apoio, a amizade e a relação especial que o governo, o Parlamento e o povo da Austrália dedicam há muito tempo a Timor-Leste".
A Austrália reforçou a sua presença militar em Timor-Leste desde os ataques de segunda-feira, dispondo agora de mais de mil efectivos, após a chegada de um navio de Guerra e de mais 300 polícias e soldados.
CM
Lusa/fim
Segundo um programa provisório hoje divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros timorense, Kevin Rudd será recebido em audiências separadas pelo primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e pelo presidente interino, Fernando "La Sama" de Araújo.
O primeiro-ministro timorense escapou na segunda-feira a uma emboscada de soldados rebeldes que se seguiu a um ataque à residência do presidente José Ramos Horta durante o qual este ficou gravemente ferido.
Atingido a tiro no peito, Ramos Horta foi transferido para um hospital de Darwin, na Austrália, onde está a ser tratado e a recuperar dos ferimentos.
Depois dos encontros com o presidente interino e com Xanana Gusmão, com o qual proferirá uma declaração conjunta, o primeiro-ministro australiano tem ainda reuniões previstas com o representante especial do secretário-geral da ONU, Atul Khare, e com o líder da oposição, Mari Alkatiri.
O ministro dos Negócios Estrangeiros australiano, Stephen Smith, disse hoje no Parlamento que a visita de Kevin Rudd se destina a "reflectir o apoio, a amizade e a relação especial que o governo, o Parlamento e o povo da Austrália dedicam há muito tempo a Timor-Leste".
A Austrália reforçou a sua presença militar em Timor-Leste desde os ataques de segunda-feira, dispondo agora de mais de mil efectivos, após a chegada de um navio de Guerra e de mais 300 polícias e soldados.
CM
Lusa/fim
Fretilin processa quem distribuiu panfletos acusando-a de ter encomendado morte de Horta e Xanana - Alkatiri
Díli, 14 Fev (Lusa) - A Fretilin anunciou hoje que vai processar três cidadãos locais por alegadamente distribuírem panfletos em que o partido político é acusado de ter contratado a morte de Ramos Horta e Xanana Gusmão ao grupo de Alfredo Reinado.
"Sabemos e temos provas de que as senhoras Amélia Saldanha e Ana Lourenço Guterres distribuíram os panfletos através da Internet e que o senhor Ricardo Nheu distribuiu os mesmos panfletos à mão", disse Mari Alkatiri, secretário-geral da Fretilin, ao salientar também que "outros nomes irão surgir" e as pessoas processadas pelos advogados que já estão a trabalhar no caso.
"Primeiro nem tínhamos os 10 milhões de dólares (6,8 milhões de euros) para pagar (dos quais 20 por cento teriam sido pagos no acto de contrato) e depois até fomos a única força política a condenar os ataques de segunda-feira contra o Estado, contra duas figuras do Estado e estaremos sempre contra qualquer tentativa que tenha como objectivo ferir os órgãos de soberania", disse Mari Alkatiri.
O responsável salientou que a Fretilin "nunca resolveu problemas com recurso à violência", negou qualquer veracidade das acusações feitas e garantiu que tudo "não passa de mais um boato com objectivos obscuros que pretendem provocar mais instabilidade".
O secretário-geral da Fretilin salientou também que os ataques liderados por Alfredo Reinado na segunda-feira não podem ser vistos como tentativas de homicídio contra Ramos Horta ou Xanana Gusmão mas sim "contra o Presidente da República e contra o primeiro-ministro".
Francisco Guterres "Lu Olo", presidente da Fretilin, disse por sua vez que os boatos sobre o alegado pagamento a Alfredo Reinado, que segundo o partido surgem hoje referidos nas edições dos jornais Sydney Morning Herald, da Austrália, e Jawa Post, da Indonésia, visam "denegrir a imagem do partido e do seu secretário-geral e apenas merecem condenação e repúdio por serem uma mentira fabricada".
A agência Lusa tentou, sem êxito, contactar as pessoas visadas por Mari Alkatiri na conferência de imprensa.
JCS/PRM
Lusa/Fim
"Sabemos e temos provas de que as senhoras Amélia Saldanha e Ana Lourenço Guterres distribuíram os panfletos através da Internet e que o senhor Ricardo Nheu distribuiu os mesmos panfletos à mão", disse Mari Alkatiri, secretário-geral da Fretilin, ao salientar também que "outros nomes irão surgir" e as pessoas processadas pelos advogados que já estão a trabalhar no caso.
"Primeiro nem tínhamos os 10 milhões de dólares (6,8 milhões de euros) para pagar (dos quais 20 por cento teriam sido pagos no acto de contrato) e depois até fomos a única força política a condenar os ataques de segunda-feira contra o Estado, contra duas figuras do Estado e estaremos sempre contra qualquer tentativa que tenha como objectivo ferir os órgãos de soberania", disse Mari Alkatiri.
O responsável salientou que a Fretilin "nunca resolveu problemas com recurso à violência", negou qualquer veracidade das acusações feitas e garantiu que tudo "não passa de mais um boato com objectivos obscuros que pretendem provocar mais instabilidade".
O secretário-geral da Fretilin salientou também que os ataques liderados por Alfredo Reinado na segunda-feira não podem ser vistos como tentativas de homicídio contra Ramos Horta ou Xanana Gusmão mas sim "contra o Presidente da República e contra o primeiro-ministro".
Francisco Guterres "Lu Olo", presidente da Fretilin, disse por sua vez que os boatos sobre o alegado pagamento a Alfredo Reinado, que segundo o partido surgem hoje referidos nas edições dos jornais Sydney Morning Herald, da Austrália, e Jawa Post, da Indonésia, visam "denegrir a imagem do partido e do seu secretário-geral e apenas merecem condenação e repúdio por serem uma mentira fabricada".
A agência Lusa tentou, sem êxito, contactar as pessoas visadas por Mari Alkatiri na conferência de imprensa.
JCS/PRM
Lusa/Fim
As cerimónias fúnebres de Alfredo Reinado
Díli, Timor-Leste 14/02/2008 07:40 (LUSA)
Temas: segurança, Política, Morte, Conflitos (geral)
Díli, 14 Fev (Lusa) - As cerimónias fúnebres de Alfredo Reinado, morto no ataque de segunda-feira à residência do presidente de Timor-Leste, iniciaram-se cerca das 16:00 de hoje (07:00 em Lisboa), na residência do pai adoptivo no bairro Marconi, em Díli.
Após a celebração de uma missa na casa de Vítor Alves, os caixões com os corpos de Alfredo Reinado e de um membro do seu grupo também abatido segunda-feira saíram em cortejo para a residência do major, situada a cerca de 200 metros de distância, em cujo quintal serão sepultados.
À frente do cortejo viam-se duas faixas, uma com uma imagem de Reinado e outra com a frase "adeus herói".
Centenas de pessoas participam no cortejo, realizado sob fortes medidas de segurança, que incluem efectivos da GNR e de unidades especiais da polícia timorense.
O funeral estava inicialmente previsto para as 10:00 locais (01:00 de Lisboa), mas foi adiado para a tarde, porque a campa ainda não estava pronta, segundo explicou na altura à Agência Lusa Vítor Alves.
PRM
Lusa/Fim
Temas: segurança, Política, Morte, Conflitos (geral)
Díli, 14 Fev (Lusa) - As cerimónias fúnebres de Alfredo Reinado, morto no ataque de segunda-feira à residência do presidente de Timor-Leste, iniciaram-se cerca das 16:00 de hoje (07:00 em Lisboa), na residência do pai adoptivo no bairro Marconi, em Díli.
Após a celebração de uma missa na casa de Vítor Alves, os caixões com os corpos de Alfredo Reinado e de um membro do seu grupo também abatido segunda-feira saíram em cortejo para a residência do major, situada a cerca de 200 metros de distância, em cujo quintal serão sepultados.
À frente do cortejo viam-se duas faixas, uma com uma imagem de Reinado e outra com a frase "adeus herói".
Centenas de pessoas participam no cortejo, realizado sob fortes medidas de segurança, que incluem efectivos da GNR e de unidades especiais da polícia timorense.
O funeral estava inicialmente previsto para as 10:00 locais (01:00 de Lisboa), mas foi adiado para a tarde, porque a campa ainda não estava pronta, segundo explicou na altura à Agência Lusa Vítor Alves.
PRM
Lusa/Fim
Tuesday, February 12, 2008
E Timor called off hunt for Reinado

E Timor called off hunt for Reinado: Smith
Posted 10 hours 12 minutes ago
Updated 10 hours 6 minutes ago
Alfredo Reinado was killed in the gun battle outside the presidential home. (File photo) (Reuters)
Video: Ramos-Horta remains in induced coma (ABC News) Video: Aust soldiers arrive in Dili (ABC News) Audio: Situation uneasy in ETimor (PM) Audio: Stephen Smith discusses ETimor developments (PM) Foreign Minister Stephen Smith says the East Timorese leadership asked Australian forces to stop looking for rebel leader Alfredo Reinado about nine months ago, because they wanted negotiations to take place.
East Timor President Jose Ramos-Horta was shot yesterday morning in an attack at his home in the capital Dili. He remains in a very serious but stable condition.
There was also an attempted attack on Prime Minister Xanama Gusamo, but he managed to escape unharmed.
Fugitive rebel leader and former army major Alfredo Reinado - who was widely seen as a major destabilising force in East Timor for the past 18 months - was killed in the gun battle outside the presidential home.
Mr Smith says he is not prepared to comment on whether calling off the search was a mistake, because it was a decision for East Timor, not the stabilisation forces.
"As I've said earlier, I'm not proposing to reflect on that decision, but it's something that over time the East Timorese Government, the Australian Government, the international stablisations forces and the United Nations will no doubt reflect on," he said.
Mr Smith had a private meeting with his East Timorese counterpart Zacarias Da Costa at Darwin Royal Hospital this afternoon, where Mr Ramos-Horta is in a serious, but stable condition.
Mr da Costa says he does not think it was a mistake to stop searching for Reinado and he does not regret allowing the rebel leader to remain free, because it was hoped a political solution could be negotiated.
"President Horta together with Prime Minister Xanana have decided that the best way is to engage in dialogue," he said.
"I don't think it was a wrong decision, unfortunately the outcome was different to what we imagined, but I think it was a good decision."
Mr da Costa says the men responsible for the attack are being pursued by police and will be prosecuted.
"We know where they are and I'm sure sooner or later we'll get close to them," he said.
Mr Smith says it is up to East Timor to decide how to deal with the rebels.
"The sensible thing is to hand over their arms and give themselves in," he said.
Inquiry
Meanwhile, Deputy Prime Minister Jose Luis Guterres has demanded a full inquiry into yesterday's attacks.
Police investigations have already begun into who orchestrated the separate attacks on Mr Ramos-Horta and Mr Gusamo and there are also allegations that UN police left Mr Ramos-Horta bleeding on the road for half-an-hour, before going to his aid.
Mr Guterres says there is no clear motive as to why rebel forces might shoot the President, but he has speculated they may have wanted to bring down the Government to force an early election.
He is demanding an independent commission of inquiry to establish the truth.
Mr Gutteres says he does not believe the attempted assassination will lead to widespread violence.
"The situation in Dili remains calm, as well as in other parts of East Timor," he said.
"The Government institutions related to defence and security are working very closely with the ISF, as well as United Nations police in order to stabilise the country."
Earlier, Mr Smith told a press conference at the hospital that the HMAS Perth is now anchored off Dili and more Australian troops will be in East Timor within 24 hours.
He said Australia was standing by East Timor and more Australian troops and federal police would be on the ground in East Timor by tomorrow.
Mr da Costa thanked the Australian Government and staff at Royal Darwin Hospital for their support and for their speedy response to East Timor's crisis.
Mr Smith would not be drawn on the rules governing the latest troop deployment, but is urging the rebels responsible for yesterday's attack on President Jose Ramos-Horta to give themselves up.
Prime Minister Kevin Rudd has warned that Australia's commitment in East Timor may need to be further adjusted as developments unfold.
Mr Rudd told Parliament the situation in East Timor is currently calm but things could change quickly.
"This however is a very fluid environment and all of us in this Parliament, who've observed the throws of the emergence of this new democracy since the independence ballot some years ago, know how volatile things can become," he said.
"It will therefore require our continued efforts and attention to respond to security developments as they unfold."
Monday, February 11, 2008
A Fretilin vai exigir hoje no parlamento uma investigação à actuação das forças internacionais em Timor-Leste e "exigir responsabilidades ao governo",
* * António Sampaio, da Agência Lusa * *
Lisboa, 12 Fev (Lusa) - A Fretilin vai exigir hoje no parlamento uma investigação à actuação das forças internacionais em Timor-Leste e "exigir responsabilidades ao governo", disse hoje à agência Lusa o secretário-geral do partido, Mari Alkatiri.
O ex-primeiro-ministro ecoou preocupações do comandante das forças armadas timorenses, Taur Matan Ruak, que também exigiu essa investigação criticando, em declarações á Lusa, a actuação das forças internacionais no terreno.
«Hoje é dia do plenário e o tema tem que ser discutido. a Fretilin vai intervir de forma clara e dura mas com sentido de estado», disse.
Depois de, segunda-feira, "ser um momento de todos ficarem unidos", Mari Alkatiri diz que chegou a altura de perceber o que se passou, sendo por isso essencial avançar com uma investigação rapidamente.
"Temos que perceber o que falhou e porquê. Tudo tem que ser investigado. Houve tiroteio, o Alfredo Reinado foi morto no primeiro tiroteio quando o Horta estava fora mas depois é abatido e é ele próprio que avisa ao telefone que foi ferido e depois o socorro chega tarde", afirmou.
Mari Alkatiri insistiu porém que o próprio José Ramos-Horta agiu mal na forma como lidou com Reinado, continuando a apostar no diálogo e "ingerindo-se" em decisões judiciais que incluiam mandados de captura ao militar timorense.
O secretário-geral da Fretilin diz que essa é outra das questões "muito intrigantes" deste caso", já que Reinado ataca "a única pessoa que o estava a tentar salvar".
"Aquilo que sei é que o governo já não estava a apostar no diálogo. Quem continuava a apostar no diálogo era o presidente Ramos-Horta. Esta é a parte intrigante de toda a história: como o Alfredo ataca a única pessoa que acha que a única solução era o diálogo e não a justiça", afirmou.
Questionado sobre as motivações do ataque, Alkatiri insistiu que Alfredo Reinado foi um instrumento militar de "intenções políticas" que diz serem "internas" a Timor-Leste e "externas".
Instado a elaborar, comparou a situação actual com a de 2006, referindo que depois de Reinado ter sido "usado", em Maio, para atacar as F-FDTL em Dare, depois do ataque ao quartel em Tacitolo e à residência de Taur Matan Ruak e ao confronto entre policiais, "o resultado foi pedir a intervenção das forças internacionais".
"Desta vez com presença de forças internacionais aqui, o próprio Presidente é atingido, o primeiro-ministro sai ileso também de um ataque misterioso e imediatamente o governo e o presidente interino assinam uma carta já redigida em inglês a pedir mais forças australianas", afirmou.
Instado a comentar a situação actual e o que pode acontecer com os apoiantes de Alfredo Reinado, Mari Alkatiri considerou que o militar "morreu duplamente com este ataque".
"Não é mártir nem herói porque morreu quando tentou atacar a pessoa que estava a procurar caminhos para o salvar. Penso que, por isso, também perdeu muita da sua base social de apoio, nomeadamente os jovens", afirmou.
Apesar disso manfiesta-se preocupado sobre um eventual ataque dos restantes elementos armados do grupo, em especial porque agora também eles são criminosos.
"Até aqui o Reinado era o único procurado pela justiça mas agora os outros elementos do grupo também cometeram crimes e terão agora que responder perante a justiça", afirmou.
"Não afasto hipótese de um novo ataque. Antes pelo contrario", disse.
Alkatiri manifesta-se igualmente surpreendido pelo facto de não ter havido de imediato uma operação de caça ao homem no intuito de procurar os responsáveis pelo ataque, explicando que "as FDTL quiseram actuar mas foram travados pelas forças internacionais".
Ao mesmo tempo criticou a forma com as medidas de segurança estão a ser implementadas em Díli, dando como exemplo o facto de agentes policiais nas ruas estarem a parar táxis e a obrigá-los a retirar os filtros negros de vidro que limitam a visão para o interior.
"Estes filtros custam 400 ou 500 euros e a polícia chega ali e simplesmente rasga-os. São precisas medidas de segurança mas, da forma como estão a ser implementadas, só vão criar mais problemas", afirmou.
ASP.
Lusa/Fim
Lisboa, 12 Fev (Lusa) - A Fretilin vai exigir hoje no parlamento uma investigação à actuação das forças internacionais em Timor-Leste e "exigir responsabilidades ao governo", disse hoje à agência Lusa o secretário-geral do partido, Mari Alkatiri.
O ex-primeiro-ministro ecoou preocupações do comandante das forças armadas timorenses, Taur Matan Ruak, que também exigiu essa investigação criticando, em declarações á Lusa, a actuação das forças internacionais no terreno.
«Hoje é dia do plenário e o tema tem que ser discutido. a Fretilin vai intervir de forma clara e dura mas com sentido de estado», disse.
Depois de, segunda-feira, "ser um momento de todos ficarem unidos", Mari Alkatiri diz que chegou a altura de perceber o que se passou, sendo por isso essencial avançar com uma investigação rapidamente.
"Temos que perceber o que falhou e porquê. Tudo tem que ser investigado. Houve tiroteio, o Alfredo Reinado foi morto no primeiro tiroteio quando o Horta estava fora mas depois é abatido e é ele próprio que avisa ao telefone que foi ferido e depois o socorro chega tarde", afirmou.
Mari Alkatiri insistiu porém que o próprio José Ramos-Horta agiu mal na forma como lidou com Reinado, continuando a apostar no diálogo e "ingerindo-se" em decisões judiciais que incluiam mandados de captura ao militar timorense.
O secretário-geral da Fretilin diz que essa é outra das questões "muito intrigantes" deste caso", já que Reinado ataca "a única pessoa que o estava a tentar salvar".
"Aquilo que sei é que o governo já não estava a apostar no diálogo. Quem continuava a apostar no diálogo era o presidente Ramos-Horta. Esta é a parte intrigante de toda a história: como o Alfredo ataca a única pessoa que acha que a única solução era o diálogo e não a justiça", afirmou.
Questionado sobre as motivações do ataque, Alkatiri insistiu que Alfredo Reinado foi um instrumento militar de "intenções políticas" que diz serem "internas" a Timor-Leste e "externas".
Instado a elaborar, comparou a situação actual com a de 2006, referindo que depois de Reinado ter sido "usado", em Maio, para atacar as F-FDTL em Dare, depois do ataque ao quartel em Tacitolo e à residência de Taur Matan Ruak e ao confronto entre policiais, "o resultado foi pedir a intervenção das forças internacionais".
"Desta vez com presença de forças internacionais aqui, o próprio Presidente é atingido, o primeiro-ministro sai ileso também de um ataque misterioso e imediatamente o governo e o presidente interino assinam uma carta já redigida em inglês a pedir mais forças australianas", afirmou.
Instado a comentar a situação actual e o que pode acontecer com os apoiantes de Alfredo Reinado, Mari Alkatiri considerou que o militar "morreu duplamente com este ataque".
"Não é mártir nem herói porque morreu quando tentou atacar a pessoa que estava a procurar caminhos para o salvar. Penso que, por isso, também perdeu muita da sua base social de apoio, nomeadamente os jovens", afirmou.
Apesar disso manfiesta-se preocupado sobre um eventual ataque dos restantes elementos armados do grupo, em especial porque agora também eles são criminosos.
"Até aqui o Reinado era o único procurado pela justiça mas agora os outros elementos do grupo também cometeram crimes e terão agora que responder perante a justiça", afirmou.
"Não afasto hipótese de um novo ataque. Antes pelo contrario", disse.
Alkatiri manifesta-se igualmente surpreendido pelo facto de não ter havido de imediato uma operação de caça ao homem no intuito de procurar os responsáveis pelo ataque, explicando que "as FDTL quiseram actuar mas foram travados pelas forças internacionais".
Ao mesmo tempo criticou a forma com as medidas de segurança estão a ser implementadas em Díli, dando como exemplo o facto de agentes policiais nas ruas estarem a parar táxis e a obrigá-los a retirar os filtros negros de vidro que limitam a visão para o interior.
"Estes filtros custam 400 ou 500 euros e a polícia chega ali e simplesmente rasga-os. São precisas medidas de segurança mas, da forma como estão a ser implementadas, só vão criar mais problemas", afirmou.
ASP.
Lusa/Fim
Aprovação pelo Parlamento do estado de sítio e do recolher obrigatório.
Díli, Timor-Leste 12/02/2008 00:58 (LUSA)
Temas: Política, Golpe de estado, Conflitos (geral)
Díli, 12 Fev (Lusa) - O Presidente da República interino de Timor-Leste, Vicente Guterres, anunciou, hoje, em Díli, a aprovação pelo Parlamento do estado de sítio e do recolher obrigatório.
O chefe de Estado interino anunciou que tinha sido aprovado, segunda-feira à noite, o pedido de declaração de estado de sítio proposto pelo Governo chefiado por Xanana Gusmão.
O estado de sítio vigora por um período inicial de 48 horas.
Entre outras medidas de resposta ao ataque contra Presidente da República e o primeiro-ministro, o Parlamento aprovou a suspensão do direito de livre circulação, com recolher obrigatório entre as 20:00 e as 06:00.
Vicente Guterres assumiu as funções de chefe de Estado interino enquanto vice-presidente do Parlamento Nacional e por ausência no estrangeiro, em visita oficial a Portugal, de Fernando "La Sama" de Araújo.
PRM
Lusa/fim
Temas: Política, Golpe de estado, Conflitos (geral)
Díli, 12 Fev (Lusa) - O Presidente da República interino de Timor-Leste, Vicente Guterres, anunciou, hoje, em Díli, a aprovação pelo Parlamento do estado de sítio e do recolher obrigatório.
O chefe de Estado interino anunciou que tinha sido aprovado, segunda-feira à noite, o pedido de declaração de estado de sítio proposto pelo Governo chefiado por Xanana Gusmão.
O estado de sítio vigora por um período inicial de 48 horas.
Entre outras medidas de resposta ao ataque contra Presidente da República e o primeiro-ministro, o Parlamento aprovou a suspensão do direito de livre circulação, com recolher obrigatório entre as 20:00 e as 06:00.
Vicente Guterres assumiu as funções de chefe de Estado interino enquanto vice-presidente do Parlamento Nacional e por ausência no estrangeiro, em visita oficial a Portugal, de Fernando "La Sama" de Araújo.
PRM
Lusa/fim
O comandante das forças de Defesa de Timor-Leste, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, alertou, há uma semana...
Lisboa, Timor-Leste 11/02/2008 23:07 (LUSA)
Temas: Política, Golpe de estado, Conflitos (geral)
* * António Sampaio, da Agência Lusa * *
Lisboa, 11 Fev (Lusa) - O comandante das forças de Defesa de Timor-Leste, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, alertou, há uma semana, os responsáveis de segurança no país, incluindo as forças internacionais, de que o presidente e primeiro-ministro poderiam ser alvos de um ataque.
"Disse há uma semana na reunião do grupo de alto nível de segurança que havia dois alvos fundamentais: os líderes, o presidente e primeiro-ministro, e zonas vitais do país", afirmou Taur Matan Ruak em declarações à agência Lusa.
Nas primeiras declarações públicas desde o ataque de domingo à noite (madrugada de segunda-feira em Díli), Taur Matan Ruak afirmou que tinha informações que chegaram às forças de Defesa de Timor-Leste, incluindo fornecidas por populares, que apontavam para uma eventual acção do grupo de Reinado.
"Ele tinha cerca de 30 homens armados", explicou, referindo-se ao número de elementos que se pensa integrarem o grupo de apoio a Reinado, morto durante o ataque à residência de José Ramos- Horta em que o presidente timorense foi baleado.
Para Taur Matan Ruak, os ataques de segunda-feira suscitam "questões pertinentes" imediatas, nomeadamente o facto dos homens de Alfredo Reinado - ao que indica divididos em três grupos - tenham conseguido passar as posições móveis e fixas e chegar a Díli.
"Como é que o Alfredo ultrapassa tudo e consegue chegar com duas viaturas a casa do presidente?", questionou. "Como é que conseguem fazer uma emboscada ao primeiro-ministro e depois chegar à sua casa?".
"Isto é estranho e são questões que obrigam a perguntar exactamente o que estão aqui a fazer as forças de segurança internacionais, a perguntar qual é o papel da comunidade internacional na manutenção da segurança", frisou.
O comandante timorense explicou que a segurança na residência de José Ramos-Horta era mantida por uma "posição fixa" das F-FDTL que "não tem capacidade de actuar se as restantes posições móveis, ou mais afastadas não fizerem nada".
"O ataque foi surpresa. Chegaram de forma surpresa", afirmou.
Em caso de saídas, José Ramos-Horta é normalmente acompanhado por agentes policiais internacionais e timorenses que, quase sempre, regressam ao quartel durante a noite, não estando qualquer agente com o presidente timorense no momento do seu "jogging" matinal.
Questionado sobre as circunstâncias do ataque à casa de José Ramos-Horta, Taur Matan Ruak disse que foi contactado telefonicamente pelo presidente timorense momentos antes deste ser baleado, "entre as 06:35 e 06:45 (de segunda-feira, hora local)".
"Estava a fazer o exercício matinal e ligou-me a dizer que havia tiroteio na sua casa. Na altura disse-me que estava na zona da Praia da Areia Branca (a Leste da sua residência, junto à costa)", afirmou.
"Tentei contactar com outras pessoas mas não consegui e dirigi-me para o quartel da força internacional para pedir ajuda. O comandante estava a lavar os dentes e não sabia de nada", disse.
Taur Matan Ruak disse que exactamente às 07:00 - como ficou registado no seu telemóvel - voltou a ligar para o telemóvel de José Ramos-Horta que já foi atendido por um efectivo das FDTL, que o acompanhou no "jogging" matinal.
"O rapaz atendeu e disse-me 'o nosso presidente foi baleado'. Pediu para que fosse rapidamente evacuado", recordou Taur Matan Ruak.
O responsável militar disse que o pedido de ajuda médica foi feita pelos familiares de José Ramos-Horta, explicando que duas patrulhas das forças de defesa internacionais foram enviadas para o local posteriormente.
Questionado sobre a situação no terreno, Taur Matan Ruak disse que apesar dos ataques "não houve resposta alguma" contra os homens responsáveis pelos atentados, que se limitaram "a fugir a pé".
"Além dos dois corpos que estão na morgue (de homens do Reinado) mais ninguém foi capturado", disse.
"Depois do ataque, a resposta foi quase nula. Não sei o que aconteceu. Os restantes elementos do grupo fugiram a pé. Não houve reacção", disse.
O facto de Reinado contar com pelo menos 30 homens armados leva Taur Matan Ruak a considerar que "não se pode garantir que não haja ataques adicionais".
"Eles fizeram o ataque em três etapas. A casa do presidente, a casa do primeiro-ministro e uma emboscada na estrada entre Dare e Balibar (arredores de Díli)", afirmou.
"É possível que os seus apoiantes possam reagir", disse, frisando no entanto que a situação em Díli permanece para já "calma".
ASP.
Lusa/Fim
Temas: Política, Golpe de estado, Conflitos (geral)
* * António Sampaio, da Agência Lusa * *
Lisboa, 11 Fev (Lusa) - O comandante das forças de Defesa de Timor-Leste, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, alertou, há uma semana, os responsáveis de segurança no país, incluindo as forças internacionais, de que o presidente e primeiro-ministro poderiam ser alvos de um ataque.
"Disse há uma semana na reunião do grupo de alto nível de segurança que havia dois alvos fundamentais: os líderes, o presidente e primeiro-ministro, e zonas vitais do país", afirmou Taur Matan Ruak em declarações à agência Lusa.
Nas primeiras declarações públicas desde o ataque de domingo à noite (madrugada de segunda-feira em Díli), Taur Matan Ruak afirmou que tinha informações que chegaram às forças de Defesa de Timor-Leste, incluindo fornecidas por populares, que apontavam para uma eventual acção do grupo de Reinado.
"Ele tinha cerca de 30 homens armados", explicou, referindo-se ao número de elementos que se pensa integrarem o grupo de apoio a Reinado, morto durante o ataque à residência de José Ramos- Horta em que o presidente timorense foi baleado.
Para Taur Matan Ruak, os ataques de segunda-feira suscitam "questões pertinentes" imediatas, nomeadamente o facto dos homens de Alfredo Reinado - ao que indica divididos em três grupos - tenham conseguido passar as posições móveis e fixas e chegar a Díli.
"Como é que o Alfredo ultrapassa tudo e consegue chegar com duas viaturas a casa do presidente?", questionou. "Como é que conseguem fazer uma emboscada ao primeiro-ministro e depois chegar à sua casa?".
"Isto é estranho e são questões que obrigam a perguntar exactamente o que estão aqui a fazer as forças de segurança internacionais, a perguntar qual é o papel da comunidade internacional na manutenção da segurança", frisou.
O comandante timorense explicou que a segurança na residência de José Ramos-Horta era mantida por uma "posição fixa" das F-FDTL que "não tem capacidade de actuar se as restantes posições móveis, ou mais afastadas não fizerem nada".
"O ataque foi surpresa. Chegaram de forma surpresa", afirmou.
Em caso de saídas, José Ramos-Horta é normalmente acompanhado por agentes policiais internacionais e timorenses que, quase sempre, regressam ao quartel durante a noite, não estando qualquer agente com o presidente timorense no momento do seu "jogging" matinal.
Questionado sobre as circunstâncias do ataque à casa de José Ramos-Horta, Taur Matan Ruak disse que foi contactado telefonicamente pelo presidente timorense momentos antes deste ser baleado, "entre as 06:35 e 06:45 (de segunda-feira, hora local)".
"Estava a fazer o exercício matinal e ligou-me a dizer que havia tiroteio na sua casa. Na altura disse-me que estava na zona da Praia da Areia Branca (a Leste da sua residência, junto à costa)", afirmou.
"Tentei contactar com outras pessoas mas não consegui e dirigi-me para o quartel da força internacional para pedir ajuda. O comandante estava a lavar os dentes e não sabia de nada", disse.
Taur Matan Ruak disse que exactamente às 07:00 - como ficou registado no seu telemóvel - voltou a ligar para o telemóvel de José Ramos-Horta que já foi atendido por um efectivo das FDTL, que o acompanhou no "jogging" matinal.
"O rapaz atendeu e disse-me 'o nosso presidente foi baleado'. Pediu para que fosse rapidamente evacuado", recordou Taur Matan Ruak.
O responsável militar disse que o pedido de ajuda médica foi feita pelos familiares de José Ramos-Horta, explicando que duas patrulhas das forças de defesa internacionais foram enviadas para o local posteriormente.
Questionado sobre a situação no terreno, Taur Matan Ruak disse que apesar dos ataques "não houve resposta alguma" contra os homens responsáveis pelos atentados, que se limitaram "a fugir a pé".
"Além dos dois corpos que estão na morgue (de homens do Reinado) mais ninguém foi capturado", disse.
"Depois do ataque, a resposta foi quase nula. Não sei o que aconteceu. Os restantes elementos do grupo fugiram a pé. Não houve reacção", disse.
O facto de Reinado contar com pelo menos 30 homens armados leva Taur Matan Ruak a considerar que "não se pode garantir que não haja ataques adicionais".
"Eles fizeram o ataque em três etapas. A casa do presidente, a casa do primeiro-ministro e uma emboscada na estrada entre Dare e Balibar (arredores de Díli)", afirmou.
"É possível que os seus apoiantes possam reagir", disse, frisando no entanto que a situação em Díli permanece para já "calma".
ASP.
Lusa/Fim
O comandante das forças de Defesa de Timor-Leste, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, alertou, há uma semana...
Lisboa, Timor-Leste 11/02/2008 23:07 (LUSA)
Temas: Política, Golpe de estado, Conflitos (geral)
* * António Sampaio, da Agência Lusa * *
Lisboa, 11 Fev (Lusa) - O comandante das forças de Defesa de Timor-Leste, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, alertou, há uma semana, os responsáveis de segurança no país, incluindo as forças internacionais, de que o presidente e primeiro-ministro poderiam ser alvos de um ataque.
"Disse há uma semana na reunião do grupo de alto nível de segurança que havia dois alvos fundamentais: os líderes, o presidente e primeiro-ministro, e zonas vitais do país", afirmou Taur Matan Ruak em declarações à agência Lusa.
Nas primeiras declarações públicas desde o ataque de domingo à noite (madrugada de segunda-feira em Díli), Taur Matan Ruak afirmou que tinha informações que chegaram às forças de Defesa de Timor-Leste, incluindo fornecidas por populares, que apontavam para uma eventual acção do grupo de Reinado.
"Ele tinha cerca de 30 homens armados", explicou, referindo-se ao número de elementos que se pensa integrarem o grupo de apoio a Reinado, morto durante o ataque à residência de José Ramos- Horta em que o presidente timorense foi baleado.
Para Taur Matan Ruak, os ataques de segunda-feira suscitam "questões pertinentes" imediatas, nomeadamente o facto dos homens de Alfredo Reinado - ao que indica divididos em três grupos - tenham conseguido passar as posições móveis e fixas e chegar a Díli.
"Como é que o Alfredo ultrapassa tudo e consegue chegar com duas viaturas a casa do presidente?", questionou. "Como é que conseguem fazer uma emboscada ao primeiro-ministro e depois chegar à sua casa?".
"Isto é estranho e são questões que obrigam a perguntar exactamente o que estão aqui a fazer as forças de segurança internacionais, a perguntar qual é o papel da comunidade internacional na manutenção da segurança", frisou.
O comandante timorense explicou que a segurança na residência de José Ramos-Horta era mantida por uma "posição fixa" das F-FDTL que "não tem capacidade de actuar se as restantes posições móveis, ou mais afastadas não fizerem nada".
"O ataque foi surpresa. Chegaram de forma surpresa", afirmou.
Em caso de saídas, José Ramos-Horta é normalmente acompanhado por agentes policiais internacionais e timorenses que, quase sempre, regressam ao quartel durante a noite, não estando qualquer agente com o presidente timorense no momento do seu "jogging" matinal.
Questionado sobre as circunstâncias do ataque à casa de José Ramos-Horta, Taur Matan Ruak disse que foi contactado telefonicamente pelo presidente timorense momentos antes deste ser baleado, "entre as 06:35 e 06:45 (de segunda-feira, hora local)".
"Estava a fazer o exercício matinal e ligou-me a dizer que havia tiroteio na sua casa. Na altura disse-me que estava na zona da Praia da Areia Branca (a Leste da sua residência, junto à costa)", afirmou.
"Tentei contactar com outras pessoas mas não consegui e dirigi-me para o quartel da força internacional para pedir ajuda. O comandante estava a lavar os dentes e não sabia de nada", disse.
Taur Matan Ruak disse que exactamente às 07:00 - como ficou registado no seu telemóvel - voltou a ligar para o telemóvel de José Ramos-Horta que já foi atendido por um efectivo das FDTL, que o acompanhou no "jogging" matinal.
"O rapaz atendeu e disse-me 'o nosso presidente foi baleado'. Pediu para que fosse rapidamente evacuado", recordou Taur Matan Ruak.
O responsável militar disse que o pedido de ajuda médica foi feita pelos familiares de José Ramos-Horta, explicando que duas patrulhas das forças de defesa internacionais foram enviadas para o local posteriormente.
Questionado sobre a situação no terreno, Taur Matan Ruak disse que apesar dos ataques "não houve resposta alguma" contra os homens responsáveis pelos atentados, que se limitaram "a fugir a pé".
"Além dos dois corpos que estão na morgue (de homens do Reinado) mais ninguém foi capturado", disse.
"Depois do ataque, a resposta foi quase nula. Não sei o que aconteceu. Os restantes elementos do grupo fugiram a pé. Não houve reacção", disse.
O facto de Reinado contar com pelo menos 30 homens armados leva Taur Matan Ruak a considerar que "não se pode garantir que não haja ataques adicionais".
"Eles fizeram o ataque em três etapas. A casa do presidente, a casa do primeiro-ministro e uma emboscada na estrada entre Dare e Balibar (arredores de Díli)", afirmou.
"É possível que os seus apoiantes possam reagir", disse, frisando no entanto que a situação em Díli permanece para já "calma".
ASP.
Lusa/Fim
Temas: Política, Golpe de estado, Conflitos (geral)
* * António Sampaio, da Agência Lusa * *
Lisboa, 11 Fev (Lusa) - O comandante das forças de Defesa de Timor-Leste, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, alertou, há uma semana, os responsáveis de segurança no país, incluindo as forças internacionais, de que o presidente e primeiro-ministro poderiam ser alvos de um ataque.
"Disse há uma semana na reunião do grupo de alto nível de segurança que havia dois alvos fundamentais: os líderes, o presidente e primeiro-ministro, e zonas vitais do país", afirmou Taur Matan Ruak em declarações à agência Lusa.
Nas primeiras declarações públicas desde o ataque de domingo à noite (madrugada de segunda-feira em Díli), Taur Matan Ruak afirmou que tinha informações que chegaram às forças de Defesa de Timor-Leste, incluindo fornecidas por populares, que apontavam para uma eventual acção do grupo de Reinado.
"Ele tinha cerca de 30 homens armados", explicou, referindo-se ao número de elementos que se pensa integrarem o grupo de apoio a Reinado, morto durante o ataque à residência de José Ramos- Horta em que o presidente timorense foi baleado.
Para Taur Matan Ruak, os ataques de segunda-feira suscitam "questões pertinentes" imediatas, nomeadamente o facto dos homens de Alfredo Reinado - ao que indica divididos em três grupos - tenham conseguido passar as posições móveis e fixas e chegar a Díli.
"Como é que o Alfredo ultrapassa tudo e consegue chegar com duas viaturas a casa do presidente?", questionou. "Como é que conseguem fazer uma emboscada ao primeiro-ministro e depois chegar à sua casa?".
"Isto é estranho e são questões que obrigam a perguntar exactamente o que estão aqui a fazer as forças de segurança internacionais, a perguntar qual é o papel da comunidade internacional na manutenção da segurança", frisou.
O comandante timorense explicou que a segurança na residência de José Ramos-Horta era mantida por uma "posição fixa" das F-FDTL que "não tem capacidade de actuar se as restantes posições móveis, ou mais afastadas não fizerem nada".
"O ataque foi surpresa. Chegaram de forma surpresa", afirmou.
Em caso de saídas, José Ramos-Horta é normalmente acompanhado por agentes policiais internacionais e timorenses que, quase sempre, regressam ao quartel durante a noite, não estando qualquer agente com o presidente timorense no momento do seu "jogging" matinal.
Questionado sobre as circunstâncias do ataque à casa de José Ramos-Horta, Taur Matan Ruak disse que foi contactado telefonicamente pelo presidente timorense momentos antes deste ser baleado, "entre as 06:35 e 06:45 (de segunda-feira, hora local)".
"Estava a fazer o exercício matinal e ligou-me a dizer que havia tiroteio na sua casa. Na altura disse-me que estava na zona da Praia da Areia Branca (a Leste da sua residência, junto à costa)", afirmou.
"Tentei contactar com outras pessoas mas não consegui e dirigi-me para o quartel da força internacional para pedir ajuda. O comandante estava a lavar os dentes e não sabia de nada", disse.
Taur Matan Ruak disse que exactamente às 07:00 - como ficou registado no seu telemóvel - voltou a ligar para o telemóvel de José Ramos-Horta que já foi atendido por um efectivo das FDTL, que o acompanhou no "jogging" matinal.
"O rapaz atendeu e disse-me 'o nosso presidente foi baleado'. Pediu para que fosse rapidamente evacuado", recordou Taur Matan Ruak.
O responsável militar disse que o pedido de ajuda médica foi feita pelos familiares de José Ramos-Horta, explicando que duas patrulhas das forças de defesa internacionais foram enviadas para o local posteriormente.
Questionado sobre a situação no terreno, Taur Matan Ruak disse que apesar dos ataques "não houve resposta alguma" contra os homens responsáveis pelos atentados, que se limitaram "a fugir a pé".
"Além dos dois corpos que estão na morgue (de homens do Reinado) mais ninguém foi capturado", disse.
"Depois do ataque, a resposta foi quase nula. Não sei o que aconteceu. Os restantes elementos do grupo fugiram a pé. Não houve reacção", disse.
O facto de Reinado contar com pelo menos 30 homens armados leva Taur Matan Ruak a considerar que "não se pode garantir que não haja ataques adicionais".
"Eles fizeram o ataque em três etapas. A casa do presidente, a casa do primeiro-ministro e uma emboscada na estrada entre Dare e Balibar (arredores de Díli)", afirmou.
"É possível que os seus apoiantes possam reagir", disse, frisando no entanto que a situação em Díli permanece para já "calma".
ASP.
Lusa/Fim
MENSAJEN BA NASAUN
REPÚBLIKA DEMOKRÁTIKA TIMÓR-LESTE
GABINETE PRMEIRU MINISTRU
MENSAJEN BA NASAUN
Tanba akontesimentus hirak ne’ebé ohin mosu iha Timor-Leste ne’ebé rezulta atentadu grave ida ba Prezidente Repúblika no Xefe Governu sira nia vida, maka Primeiru Ministru Timor-Leste, apela ba Timor-oan tomak atu hakmatek nafatin tanba iha oras hanesan ne’e maka presiza tebes ema hotu servisu hamutuk ba trankuilidade no orden públika.
Apezarde grupu ida ho kilat, Alfredo Reinado maka komanda, ameasa duni seguransa ho estabilidade Paíz, sira la konsege hetan buat ne’ebé sira hakarak.
Prezidente Repúblika, Dr. José Ramos-Horta, dook ona hosi perigu boot depoisde opera tiha iha Ospitál Forsas Armadas Australia nian, ne’ebé nia situasaun saúde agora estável hela. Kareta Primeiru Ministru nian ema tiru rahun maibé la iha ema ida kanek.
Mezmu nune’e, tanba iha duni tentativa subversaun ida hasoru Estadu Direitu Demokrátiku ne’e, ne’ebé titulares Órgauns Soberania na’in rua maka hetan ameasa boot, maka presiza tebes duni atu asegura katak Estadu kumpri duni nia obrigasaun, katak bele garante orden, seguransa no trankuilidade públikas, hodi nune’e bele proteje ema ho rikusoin tomak, prevene kriminalidade no kontribui atu asegura funsionamentu normál instituisoens demokrátikas, ezersísiu direitus no liberdades fundamentais sidadauns tomak nian no respeitu ba legalidade demokrátika.
Nune’e, hanesan Xefe Gvernu, no mós Ministru Defeza no Seguransa, depoisde rona tiha reprezentantes Bankadas Parlamentares, Governu Timor-Leste hola ona inisiativa atu husu ba Vise-Prezidente Parlamentu, ne’ebé agora, tuir artigu no. 84 Konstituisaun, simu ona interinamente kargu hanesan Xefe Estadu, atu halo deklarasaun estadu de sítiu, hodi bele hasoru situasaun instabilidade ne’ebé mosu.
Governu Timor-Leste hala’o tuir mós buat ne’ebé prevê ona iha alínea c) No. 2 artigu 115º. No tuir artigu 25º. Konstituisaun Repúblika Demokrátika Timor-Leste, no propoen ona kona-ba:
a) Deklarasaun estadu de sítiu, hahú ho períodu inisial 48 oras iha territóriu nasionál tomak;
b) Suspende tiha direitu livre sirkulasaun katak ema labele lai la’o bá-mai, no rekolher obrigatóriu katak ema hotu tenke hakmatek ona iha uma entre tuku walu, 08:00 kalan to’o tuku 06:00 dadér;
c) Proibe mós ema halo reuniaun no manifestasaun durante períodu ne’ebé estadu de sítiu ne’e sei vigora.
Kompete agora ba Prezidente Repúblika ein ezersísiu, atu hala’o mekanizmus ne’ebé presiza hanesan prevê ona iha Konstituisaun, tetu didi’ak kona-ba proposta ida ne’e, katak bele ka lae, no hola desizaun ne’ebé nia hanoin katak di’ak liu atu garante unidade Estadu no regula funsionamentu instituisoens demokrátikas, ho respeita nafatin prinsípius legais ne’ebé bele aplika.
Oras ne’e daudaun, Governu Timor-Leste apela:
Ba sidadauns hotu-hotu atu labele partisipa iha atividades ne’ebé bele kontribui ba klima instabilidade no kolabora ho autoridades sira atu obriga ema kumpri lei no orden.
Ita hotu-hotu tenke hamutuk atu bele ultrapasa ka hakat liutiha dezafiu ida ne’e tán hasoru ita nia estabilidade. Agora duni ita presiza hamutuk atu ho kalma ita bele ultrapasa momentu ida ne’e.
Ha’u koalia liu-liu ba jovens sira: tanba ha’u hatene katak imi barak maka sei sente revoltadus! Imi la lika halo tuir hahalok aat grupus armadus ne’ebé la iha nein justifikasaun ida, sira hakarak oho ema seluk no estraga soberania no estabilidade Estadu nian.
Ita hotu halo namanas esforsu hamutuk atu hadi’a ita nia Nasaun, hametin ita nia empenhu atu luta ba paz, halakon ódiu no violênsia. To’o ona oras atu ita afirma tan dala ida katak ita ne’e Povu ida de’it no Nasaun ida de’it!
Ita nia Povu nia dignidade agora tau hela iha perigu! Povu ida ne’ebé hori uluk kedas luta ba liberdade ho PAZ!
11 Fevereiru 2008
KAY RALA XANANA GUSMÃO
Primeiru-Ministru
GABINETE PRMEIRU MINISTRU
MENSAJEN BA NASAUN
Tanba akontesimentus hirak ne’ebé ohin mosu iha Timor-Leste ne’ebé rezulta atentadu grave ida ba Prezidente Repúblika no Xefe Governu sira nia vida, maka Primeiru Ministru Timor-Leste, apela ba Timor-oan tomak atu hakmatek nafatin tanba iha oras hanesan ne’e maka presiza tebes ema hotu servisu hamutuk ba trankuilidade no orden públika.
Apezarde grupu ida ho kilat, Alfredo Reinado maka komanda, ameasa duni seguransa ho estabilidade Paíz, sira la konsege hetan buat ne’ebé sira hakarak.
Prezidente Repúblika, Dr. José Ramos-Horta, dook ona hosi perigu boot depoisde opera tiha iha Ospitál Forsas Armadas Australia nian, ne’ebé nia situasaun saúde agora estável hela. Kareta Primeiru Ministru nian ema tiru rahun maibé la iha ema ida kanek.
Mezmu nune’e, tanba iha duni tentativa subversaun ida hasoru Estadu Direitu Demokrátiku ne’e, ne’ebé titulares Órgauns Soberania na’in rua maka hetan ameasa boot, maka presiza tebes duni atu asegura katak Estadu kumpri duni nia obrigasaun, katak bele garante orden, seguransa no trankuilidade públikas, hodi nune’e bele proteje ema ho rikusoin tomak, prevene kriminalidade no kontribui atu asegura funsionamentu normál instituisoens demokrátikas, ezersísiu direitus no liberdades fundamentais sidadauns tomak nian no respeitu ba legalidade demokrátika.
Nune’e, hanesan Xefe Gvernu, no mós Ministru Defeza no Seguransa, depoisde rona tiha reprezentantes Bankadas Parlamentares, Governu Timor-Leste hola ona inisiativa atu husu ba Vise-Prezidente Parlamentu, ne’ebé agora, tuir artigu no. 84 Konstituisaun, simu ona interinamente kargu hanesan Xefe Estadu, atu halo deklarasaun estadu de sítiu, hodi bele hasoru situasaun instabilidade ne’ebé mosu.
Governu Timor-Leste hala’o tuir mós buat ne’ebé prevê ona iha alínea c) No. 2 artigu 115º. No tuir artigu 25º. Konstituisaun Repúblika Demokrátika Timor-Leste, no propoen ona kona-ba:
a) Deklarasaun estadu de sítiu, hahú ho períodu inisial 48 oras iha territóriu nasionál tomak;
b) Suspende tiha direitu livre sirkulasaun katak ema labele lai la’o bá-mai, no rekolher obrigatóriu katak ema hotu tenke hakmatek ona iha uma entre tuku walu, 08:00 kalan to’o tuku 06:00 dadér;
c) Proibe mós ema halo reuniaun no manifestasaun durante períodu ne’ebé estadu de sítiu ne’e sei vigora.
Kompete agora ba Prezidente Repúblika ein ezersísiu, atu hala’o mekanizmus ne’ebé presiza hanesan prevê ona iha Konstituisaun, tetu didi’ak kona-ba proposta ida ne’e, katak bele ka lae, no hola desizaun ne’ebé nia hanoin katak di’ak liu atu garante unidade Estadu no regula funsionamentu instituisoens demokrátikas, ho respeita nafatin prinsípius legais ne’ebé bele aplika.
Oras ne’e daudaun, Governu Timor-Leste apela:
Ba sidadauns hotu-hotu atu labele partisipa iha atividades ne’ebé bele kontribui ba klima instabilidade no kolabora ho autoridades sira atu obriga ema kumpri lei no orden.
Ita hotu-hotu tenke hamutuk atu bele ultrapasa ka hakat liutiha dezafiu ida ne’e tán hasoru ita nia estabilidade. Agora duni ita presiza hamutuk atu ho kalma ita bele ultrapasa momentu ida ne’e.
Ha’u koalia liu-liu ba jovens sira: tanba ha’u hatene katak imi barak maka sei sente revoltadus! Imi la lika halo tuir hahalok aat grupus armadus ne’ebé la iha nein justifikasaun ida, sira hakarak oho ema seluk no estraga soberania no estabilidade Estadu nian.
Ita hotu halo namanas esforsu hamutuk atu hadi’a ita nia Nasaun, hametin ita nia empenhu atu luta ba paz, halakon ódiu no violênsia. To’o ona oras atu ita afirma tan dala ida katak ita ne’e Povu ida de’it no Nasaun ida de’it!
Ita nia Povu nia dignidade agora tau hela iha perigu! Povu ida ne’ebé hori uluk kedas luta ba liberdade ho PAZ!
11 Fevereiru 2008
KAY RALA XANANA GUSMÃO
Primeiru-Ministru

UN police 'refused to help' injured Ramos Horta
Posted 1 hour 57 minutes ago
Mr Ramos Horta is now in a serious but stable condition in Royal Darwin Hospital. (AFP: Monica Napper)
Video: Ramos Horta assassination attempt in E Timor (7.30 Report) Video: PM commits more troops to E Timor (ABC News) Audio: UN did not help injured Ramos Horta: E Timorese Govt (PM) Audio: Reinado launched two-pronged attack: expert (PM) Audio: Ramos Horta: E Timorese independence champion (PM) Audio: Aust to send larger force to E Timor: Rudd (PM) Audio: Lack of progress led to E Timor attacks: Bracks (PM) Related Story: Ramos Horta in Darwin for treatment Related Story: Rudd pledges more troops for East Timor East Timor's Government says United Nations forces failed to help President Jose Ramos Horta after he was shot in an assassination attempt in Dili this morning.
He was shot in the arm and stomach after fugitive rebel leader Alfredo Reinado launched a pre-dawn raid on his home.
Mr Ramos Horta is now in a serious but stable condition in Royal Darwin Hospital after being evacuated on a Careflight plane this afternoon.
He was sedated on the flight from Dili to Darwin and the hospital says he is suffering three gunshot wounds - two to the upper chest and one to the abdomen.
East Timor Prime Minister Xanana Gusmao, who was also attacked but escaped unharmed, has confirmed that Reinado was shot dead during the raid.
The country's Foreign Ministry has issued a statement which said that UN police stayed about 300 metres away from where Mr Ramos Horta was shot.
The Ministry says it was not until an ambulance arrived some time later that the injured President was taken to hospital.
Joao Carrascalao is the leader of the Timorese Democratic Union, and a member of the State Council.
The State Council, designed to advise in a state of emergency, is a 13-member panel made up of the President, Prime Minister and prominent East Timorese.
Mr Carrascalao told ABC Radio's PM that when UN police arrived at the scene of the attack they refused to help.
"I have to regret that we advised the United Nations Police who went to the scene but 300 metres before reaching there, they refused to proceed,' he said.
"The President was lying on the road and bleeding and already shot, and they refused to continue to give him assistance.
"It was finally the family and an ambulance from our hospital that went and rescued the President when he was more than half-an-hour bleeding and losing a lot of blood.
"The United Nations Police didn't take action until the Portuguese Generale got there.
"That's one of the worst things that could happen to this country; have police from everywhere, everyone within one system and mostly looking after themselves than looking after the situation here."
Mr Carrascalao says there will probably be some unrest in Dili in the aftermath of the attacks, but he does not think it will be serious.
"We start now hearing that groups that are sympathetic to Alfredo are roaming the streets of Dili but no incidents so far," he said.
"I hope that international forces, the stabilisation forces can control the situation, together with the FTTL.
"I certainly expect that for the next few days there will be some unrest here, although not very serious.
"But in the longer run I hope that the situation will calm down and will be resolved, because the main culprit of all this destabilisation is Alfredo and he's now laying dead after the shooting."
Mr Carrascalao says that while some may see Reinado as a martyr, he will soon be forgotten.
Xanana Gusmão, declarou hoje o estado de sítio
Dili, Timor-Leste 11/02/2008 10:02 (LUSA)
Temas: segurança, chefes de estado, Conflito armado, Golpe de estado
Díli, 11 Fev (Lusa) - O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, declarou hoje o estado de sítio por um período inicial de 48 horas em todo o território, com recolher obrigatório.
Xanana Gusmão declarou também a suspensão do direito de livre circulação com recolher obrigatório entre as 20:00 e as 06:00 da manhã.
Estão igualmente proibidas reuniões e manifestações durante o período de estado de sítio.
PRM
Lusa/fim
Temas: segurança, chefes de estado, Conflito armado, Golpe de estado
Díli, 11 Fev (Lusa) - O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, declarou hoje o estado de sítio por um período inicial de 48 horas em todo o território, com recolher obrigatório.
Xanana Gusmão declarou também a suspensão do direito de livre circulação com recolher obrigatório entre as 20:00 e as 06:00 da manhã.
Estão igualmente proibidas reuniões e manifestações durante o período de estado de sítio.
PRM
Lusa/fim
O presidente timorense José Ramos Horta está a ser sujeito a uma intervenção cirúrgica no Royal Darwin Hospital encontrando-se em estado "extremament
Darwin, Timor-Leste 11/02/2008 11:03 (LUSA)
Temas: segurança, Política, chefes de estado, Golpe de estado
Darwin, Austrália, 11 Fev (Lusa) - O presidente timorense José Ramos Horta está a ser sujeito a uma intervenção cirúrgica no Royal Darwin Hospital encontrando-se em estado "extremamente grave mas estável", disse à Lusa o director do hospital australiano.
Len Notaras explicou à Lusa que o presidente timorense está a ser alvo de uma intervenção que se centra particularmente no lado direito do tronco, onde uma das balas que o atingiu perfurou o pulmão.
"A sua condição é extremamente grave mas estável", disse, frisando que os ferimentos do líder timorense "podem certamente pôr em risco a vida" e que será crucial avaliar "eventuais complicações nos próximos dias".
"A sua condição é estável e esperemos que possa fazer uma recuperação total", frisou.
Ramos Horta chegou ao hospital de Darwin cerca das 17:30 locais (08:00 em Lisboa) com ferimentos de pelo menos duas balas, que tinham já sido previamente tratados em Díli, onde recebeu 16 unidades de sangue.
À chegada a Darwin, foi avaliado pela equipa clínica de emergência que o submeteu a radiografias e a um cat-scan para determinar o grau dos ferimentos, tendo de seguida dado entrada no bloco operatório onde continuava cerca das 20:15 locais (10:45 em Lisboa).
"O ferimento que tem no peito é bastante grave. Inicialmente pensava-se que tinha um ferimento no abdómen mas tratou-se apenas de um espaço de exploração da equipa em Díli para analisar se tinha ou não órgãos vitais atingidos", explicou.
"Para já, e além do pulmão direito e do fornecimento de sangue para o pulmão direito, os seus restantes órgãos parecem estar intactos, o que é importante durante os próximos dois a três dias em que temos que manter atenção sobre questões de infecção e coagulação de sangue", explicou.
Segundo Notaras, uma das balas que atingiu Ramos Horta terá entrado e saído no seu corpo, estando ainda fragmentos de outra no interior da sua cavidade torácica.
A intervenção cirúrgica a que está a ser sujeito é uma "combinação de estabilização, de reparação dos vasos sanguíneos" e "consistente em garantir uma boa recuperação", explicou Notaras.
Ramos Horta chegou a Darwin num voo médico procedente de Díli cerca das 17:00 locais, tendo sido transportado numa ambulância com cuidados intensivos integrada numa coluna de dois outros veículos, num dos quais seguia a sua irmã, Rosa Carrascalão.
Ligado a várias máquinas e numa maca, Ramos Horta entrou no hospital perante uma forte presença de agentes da polícia de Darwin.
Durante a viagem de Díli Ramos Horta foi colocado em coma induzido, com apoio respiratório e "apoio integro de vida", tendo um porta-voz do Careflight, a empresa responsável pelo transporte, afirmado que o líder timorense estava "muito crítico".
ASP
Lusa/Fim
Temas: segurança, Política, chefes de estado, Golpe de estado
Darwin, Austrália, 11 Fev (Lusa) - O presidente timorense José Ramos Horta está a ser sujeito a uma intervenção cirúrgica no Royal Darwin Hospital encontrando-se em estado "extremamente grave mas estável", disse à Lusa o director do hospital australiano.
Len Notaras explicou à Lusa que o presidente timorense está a ser alvo de uma intervenção que se centra particularmente no lado direito do tronco, onde uma das balas que o atingiu perfurou o pulmão.
"A sua condição é extremamente grave mas estável", disse, frisando que os ferimentos do líder timorense "podem certamente pôr em risco a vida" e que será crucial avaliar "eventuais complicações nos próximos dias".
"A sua condição é estável e esperemos que possa fazer uma recuperação total", frisou.
Ramos Horta chegou ao hospital de Darwin cerca das 17:30 locais (08:00 em Lisboa) com ferimentos de pelo menos duas balas, que tinham já sido previamente tratados em Díli, onde recebeu 16 unidades de sangue.
À chegada a Darwin, foi avaliado pela equipa clínica de emergência que o submeteu a radiografias e a um cat-scan para determinar o grau dos ferimentos, tendo de seguida dado entrada no bloco operatório onde continuava cerca das 20:15 locais (10:45 em Lisboa).
"O ferimento que tem no peito é bastante grave. Inicialmente pensava-se que tinha um ferimento no abdómen mas tratou-se apenas de um espaço de exploração da equipa em Díli para analisar se tinha ou não órgãos vitais atingidos", explicou.
"Para já, e além do pulmão direito e do fornecimento de sangue para o pulmão direito, os seus restantes órgãos parecem estar intactos, o que é importante durante os próximos dois a três dias em que temos que manter atenção sobre questões de infecção e coagulação de sangue", explicou.
Segundo Notaras, uma das balas que atingiu Ramos Horta terá entrado e saído no seu corpo, estando ainda fragmentos de outra no interior da sua cavidade torácica.
A intervenção cirúrgica a que está a ser sujeito é uma "combinação de estabilização, de reparação dos vasos sanguíneos" e "consistente em garantir uma boa recuperação", explicou Notaras.
Ramos Horta chegou a Darwin num voo médico procedente de Díli cerca das 17:00 locais, tendo sido transportado numa ambulância com cuidados intensivos integrada numa coluna de dois outros veículos, num dos quais seguia a sua irmã, Rosa Carrascalão.
Ligado a várias máquinas e numa maca, Ramos Horta entrou no hospital perante uma forte presença de agentes da polícia de Darwin.
Durante a viagem de Díli Ramos Horta foi colocado em coma induzido, com apoio respiratório e "apoio integro de vida", tendo um porta-voz do Careflight, a empresa responsável pelo transporte, afirmado que o líder timorense estava "muito crítico".
ASP
Lusa/Fim
O Primeiro Vice-Presidente do Parlamento Nacional, Vicente Guterres, assumiu interinamente a Presidência da República,
Dili, 11 de Fevereiro de 2008
O Primeiro-Ministro Kay Rala Xanana Gusmão anunciou hoje que o Primeiro Vice-Presidente do Parlamento Nacional, Vicente Guterres, assumiu interinamente a Presidência da República, dada a impossibilidade do Presidente da República, José Ramos Horta, exercer o cargo, em consequência dos ferimentos resultantes do atentado de que foi alvo esta manhã.
O Presidente do Parlamento Nacional, Fernando Lasama, encontra-se em Portugal em visita oficial, devendo regressar a Dili brevemente.
A situação clínica do Chefe de Estado é estável e será evacuado ainda hoje para Darwin, onde prosseguirá os tratamentos provocados por duas balas, que o feriram num braço e no abdómen.
Na troca de tiros verificada esta manhã, às 06h15, junto á residência do Presidente da República, foi morto Alfredo Reinado e outro elemento do seu grupo.
O Presidente interino da Republica Democrática de Timor-Leste convocou para esta tarde o Conselho de Estado e o Conselho Superior de Defesa e Segurança, para avaliar a situação e tomar as medidas julgadas necessárias, em estreita articulação com o Parlamento Nacional, que terá de ratificar as decisões tomadas por aqueles dois Órgãos de consulta do Presidente da República.
Também o Chefe do Governo foi esta manhã alvo de uma emboscada, entre as 07h45 e as 08h00, quando se deslocava para o Palácio do Governo, não tendo sofrido qualquer ferimento. A sua viatura, bem como outra da sua segurança pessoal foram atingidas, tendo os seus ocupantes saído ilesos do acidente.
O Primeiro-Ministro Kay Rala Xanana Gusmão lamentou uma vez mais o acto cobarde dirigido contra as Instituições do Estado e garantiu que a situação está sob controlo, depois dos atentados esta manhã contra as vidas do Presidente da Republica e do próprio Primeiro-Ministro.
O Chefe do Governo considerou que os atentados contra dois titulares de Órgãos de Soberania do Estado são graves e o Estado irá tomar as medidas que considerar mais adequadas.
“Estamos a ponderar sobre a forma como o Estado dever reagir a tudo isto”, salientou o Primeiro-Ministro, adiantando que “as Instituições estão alerta para qualquer acto de vandalismo”.
O Primeiro-ministro garantiu aos jornalistas que a situação em Dili é estável, depois de falhadas as tentativas de assassinato do Presidente da Republica e do Primeiro-Ministro e apelou à população para manter a calma e confiar nas instituições.
Kay Rala Xanana Gusmão garantiu que o Estado assume as suas obrigações de velar pela segurança do Povo e está pronto para repôr a Lei e a Ordem, quando tal for necessário, contrariando qualquer tentativa de empurrar Timor-Leste para a categoria de “Estado falhado”
+FIM+
O Primeiro-Ministro Kay Rala Xanana Gusmão anunciou hoje que o Primeiro Vice-Presidente do Parlamento Nacional, Vicente Guterres, assumiu interinamente a Presidência da República, dada a impossibilidade do Presidente da República, José Ramos Horta, exercer o cargo, em consequência dos ferimentos resultantes do atentado de que foi alvo esta manhã.
O Presidente do Parlamento Nacional, Fernando Lasama, encontra-se em Portugal em visita oficial, devendo regressar a Dili brevemente.
A situação clínica do Chefe de Estado é estável e será evacuado ainda hoje para Darwin, onde prosseguirá os tratamentos provocados por duas balas, que o feriram num braço e no abdómen.
Na troca de tiros verificada esta manhã, às 06h15, junto á residência do Presidente da República, foi morto Alfredo Reinado e outro elemento do seu grupo.
O Presidente interino da Republica Democrática de Timor-Leste convocou para esta tarde o Conselho de Estado e o Conselho Superior de Defesa e Segurança, para avaliar a situação e tomar as medidas julgadas necessárias, em estreita articulação com o Parlamento Nacional, que terá de ratificar as decisões tomadas por aqueles dois Órgãos de consulta do Presidente da República.
Também o Chefe do Governo foi esta manhã alvo de uma emboscada, entre as 07h45 e as 08h00, quando se deslocava para o Palácio do Governo, não tendo sofrido qualquer ferimento. A sua viatura, bem como outra da sua segurança pessoal foram atingidas, tendo os seus ocupantes saído ilesos do acidente.
O Primeiro-Ministro Kay Rala Xanana Gusmão lamentou uma vez mais o acto cobarde dirigido contra as Instituições do Estado e garantiu que a situação está sob controlo, depois dos atentados esta manhã contra as vidas do Presidente da Republica e do próprio Primeiro-Ministro.
O Chefe do Governo considerou que os atentados contra dois titulares de Órgãos de Soberania do Estado são graves e o Estado irá tomar as medidas que considerar mais adequadas.
“Estamos a ponderar sobre a forma como o Estado dever reagir a tudo isto”, salientou o Primeiro-Ministro, adiantando que “as Instituições estão alerta para qualquer acto de vandalismo”.
O Primeiro-ministro garantiu aos jornalistas que a situação em Dili é estável, depois de falhadas as tentativas de assassinato do Presidente da Republica e do Primeiro-Ministro e apelou à população para manter a calma e confiar nas instituições.
Kay Rala Xanana Gusmão garantiu que o Estado assume as suas obrigações de velar pela segurança do Povo e está pronto para repôr a Lei e a Ordem, quando tal for necessário, contrariando qualquer tentativa de empurrar Timor-Leste para a categoria de “Estado falhado”
+FIM+
East Timor Leader in Critical Condition

Feb 11 07:19 AM US/Eastern
By GUIDO GOULART
Associated Press Writer
DILI, East Timor (AP) - Rebel soldiers shot and critically wounded East Timor's president and opened fire on the prime minister Monday in a failed coup attempt in the recently independent nation. A top rebel leader was killed during one of the attacks.
President Jose Ramos-Horta, a Nobel Peace laureate, was injured in the stomach. He was flown to a hospital in Australia in an induced coma, breathing through a ventilator, a spokesman for the company that airlifted him out of East Timor said.
Prime Minister Xanana Gusmao escaped an attack on his motorcade unhurt.
Army spokesman Maj. Domingos da Camara said rebel leader Alfredo Reinado and one of his men were killed in the attack on the home of Ramos-Horta, while one of the president's guards also died.
"I consider this incident a coup attempt against the state by Reinado and it failed," Gusmao said. He called it a well-planned operation intended to "paralyze the government and create instability."
"This government won't fall because of this," he said.
The attacks plunged the tiny country into fresh uncertainty after the firing of 600 mutinous soldiers in 2006 triggered unrest that killed 37 people, displaced more than 150,000 others and led to the collapse of the government.
Reinado was one of several army commanders who joined the mutiny. While most have returned home, Reinado and an unknown number of armed supporters had remained in hiding, refusing pleas to surrender.
Australia announced it would send scores more soldiers to the international peacekeeping force it currently heads in the country, bringing total troop levels to around 1,000. The neighboring nation also pledged more police officers to the 1,400 strong U.N.-led force already there.
"Someone out there tried to assassinate the political leadership of our friend, partner and neighbor," Australian Prime Minister Kevin Rudd said. "They have asked for some help, and we are about to provide it."
Ramos-Horta underwent surgery at an Australian army hospital in East Timor before being flown to the northern Australian city of Darwin for further treatment, said Ian Badham, a spokesman for medical evacuation service CareFlight International. Badham said Ramos-Horta was in critical condition, on a ventilator and "in an induced coma."
Earlier, Gusmao urged the volatile country to stay calm. "I also appeal to the people not to spread any false rumors and information," he said.
Two cars carrying rebel soldiers passed Ramos-Horta's house on the outskirts of the capital, Dili, at around 7 a.m. and began shooting, da Camara said. The guards returned fire, he said. Reinado, former head of the military police, took part in the attack and was killed.
Reinado was to go on trial in absentia for his alleged role in several deadly shootings between police and military units during the violence in 2006. He was briefly arrested but broke out of jail later the same year and had since evaded capture.
Despite the outstanding charges, Ramos-Horta had met with Reinado on several occasions in recent months to try to persuade him to surrender.
The attack on Gusmao's car was led by another rebel commander, Gustao Salsinha, said one of Gusmao's bodyguards, who spoke on condition of anonymity because he was not authorized to speak to the media.
Australian-led troops restored calm following the 2006 turmoil and Ramos-Horta was elected president in peaceful elections held in May Low-level violence has continued in the country of 1 million people since then.
Deposed Prime Minister Mari Alkatiri has maintained that Ramos-Horta's government is illegitimate. His political party immediately condemned Monday's attacks in a statement released to the media.
East Timor, a former Portuguese colony, gained independence in 2002 after voting to break free from more than two decades of brutal Indonesian occupation in a U.N.-sponsored ballot.
Gusmao, who led the armed struggle against the occupation, has vowed along with Ramos-Horta to tackle rampant poverty and restore damaged relations between the country's police and army.
The Brussels-based International Crisis Group warned last month that East Timor risked lapsing back into unrest if lingering resentment following the 2006 violence was not addressed by the government and the United Nations.
Analysts predicted Reinado's supporters may riot in the coming days, but said his death had removed one of the major obstacles to peace in the country. The streets of Dili were calm Monday, witnesses said.
"I've always thought that Major Reinado was a pretty dangerous person, very unstable, (but he) has only had a small amount of support in East Timor," Former Australian Foreign Minister Alexander Downer told the Australian Broadcasting Corp. "Not to wish anyone their death, but the fact he is off the scene altogether will be a good thing for the stability of East Timor."
Ramos-Horta shared the 1996 Nobel Peace Prize with countryman Bishop Carlos Belo for leading a nonviolent struggle against the Indonesian occupation.
Sunday, February 10, 2008
Rebel soldiers attacked the home of President and Nobel Peace Prize winner Jose Ramos-Horta early Monday, wounding him in the stomach.

East Timor President Wounded in Attack
Feb 10 11:04 PM US/Eastern
By GUIDO GOULART
Associated Press Writer
DILI, East Timor (AP) - Rebel soldiers attacked the home of President and Nobel Peace Prize winner Jose Ramos-Horta early Monday, wounding him in the stomach. Gunmen also opened fire on a motorcade carrying the prime minister but no one was injured.
"The state came under attack," Prime Minister Xanana Gusmao told reporters. "The attempt to kill the prime minister and president today failed and only the President was injured."
Monday's violence plunged the recently independent nation into fresh uncertainty after a flare-up in violence in 2006 killed 37 people, displaced more than 150,000 others and led to the collapse of the government.
Ramos-Horta was in "stable condition" following the shooting Monday and would be flown to neighboring Australia for further treatment if necessary, Gusmao said.
Two cars carrying rebels soldiers passed Ramos-Horta's house on the outskirts of Dili at around 7 a.m. local time and began shooting, said army spokesman Maj. Domingos da Camara. The guards returned fire, he said.
Notorious rebel leader Alfredo Reinado was killed in the attack, as was one of Ramos-Horta's guards, da Camara said.
Reinado was due to go on trial in absentia for his alleged role in several deadly shootings between police and military units during the violence in 2006. He had evaded captured since then and refused repeated pleas by the government to surrender.
Australian-led troops restored calm following the 2006 turmoil and peaceful elections were held in which Ramos-Horta was elected president. Low-level violence had continued in the country of 1 million people since then.
Deposed Prime Minister Mari Alkatiri has maintained Ramos-Horta's government was illegitimate. His political party immediately condemned Monday's attack in a statement released to the media.
East Timor, a former Portuguese colony, gained independence in 2002 after voting to break free from more than two decades of brutal Indonesian occupation in a U.N.-sponsored ballot.
Ramos-Horta and Gusmao, who led the armed struggle against the occupation, have vowed to tackle rampant poverty and restore damaged relations between the country's police and army.
Ramos-Horta shared the 1996 Nobel Peace Prize with countryman Bishop Carlos Belo for leading a nonviolent struggle against the occupation.
Copyright 2008 The Associated Press. All rights reserved. This material may not be published, broadcast, rewritten or redistributed.
Friday, February 8, 2008
O Governo de Timor-Leste procura encontrar novas aplicações para as receitas petrolíferas
Díli, Timor-Leste 07/02/2008 11:19 (LUSA)
Temas: Política, governo
(Serviço também disponível em áudio em www.lusa.pt)
Díli, 07 Fev (Lusa) - O Governo de Timor-Leste está em contacto com diferentes instituições financeiras internacionais para encontrar novas aplicações para as receitas petrolíferas, afirmou o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, à Agência Lusa.
O executivo anterior da Fretilin também tinha colocado essa hipótese antes da crise de 2006, referiu Xanana Gusmão numa entrevista de balanço do primeiro semestre do IV Governo Constitucional, que lidera desde 08 de Agosto de 2007.
Xanana Gusmão sublinhou que o Governo de Timor-Leste "não vai jogar no casino" com as receitas petrolíferas do Mar de Timor, cujo fundo ascendia a 1,8 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) em Setembro de 2007.
"Colocam a questão de que outros arranjaram o dinheiro e nós vamos gastar. Não exactamente. Nós também temos cérebro. Se antes não usaram o cérebro, não é o nosso problema", declarou Xanana Gusmão.
A oposição, liderada pela Fretilin, tem feito críticas sobre as alterações que o Governo da Aliança para Maioria Parlamentar (AMP) pretende introduzir na gestão das receitas do Mar de Timor.
"Já tivemos conhecimento de instituições bancárias que nos permitiriam ter mais rendimento com a aplicação dos rendimentos", explicou o primeiro-ministro timorense.
Xanana Gusmão classificou os primeiros seis meses de governação da AMP como "um arrumar de casa" para "fazer andar uma máquina de Estado que estava ferrugenta".
Depois da elaboração de dois orçamentos do Estado (um para o período transitório de Julho a Dezembro de 2007, o outro para 2008, no valor de 348,1 milhões de dólares, ou 237,6 milhões de euros), Xanana Gusmão disse que concentra a sua atenção num "programa de recuperação nacional" e de combate à pobreza.
Outra prioridade do Governo é a reestruturação do funcionalismo público, disse Xanana Gusmão, "corrigindo salários que não são aumentados desde 2001 e introduzindo um regime de carreiras que corte com o recrutamento por cargos ou posições herdado do período de transição".
A criação da Comissão da Função Pública foi hoje mesmo aprovada em Conselho de Ministros.
Xanana Gusmão defendeu na entrevista uma promessa da sua campanha, renovada no debate do Orçamento Geral do Estado de 2008, em Dezembro, de dar outro uso às receitas acumuladas no Fundo Petrolífero.
"A fórmula actual foi dada pela Noruega mas se virmos a prática da Noruega, eles fazem quase o contrário", referiu Xanana Gusmão sobre as restrições ao que designou como "abrir a torneira" e à opção de investimento das receitas petrolíferas em títulos do Tesouro norte-americano.
"Queremos aplicar este dinheiro para produzir mais dinheiro e não para estar apenas em Nova Iorque, a servir aos americanos", explicou.
"Até já houve esse plano do anterior governo (da Fretilin), mas a crise (de 2006) parou tudo", disse.
As "urgências" do país, referiu, são as que marcam a realidade timorense desde a crise de 2006: o major fugitivo Alfredo Reinado, os peticionários das Forças Armadas e os deslocados.
"Não podemos viver com esta imagem", comentou Xanana Gusmão sobre os 53 campos de deslocados que há na capital.
"O aproveitamento tem que acabar e os problemas reais dos deslocados têm que ser solucionados incluindo as comunidades e não apenas os indivíduos", afirmou.
Para o primeiro-ministro timorense, "a propriedade só é causa de uma pequena parte das situações".
"O verdadeiro problema dos deslocados é a segurança", sublinhou.
Xanana Gusmão manifestou-se "confiante" no apoio de todos os partidos políticos, sublinhando o "todos", para um "compromisso pela estabilidade".
Sobre a hipótese de eleições legislativas antecipadas, uma exigência que continua a ser feita pela Fretilin, Xanana Gusmão diz que não exclui essa hipótese.
"Queremos governar até ao fim da legislatura. Mas a AMP não teria medo de ir a eleições como partido. Ganharia", concluiu o chefe do governo.
PRM.
Lusa/Fim
Temas: Política, governo
(Serviço também disponível em áudio em www.lusa.pt)
Díli, 07 Fev (Lusa) - O Governo de Timor-Leste está em contacto com diferentes instituições financeiras internacionais para encontrar novas aplicações para as receitas petrolíferas, afirmou o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, à Agência Lusa.
O executivo anterior da Fretilin também tinha colocado essa hipótese antes da crise de 2006, referiu Xanana Gusmão numa entrevista de balanço do primeiro semestre do IV Governo Constitucional, que lidera desde 08 de Agosto de 2007.
Xanana Gusmão sublinhou que o Governo de Timor-Leste "não vai jogar no casino" com as receitas petrolíferas do Mar de Timor, cujo fundo ascendia a 1,8 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) em Setembro de 2007.
"Colocam a questão de que outros arranjaram o dinheiro e nós vamos gastar. Não exactamente. Nós também temos cérebro. Se antes não usaram o cérebro, não é o nosso problema", declarou Xanana Gusmão.
A oposição, liderada pela Fretilin, tem feito críticas sobre as alterações que o Governo da Aliança para Maioria Parlamentar (AMP) pretende introduzir na gestão das receitas do Mar de Timor.
"Já tivemos conhecimento de instituições bancárias que nos permitiriam ter mais rendimento com a aplicação dos rendimentos", explicou o primeiro-ministro timorense.
Xanana Gusmão classificou os primeiros seis meses de governação da AMP como "um arrumar de casa" para "fazer andar uma máquina de Estado que estava ferrugenta".
Depois da elaboração de dois orçamentos do Estado (um para o período transitório de Julho a Dezembro de 2007, o outro para 2008, no valor de 348,1 milhões de dólares, ou 237,6 milhões de euros), Xanana Gusmão disse que concentra a sua atenção num "programa de recuperação nacional" e de combate à pobreza.
Outra prioridade do Governo é a reestruturação do funcionalismo público, disse Xanana Gusmão, "corrigindo salários que não são aumentados desde 2001 e introduzindo um regime de carreiras que corte com o recrutamento por cargos ou posições herdado do período de transição".
A criação da Comissão da Função Pública foi hoje mesmo aprovada em Conselho de Ministros.
Xanana Gusmão defendeu na entrevista uma promessa da sua campanha, renovada no debate do Orçamento Geral do Estado de 2008, em Dezembro, de dar outro uso às receitas acumuladas no Fundo Petrolífero.
"A fórmula actual foi dada pela Noruega mas se virmos a prática da Noruega, eles fazem quase o contrário", referiu Xanana Gusmão sobre as restrições ao que designou como "abrir a torneira" e à opção de investimento das receitas petrolíferas em títulos do Tesouro norte-americano.
"Queremos aplicar este dinheiro para produzir mais dinheiro e não para estar apenas em Nova Iorque, a servir aos americanos", explicou.
"Até já houve esse plano do anterior governo (da Fretilin), mas a crise (de 2006) parou tudo", disse.
As "urgências" do país, referiu, são as que marcam a realidade timorense desde a crise de 2006: o major fugitivo Alfredo Reinado, os peticionários das Forças Armadas e os deslocados.
"Não podemos viver com esta imagem", comentou Xanana Gusmão sobre os 53 campos de deslocados que há na capital.
"O aproveitamento tem que acabar e os problemas reais dos deslocados têm que ser solucionados incluindo as comunidades e não apenas os indivíduos", afirmou.
Para o primeiro-ministro timorense, "a propriedade só é causa de uma pequena parte das situações".
"O verdadeiro problema dos deslocados é a segurança", sublinhou.
Xanana Gusmão manifestou-se "confiante" no apoio de todos os partidos políticos, sublinhando o "todos", para um "compromisso pela estabilidade".
Sobre a hipótese de eleições legislativas antecipadas, uma exigência que continua a ser feita pela Fretilin, Xanana Gusmão diz que não exclui essa hipótese.
"Queremos governar até ao fim da legislatura. Mas a AMP não teria medo de ir a eleições como partido. Ganharia", concluiu o chefe do governo.
PRM.
Lusa/Fim
acantonamento de pelo menos 70 peticionários das Forças Armadas em Díli.
Díli, Timor-Leste 07/02/2008 14:23 (LUSA)
Temas: Política, governo
** Pedro Rosa Mendes, da Agência Lusa **
Díli, 07 Fev (Lusa) - Na véspera de assinalar seis meses à frente do Governo de Timor-Leste, Xanana Gusmão conseguiu hoje uma pequena vitória com o acantonamento de pelo menos 70 peticionários das Forças Armadas em Díli.
Outros peticionários, segundo o Governo e fontes policiais ouvidas hoje pela Agência Lusa, estão a caminho da capital a partir dos distritos ocidentais.
O Executivo "precisa de mostrar depressa que está a governar", segundo um diplomata ocidental ouvido pela Lusa em Díli.
Dia 08 de Fevereiro marca o segundo aniversário da saída dos quartéis de cerca de 600 peticionários, descontentes com alegadas discriminações no seio das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL).
Os 70 homens e uma mulher, com algumas famílias, albergados num recinto do bairro de Kampung Alor, no centro de Díli, constituem a primeira indicação, mesmo que ténue, de resolução dos problemas que asfixiam o país desde a crise de 2006.
O acantonamento dos peticionários acontece na mesma semana em que o Governo começou a redução para metade da ajuda alimentar nos campos de deslocados de Díli.
A herança esmagadora da crise, no entanto, continua no terreno: um major fugitivo, Alfredo Reinado, centenas de peticionários e cerca de cem mil deslocados internos, o que equivale a um décimo da população do país.
O IV Governo Constitucional, que tomou posse em 08 de Agosto, não alterou o essencial deste triângulo nem tocou nas causas profundas da instabilidade do país, que estão intactas.
"Se olharmos para o panorama geral, há estabilidade relativa em Timor-Leste, mas se olharmos para os casos individuais, a estabilidade é frágil", resumiu hoje o chefe da Missão Integrada das Nações Unidas no país (UNMIT), Atul Khare.
O chefe da UNMIT respondia a uma questão da Lusa sobre como interpretou a explosão de um engenho artesanal quarta-feira à noite, em Díli, e os "tiros de aviso" disparados pelo grupo do major fugitivo Alfredo Reinado, horas antes, em Ermera, a sudoeste da capital.
Reinado, acusado de vários crimes, é objecto de dois processos, um judicial e outro negocial, que entraram em rota de colisão através dos seus protagonistas, o Presidente da República, José Ramos-Horta, e o juiz internacional Ivo Rosa.
O primeiro-ministro deixou claro, em declarações à Lusa, que não está satisfeito com a largueza de manobra que o Estado tem dado a Alfredo Reinado.
"Devia-se ser mais duro com Reinado", afirmou Xanana Gusmão sobre o homem que o acusou recentemente de ser o "cérebro" da crise de 2006.
Apesar de estar em marcha a Reforma do Sector de Segurança, as fragilidades institucionais do aparelho de segurança timorense são persistentes.
A polícia timorense "está sobrecarregada com uma proliferação de unidades e funções de policiamento" com "mais de 40 unidades em torno de duas linhas funcionais de comando", segundo um documento citado em Janeiro num relatório do International Crisis Group.
"Actualmente, a maior parte das unidades não está no máximo de capacidade ou não funciona de todo", acrescentou o ICG.
"Se a situação não explode, é porque a Fretilin, como força maioritária, não quer que haja violência", afirmou o secretário-geral do partido mais votado nas legislativas de Junho de 2007, Mari Alkatiri, à Lusa.
O líder da Fretilin fez um balanço demolidor dos seis meses da Aliança para Maioria Parlamentar (AMP), referindo "o escangalhamento do Estado, que tinha um aparelho recém-estabelecido e, por isso, ainda não consolidado".
Sobre o próprio Executivo, ao qual a Fretilin começou a designar como I Governo Inconstitucional, Mari Alkatiri "salva" os ministros da Saúde e dos Negócios Estrangeiros, "com certa capacidade".
"Por mais esforço que faça, não encontro mais nenhum. Todos os outros são ao nível do primeiro-ministro", declarou Mari Alkatiri à Lusa.
"Rebentou-se com todo o sistema. O Orçamento Geral do Estado para 2008 foi feito para se transformar o Estado em instituição de misericórdia e o governo numa organização de caridade", acusou também o ex-primeiro-ministro.
Para a Fretilin, "só há uma solução para isto, a demissão deste governo ilegítimo e a convocação de eleições antecipadas".
Para lá da crispação e da violência verbal, "há sinais recentes de que a Fretilin pode concordar com uma colaboração na governação da AMP que não tem que passar por eleições nem pela entrada no Governo", afirmou à Lusa um responsável da UNMIT que não quis ser identificado.
"É interessante também notar que a AMP ainda não excluiu expressamente a realização de eleições antecipadas", segundo a mesma fonte.
Outras fontes políticas timorenses e internacionais em Díli concordam com essa análise, como adiantou outro diplomata ocidental à Lusa.
"Se a AMP governar bem em 2008, pode estar interessada em concorrer como partido e ganhar a legitimidade eleitoral que a Fretilin lhe recusa agora. Ou a Fretilin pode deixar de estar interessada em eleições antes de 2012", afirmou esse observador.
Lusa/Fim
Temas: Política, governo
** Pedro Rosa Mendes, da Agência Lusa **
Díli, 07 Fev (Lusa) - Na véspera de assinalar seis meses à frente do Governo de Timor-Leste, Xanana Gusmão conseguiu hoje uma pequena vitória com o acantonamento de pelo menos 70 peticionários das Forças Armadas em Díli.
Outros peticionários, segundo o Governo e fontes policiais ouvidas hoje pela Agência Lusa, estão a caminho da capital a partir dos distritos ocidentais.
O Executivo "precisa de mostrar depressa que está a governar", segundo um diplomata ocidental ouvido pela Lusa em Díli.
Dia 08 de Fevereiro marca o segundo aniversário da saída dos quartéis de cerca de 600 peticionários, descontentes com alegadas discriminações no seio das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL).
Os 70 homens e uma mulher, com algumas famílias, albergados num recinto do bairro de Kampung Alor, no centro de Díli, constituem a primeira indicação, mesmo que ténue, de resolução dos problemas que asfixiam o país desde a crise de 2006.
O acantonamento dos peticionários acontece na mesma semana em que o Governo começou a redução para metade da ajuda alimentar nos campos de deslocados de Díli.
A herança esmagadora da crise, no entanto, continua no terreno: um major fugitivo, Alfredo Reinado, centenas de peticionários e cerca de cem mil deslocados internos, o que equivale a um décimo da população do país.
O IV Governo Constitucional, que tomou posse em 08 de Agosto, não alterou o essencial deste triângulo nem tocou nas causas profundas da instabilidade do país, que estão intactas.
"Se olharmos para o panorama geral, há estabilidade relativa em Timor-Leste, mas se olharmos para os casos individuais, a estabilidade é frágil", resumiu hoje o chefe da Missão Integrada das Nações Unidas no país (UNMIT), Atul Khare.
O chefe da UNMIT respondia a uma questão da Lusa sobre como interpretou a explosão de um engenho artesanal quarta-feira à noite, em Díli, e os "tiros de aviso" disparados pelo grupo do major fugitivo Alfredo Reinado, horas antes, em Ermera, a sudoeste da capital.
Reinado, acusado de vários crimes, é objecto de dois processos, um judicial e outro negocial, que entraram em rota de colisão através dos seus protagonistas, o Presidente da República, José Ramos-Horta, e o juiz internacional Ivo Rosa.
O primeiro-ministro deixou claro, em declarações à Lusa, que não está satisfeito com a largueza de manobra que o Estado tem dado a Alfredo Reinado.
"Devia-se ser mais duro com Reinado", afirmou Xanana Gusmão sobre o homem que o acusou recentemente de ser o "cérebro" da crise de 2006.
Apesar de estar em marcha a Reforma do Sector de Segurança, as fragilidades institucionais do aparelho de segurança timorense são persistentes.
A polícia timorense "está sobrecarregada com uma proliferação de unidades e funções de policiamento" com "mais de 40 unidades em torno de duas linhas funcionais de comando", segundo um documento citado em Janeiro num relatório do International Crisis Group.
"Actualmente, a maior parte das unidades não está no máximo de capacidade ou não funciona de todo", acrescentou o ICG.
"Se a situação não explode, é porque a Fretilin, como força maioritária, não quer que haja violência", afirmou o secretário-geral do partido mais votado nas legislativas de Junho de 2007, Mari Alkatiri, à Lusa.
O líder da Fretilin fez um balanço demolidor dos seis meses da Aliança para Maioria Parlamentar (AMP), referindo "o escangalhamento do Estado, que tinha um aparelho recém-estabelecido e, por isso, ainda não consolidado".
Sobre o próprio Executivo, ao qual a Fretilin começou a designar como I Governo Inconstitucional, Mari Alkatiri "salva" os ministros da Saúde e dos Negócios Estrangeiros, "com certa capacidade".
"Por mais esforço que faça, não encontro mais nenhum. Todos os outros são ao nível do primeiro-ministro", declarou Mari Alkatiri à Lusa.
"Rebentou-se com todo o sistema. O Orçamento Geral do Estado para 2008 foi feito para se transformar o Estado em instituição de misericórdia e o governo numa organização de caridade", acusou também o ex-primeiro-ministro.
Para a Fretilin, "só há uma solução para isto, a demissão deste governo ilegítimo e a convocação de eleições antecipadas".
Para lá da crispação e da violência verbal, "há sinais recentes de que a Fretilin pode concordar com uma colaboração na governação da AMP que não tem que passar por eleições nem pela entrada no Governo", afirmou à Lusa um responsável da UNMIT que não quis ser identificado.
"É interessante também notar que a AMP ainda não excluiu expressamente a realização de eleições antecipadas", segundo a mesma fonte.
Outras fontes políticas timorenses e internacionais em Díli concordam com essa análise, como adiantou outro diplomata ocidental à Lusa.
"Se a AMP governar bem em 2008, pode estar interessada em concorrer como partido e ganhar a legitimidade eleitoral que a Fretilin lhe recusa agora. Ou a Fretilin pode deixar de estar interessada em eleições antes de 2012", afirmou esse observador.
Lusa/Fim
A explosão de um "engenho não identificado" em Camp Phoenix, Caicoli, o quartel-general das tropas australianas e neozelandesas em Timor-Leste
Díli, Timor-Leste 08/02/2008 15:24 (LUSA)
Temas: Polícia, segurança, Defesa, Organizações internacionais
Díli, 08 Fev (Lusa) - A Polícia das Nações Unidas (UNPol) foi impedida de entrar no quartel-general das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) em Díli após uma explosão no recinto, disse hoje à Lusa uma fonte da missão internacional em Timor-Leste.
A explosão de um "engenho não identificado" em Camp Phoenix, Caicoli, o quartel-general das tropas australianas e neozelandesas em Timor-Leste, ocorreu às 20:14 de quinta-feira
O brigadeiro James Baker, comandante do contingente australiano e neozelandês, citado pela Australian Associated Press, afirmou que a explosão não provocou vítimas e que o incidente estava a ser investigado pelas ISF e pela UNPol.
No entanto, "a UNPol não teve acesso a Camp Phoenix para iniciar uma investigação independente", afirmou hoje, sob anonimato, uma fonte oficial da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT) à Lusa.
Ninguém relacionou, oficialmente, a explosão de quinta-feira com outra, ocorrida na véspera, no recinto de acantonamento dos peticionários das Forças Armadas timorenses, em Díli, nem com o incidente entre o grupo do major fugitivo Alfredo Reinado com uma patrulha australiana, dia 05 de Fevereiro, em Ermera, a sudoeste da capital.
As ISF têm cerca de mil soldados em Timor-Leste, sob liderança das Forças de Defesa Australianas e fora do comando das Nações Unidas.
PRM.
Lusa/Fim
Temas: Polícia, segurança, Defesa, Organizações internacionais
Díli, 08 Fev (Lusa) - A Polícia das Nações Unidas (UNPol) foi impedida de entrar no quartel-general das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) em Díli após uma explosão no recinto, disse hoje à Lusa uma fonte da missão internacional em Timor-Leste.
A explosão de um "engenho não identificado" em Camp Phoenix, Caicoli, o quartel-general das tropas australianas e neozelandesas em Timor-Leste, ocorreu às 20:14 de quinta-feira
O brigadeiro James Baker, comandante do contingente australiano e neozelandês, citado pela Australian Associated Press, afirmou que a explosão não provocou vítimas e que o incidente estava a ser investigado pelas ISF e pela UNPol.
No entanto, "a UNPol não teve acesso a Camp Phoenix para iniciar uma investigação independente", afirmou hoje, sob anonimato, uma fonte oficial da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT) à Lusa.
Ninguém relacionou, oficialmente, a explosão de quinta-feira com outra, ocorrida na véspera, no recinto de acantonamento dos peticionários das Forças Armadas timorenses, em Díli, nem com o incidente entre o grupo do major fugitivo Alfredo Reinado com uma patrulha australiana, dia 05 de Fevereiro, em Ermera, a sudoeste da capital.
As ISF têm cerca de mil soldados em Timor-Leste, sob liderança das Forças de Defesa Australianas e fora do comando das Nações Unidas.
PRM.
Lusa/Fim
O major fugitivo Alfredo Reinado "não é uma ameaça real à estabilidade" de Timor-Leste
Díli, Timor-Leste 07/02/2008 09:20 (LUSA)
Temas: Justiça e direitos, Defesa, Forças Armadas, governo
(Serviço também disponível em áudio em www.lusa.pt)
Díli, 07 Fev (Lusa) - O major fugitivo Alfredo Reinado "não é uma ameaça real à estabilidade" de Timor-Leste, declarou hoje à Agência Lusa em Díli o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão.
"Da parte do Estado, Alfredo Reinado não é uma ameaça real à estabilidade", afirmou Xanana Gusmão numa entrevista de balanço dos primeiros seis meses do IV Governo Constitucional, que se completam sexta-feira.
"Da parte da população, (Reinado) é uma ameaça, já que ele não actuou sozinho e os jovens saíram para a rua em Díli quando viram o ataque a Same", por tropas australianas, a 03 de Março de 2007, referiu.
"Os jovens aqui, em Díli, acham-no como herói. Há boa gente que eu conheço e de quem sou muito amigo e (o apoio) é mais por uma questão de vingança política", acrescentou Xanana Gusmão sobre o ex-comandante da Polícia Militar timorense e um dos protagonistas da crise de 2006, que levou à queda do governo chefiado pelo líder da Fretilin, Mari Alkatiri.
"Não é em termos de crença ou de pensamento, mas por causa do começo do problema, com uma frase que surgiu a certa altura e sem a qual os peticionários praticamente não teriam tido grande impacto", sublinhou Xanana Gusmão.
A frase é "vocês do oeste não lutaram", precisou, referindo-se à alegada diferença de contribuições para a luta contra a ocupação indonésia consoante a origem geográfica.
"Dentro deste mal-estar político, que assolou a consciência de muitos combatentes da libertação nacional, o Alfredo apareceu como o que reporia, não a verdade dos factos, que já existiu, mas um contrapeso dessas coisas", disse.
"Criou-se e continua a alimentar-se uma imagem que eles estavam a necessitar. Não é exactamente um conflito de gerações porque quem lhe dá maior apoio é uma geração velha da parte oeste, de quadros clandestinos com quem eu estou sempre em contacto e a tentar lavar-lhes o cérebro", explicou o primeiro-ministro, rindo.
O caso de Reinado "não é uma guerra de legitimidade e comigo muito menos. São pessoas que eu conheço (que o apoiam) e se eu os mando para o Ramelau eles vão, se eu os mando vir eles vêm", sublinhou Xanana Gusmão.
O problema, acrescentou o primeiro-ministro, é que Alfredo Reinado "surgiu num mal-estar político que, com o correr do tempo, se tornou numa figura de quem eles necessitavam".
Xanana Gusmão defendeu na entrevista à Lusa que "devia-se ser mais duro" com Alfredo Reinado, um homem que "não merece confiança porque muda todos os dias de opinião".
O primeiro-ministro recordou inúmeras reuniões "quentíssimas" que teve enquanto Presidente da República e adiantou que "o Estado ia fazer uma concessão inédita que era enviar o tribunal a Gleno fazer uma audição sobre o caso do Reinado", no início de 2007.
"O próximo passo seria discutir com Reinado para ele não entrar com armas no tribunal e foi então que ele tirou as armas" a três postos de polícia fronteiriça em Maliana, oeste, em Fevereiro de 2006, contou.
"Discutimos todas as opções possíveis mas sempre chegámos à opção moderada", recordou o primeiro-ministro.
"Aí é que a componente pensante da sociedade timorense peca por demasiada divergência de opiniões", notou Xanana Gusmão sobre a estratégia que tem sido seguida pelo Estado timorense.
"Há partidos envolvidos, e quando digo partidos não digo Fretilin, digo partidos no plural. Há líderes envolvidos, organizações e grupos. Nós estamos divididos na percepção da substância", disse o primeiro-ministro.
"É gente a mais e é por causa disso mesmo" que ainda não se resolveu a questão, acrescentou.
Alfredo Reinado, fugido à justiça desde Agosto de 2006, está acusado de homicídio, rebelião e posse ilegal de material de guerra.
O militar foi um elemento central na crise política e militar de 2006, desencadeada por um grupo de peticionários das Forças Armadas e que deixou, até hoje, uma herança de 100 mil deslocados internos.
Para Xanana Gusmão, o caso de Alfredo Reinado, a situação dos peticionários e os deslocados são problemas "interrelacionados" aos quais o seu governo procura dar uma resposta abrangente.
"Há-de chegar o momento em que, antes de ir aos deslocados, eu tenho que lidar com os peticionários", afirmou Xanana Gusmão.
PRM.
Lusa/Fim
Temas: Justiça e direitos, Defesa, Forças Armadas, governo
(Serviço também disponível em áudio em www.lusa.pt)
Díli, 07 Fev (Lusa) - O major fugitivo Alfredo Reinado "não é uma ameaça real à estabilidade" de Timor-Leste, declarou hoje à Agência Lusa em Díli o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão.
"Da parte do Estado, Alfredo Reinado não é uma ameaça real à estabilidade", afirmou Xanana Gusmão numa entrevista de balanço dos primeiros seis meses do IV Governo Constitucional, que se completam sexta-feira.
"Da parte da população, (Reinado) é uma ameaça, já que ele não actuou sozinho e os jovens saíram para a rua em Díli quando viram o ataque a Same", por tropas australianas, a 03 de Março de 2007, referiu.
"Os jovens aqui, em Díli, acham-no como herói. Há boa gente que eu conheço e de quem sou muito amigo e (o apoio) é mais por uma questão de vingança política", acrescentou Xanana Gusmão sobre o ex-comandante da Polícia Militar timorense e um dos protagonistas da crise de 2006, que levou à queda do governo chefiado pelo líder da Fretilin, Mari Alkatiri.
"Não é em termos de crença ou de pensamento, mas por causa do começo do problema, com uma frase que surgiu a certa altura e sem a qual os peticionários praticamente não teriam tido grande impacto", sublinhou Xanana Gusmão.
A frase é "vocês do oeste não lutaram", precisou, referindo-se à alegada diferença de contribuições para a luta contra a ocupação indonésia consoante a origem geográfica.
"Dentro deste mal-estar político, que assolou a consciência de muitos combatentes da libertação nacional, o Alfredo apareceu como o que reporia, não a verdade dos factos, que já existiu, mas um contrapeso dessas coisas", disse.
"Criou-se e continua a alimentar-se uma imagem que eles estavam a necessitar. Não é exactamente um conflito de gerações porque quem lhe dá maior apoio é uma geração velha da parte oeste, de quadros clandestinos com quem eu estou sempre em contacto e a tentar lavar-lhes o cérebro", explicou o primeiro-ministro, rindo.
O caso de Reinado "não é uma guerra de legitimidade e comigo muito menos. São pessoas que eu conheço (que o apoiam) e se eu os mando para o Ramelau eles vão, se eu os mando vir eles vêm", sublinhou Xanana Gusmão.
O problema, acrescentou o primeiro-ministro, é que Alfredo Reinado "surgiu num mal-estar político que, com o correr do tempo, se tornou numa figura de quem eles necessitavam".
Xanana Gusmão defendeu na entrevista à Lusa que "devia-se ser mais duro" com Alfredo Reinado, um homem que "não merece confiança porque muda todos os dias de opinião".
O primeiro-ministro recordou inúmeras reuniões "quentíssimas" que teve enquanto Presidente da República e adiantou que "o Estado ia fazer uma concessão inédita que era enviar o tribunal a Gleno fazer uma audição sobre o caso do Reinado", no início de 2007.
"O próximo passo seria discutir com Reinado para ele não entrar com armas no tribunal e foi então que ele tirou as armas" a três postos de polícia fronteiriça em Maliana, oeste, em Fevereiro de 2006, contou.
"Discutimos todas as opções possíveis mas sempre chegámos à opção moderada", recordou o primeiro-ministro.
"Aí é que a componente pensante da sociedade timorense peca por demasiada divergência de opiniões", notou Xanana Gusmão sobre a estratégia que tem sido seguida pelo Estado timorense.
"Há partidos envolvidos, e quando digo partidos não digo Fretilin, digo partidos no plural. Há líderes envolvidos, organizações e grupos. Nós estamos divididos na percepção da substância", disse o primeiro-ministro.
"É gente a mais e é por causa disso mesmo" que ainda não se resolveu a questão, acrescentou.
Alfredo Reinado, fugido à justiça desde Agosto de 2006, está acusado de homicídio, rebelião e posse ilegal de material de guerra.
O militar foi um elemento central na crise política e militar de 2006, desencadeada por um grupo de peticionários das Forças Armadas e que deixou, até hoje, uma herança de 100 mil deslocados internos.
Para Xanana Gusmão, o caso de Alfredo Reinado, a situação dos peticionários e os deslocados são problemas "interrelacionados" aos quais o seu governo procura dar uma resposta abrangente.
"Há-de chegar o momento em que, antes de ir aos deslocados, eu tenho que lidar com os peticionários", afirmou Xanana Gusmão.
PRM.
Lusa/Fim
Wednesday, February 6, 2008
O major Alfredo Reinado e o seu grupo dispararam hoje "vários tiros" contra uma patrulha australiana no distrito de Ermera
Díli, Timor-Leste 06/02/2008 09:28 (LUSA)
Temas: segurança, Defesa, Forças Armadas, Conflitos (geral)
Díli, 06 Fev (Lusa) - O major Alfredo Reinado e o seu grupo dispararam hoje "vários tiros" contra uma patrulha australiana no distrito de Ermera, a sudoeste de Díli, anunciou o comandante das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) em Timor-Leste.
O incidente não provocou vítimas, disse o brigadeiro James Baker em conferência de imprensa em Díli.
O "encontro casual" da patrulha australiana com "Alfredo Reinado e o seu grupo" aconteceu cerca das 12:50 locais (03:50 em Lisboa), explicou o comandante das ISF.
"Alguns dos homens de Alfredo Reinado estavam armados" e os primeiros dados apontam para "quatro ou cinco com espingardas no grupo".
O incidente ocorreu perto da aldeia de Lauala, Ermera, quando soldados australianos realizavam "uma patrulha de reconhecimento das estradas, na sequência das fortes chuvas que têm caído no país", adiantou o comandante James Baker.
"O reconhecimento por patrulhas das ISF foi amplamente divulgado", afirmou.
"O grupo disparou vários tiros de aviso, numa atitude insensata da parte de Alfredo Reinado e dos seus homens", adiantou o brigadeiro.
A patrulha australiana não respondeu aos tiros e recuou "de imediato" para a vila de Gleno, no mesmo distrito, referiu o comandante das ISF.
"Os soldados das ISF mostraram grande contenção, grande disciplina e grande profissionalismo", considerou o brigadeiro James Baker.
"As ISF, seguindo um pedido do governo timorense, não efectuam neste momento nenhuma operação contra Alfredo Reinado", assegurou também o oficial australiano.
"Alfredo Reinado é um fugitivo do sistema judicial timorense e a acção de hoje pôs em perigo a segurança de tropas das ISF", acrescentou.
Questionado por que razão as ISF não prenderam Alfredo Reinado, alvo de um mandato judicial, o brigadeiro James Baker respondeu, cinco vezes ao todo, que o major fugitivo "é um caso para as autoridades de Timor-Leste" e que "a missão das ISF em Timor-Leste é de assistir o governo".
O major Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar timorense, está fugido à justiça desde Agosto de 2006 e começou a ser julgado em Díli em Dezembro de 2007.
O incidente de Ermera aconteceu na véspera do início do acantonamento, em Díli, dos peticionários das Forças Armadas.
PRM.
Lusa/Fim
Temas: segurança, Defesa, Forças Armadas, Conflitos (geral)
Díli, 06 Fev (Lusa) - O major Alfredo Reinado e o seu grupo dispararam hoje "vários tiros" contra uma patrulha australiana no distrito de Ermera, a sudoeste de Díli, anunciou o comandante das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) em Timor-Leste.
O incidente não provocou vítimas, disse o brigadeiro James Baker em conferência de imprensa em Díli.
O "encontro casual" da patrulha australiana com "Alfredo Reinado e o seu grupo" aconteceu cerca das 12:50 locais (03:50 em Lisboa), explicou o comandante das ISF.
"Alguns dos homens de Alfredo Reinado estavam armados" e os primeiros dados apontam para "quatro ou cinco com espingardas no grupo".
O incidente ocorreu perto da aldeia de Lauala, Ermera, quando soldados australianos realizavam "uma patrulha de reconhecimento das estradas, na sequência das fortes chuvas que têm caído no país", adiantou o comandante James Baker.
"O reconhecimento por patrulhas das ISF foi amplamente divulgado", afirmou.
"O grupo disparou vários tiros de aviso, numa atitude insensata da parte de Alfredo Reinado e dos seus homens", adiantou o brigadeiro.
A patrulha australiana não respondeu aos tiros e recuou "de imediato" para a vila de Gleno, no mesmo distrito, referiu o comandante das ISF.
"Os soldados das ISF mostraram grande contenção, grande disciplina e grande profissionalismo", considerou o brigadeiro James Baker.
"As ISF, seguindo um pedido do governo timorense, não efectuam neste momento nenhuma operação contra Alfredo Reinado", assegurou também o oficial australiano.
"Alfredo Reinado é um fugitivo do sistema judicial timorense e a acção de hoje pôs em perigo a segurança de tropas das ISF", acrescentou.
Questionado por que razão as ISF não prenderam Alfredo Reinado, alvo de um mandato judicial, o brigadeiro James Baker respondeu, cinco vezes ao todo, que o major fugitivo "é um caso para as autoridades de Timor-Leste" e que "a missão das ISF em Timor-Leste é de assistir o governo".
O major Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar timorense, está fugido à justiça desde Agosto de 2006 e começou a ser julgado em Díli em Dezembro de 2007.
O incidente de Ermera aconteceu na véspera do início do acantonamento, em Díli, dos peticionários das Forças Armadas.
PRM.
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Tuesday, February 5, 2008
A bancada da Fretilin no Parlamento acusou hoje de "nepotismo" o vice-primeiro-ministro de Timor-Leste, José Luís Guterres, exigindo a sua demissão.
Díli, Timor-Leste 05/02/2008 11:35 (LUSA)
Temas: Política, governo, Parlamento
Díli, 05 Fev (Lusa) - O deputado Francisco Branco, em nome da Fretilin, acusou José Luís Guterres de ter beneficiado a sua mulher quando ocupava o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros, em 2006.
Em causa está o aumento de salário de Ana Maria, mulher de José Luís Guterres, "para pelo menos o dobro do que devia receber como funcionária local" da representação em Nova Iorque, explicou o ex-primeiro-ministro Estanislau da Silva à Agência Lusa.
"José Luís Guterres concedeu à esposa um salário de diplomata, tomando uma decisão unilateral, num acto de abuso de poder que violou os princípios éticos", acusou Estanislau da Silva, também deputado da Fretilin na actual legislatura.
José Luís Guterres, contactado pela Lusa, afirmou que as acusações da Fretilin "são politicamente motivadas para desacreditar o actual governo", liderado por Xanana Gusmão.
"Rejeito totalmente as acusações e estou disponível para responder perante uma comissão de inquérito", acrescentou o vice-primeiro-ministro, que foi ministro dos Negócios Estrangeiros no primeiro governo de transição formado na sequência da crise política e militar de 2006.
Nessa altura, José Ramos-Horta, que chefiava a diplomacia timorense quando foi convidado a formar o II Governo Constitucional, escolheu José Luís Guterres para lhe suceder na pasta dos Negócios Estrangeiros.
José Luís Guterres ocupava, até aí, o posto de embaixador de Timor-Leste nas Nações Unidas.
"Quando fui convidado para o governo, tinha duas opções: ou aceitava servir o país de acordo com o que me era proposto ou continuava a viver com a família em Nova Iorque", explicou à Lusa.
"A minha família teria ficado na rua e os meus filhos perderiam o ano escolar se não encontrássemos uma solução".
"Falei com José Ramos-Horta e com os directores do MNE, incluindo o então secretário-geral João Câmara, e eles compreenderam a situação", acrescentou José Luís Guterres nas declarações à Lusa.
A mulher de José Luís Guterres passou a ocupar "um cargo de nomeação política que, por isso, está sempre à consideração de quem ocupa o cargo de MNE", explicou o actual vice-primeiro-ministro.
"Era um lugar temporário", sublinhou José Luís Guterres.
Ana Maria recebia, segundo o marido, 2.800 dólares norte-americanos de ajudas-de-custo mensais, "o que não é muito para quem conheça o custo de vida em Nova Iorque", nota José Luís Guterres.
"Quanto à acusação de uma transferência ilegal, referia-se ao montante da renda de um apartamento de dois quartos, fora da cidade, no valor de 1.700 dólares", afirmou ainda José Luís Guterres à Lusa.
Ana Maria, natural de Moçambique, é licenciada em Sociologia e tem um mestrado em Globalização e Movimentos Sociais, "o que a habilitava ao lugar para que foi nomeada", frisou ainda José Luís Guterres.
A mulher do vice-primeiro-ministro continua a desempenhar funções na missão de Nova Iorque, e o seu caso "está em apreciação pelo ministro dos Negócios Estrangeiros", Zacarias da Costa, adiantou José Luís Guterres.
Estanislau da Silva adiantou à Lusa que "a Fretilin tem outros casos de corrupção e nepotismo para levantar na próxima semana no Parlamento".
As acusações contra José Luís Guterres no plenário provocaram o repúdio de vários deputados dos partidos que integram o Governo da Aliança para Maioria Parlamentar.
PRM
Lusa/fim
Temas: Política, governo, Parlamento
Díli, 05 Fev (Lusa) - O deputado Francisco Branco, em nome da Fretilin, acusou José Luís Guterres de ter beneficiado a sua mulher quando ocupava o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros, em 2006.
Em causa está o aumento de salário de Ana Maria, mulher de José Luís Guterres, "para pelo menos o dobro do que devia receber como funcionária local" da representação em Nova Iorque, explicou o ex-primeiro-ministro Estanislau da Silva à Agência Lusa.
"José Luís Guterres concedeu à esposa um salário de diplomata, tomando uma decisão unilateral, num acto de abuso de poder que violou os princípios éticos", acusou Estanislau da Silva, também deputado da Fretilin na actual legislatura.
José Luís Guterres, contactado pela Lusa, afirmou que as acusações da Fretilin "são politicamente motivadas para desacreditar o actual governo", liderado por Xanana Gusmão.
"Rejeito totalmente as acusações e estou disponível para responder perante uma comissão de inquérito", acrescentou o vice-primeiro-ministro, que foi ministro dos Negócios Estrangeiros no primeiro governo de transição formado na sequência da crise política e militar de 2006.
Nessa altura, José Ramos-Horta, que chefiava a diplomacia timorense quando foi convidado a formar o II Governo Constitucional, escolheu José Luís Guterres para lhe suceder na pasta dos Negócios Estrangeiros.
José Luís Guterres ocupava, até aí, o posto de embaixador de Timor-Leste nas Nações Unidas.
"Quando fui convidado para o governo, tinha duas opções: ou aceitava servir o país de acordo com o que me era proposto ou continuava a viver com a família em Nova Iorque", explicou à Lusa.
"A minha família teria ficado na rua e os meus filhos perderiam o ano escolar se não encontrássemos uma solução".
"Falei com José Ramos-Horta e com os directores do MNE, incluindo o então secretário-geral João Câmara, e eles compreenderam a situação", acrescentou José Luís Guterres nas declarações à Lusa.
A mulher de José Luís Guterres passou a ocupar "um cargo de nomeação política que, por isso, está sempre à consideração de quem ocupa o cargo de MNE", explicou o actual vice-primeiro-ministro.
"Era um lugar temporário", sublinhou José Luís Guterres.
Ana Maria recebia, segundo o marido, 2.800 dólares norte-americanos de ajudas-de-custo mensais, "o que não é muito para quem conheça o custo de vida em Nova Iorque", nota José Luís Guterres.
"Quanto à acusação de uma transferência ilegal, referia-se ao montante da renda de um apartamento de dois quartos, fora da cidade, no valor de 1.700 dólares", afirmou ainda José Luís Guterres à Lusa.
Ana Maria, natural de Moçambique, é licenciada em Sociologia e tem um mestrado em Globalização e Movimentos Sociais, "o que a habilitava ao lugar para que foi nomeada", frisou ainda José Luís Guterres.
A mulher do vice-primeiro-ministro continua a desempenhar funções na missão de Nova Iorque, e o seu caso "está em apreciação pelo ministro dos Negócios Estrangeiros", Zacarias da Costa, adiantou José Luís Guterres.
Estanislau da Silva adiantou à Lusa que "a Fretilin tem outros casos de corrupção e nepotismo para levantar na próxima semana no Parlamento".
As acusações contra José Luís Guterres no plenário provocaram o repúdio de vários deputados dos partidos que integram o Governo da Aliança para Maioria Parlamentar.
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